AGRONEGÓCIO
Paraná fortalece exportações de suínos com diplomacia e status sanitário
AGRONEGÓCIO
O agronegócio paranaense vive um momento de transição, com foco em mercados internacionais que oferecem preços acima da média global. O reconhecimento do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação tem aberto oportunidades estratégicas, especialmente no setor de suínos, e reforça a importância da diplomacia comercial e do status sanitário para o acesso a mercados de alta remuneração.
Suínos: foco em mercados premium
Segundo o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Paraná já começou a colher resultados dessa estratégia. O avanço mais recente ocorreu no mercado peruano, e o estado agora trabalha para ampliar a presença nos Estados Unidos e Canadá.
O setor busca mercados que remuneram acima da média global, estabelecida em US$ 2,55/kg. Atualmente, o Japão lidera o ranking de melhor pagamento, com cerca de US$ 3,42/kg pela carne suína. No entanto, o Paraná ainda não exporta volumes expressivos para Japão, EUA e Canadá, que ocupam respectivamente a 4ª, 18ª e 17ª posições entre os principais destinos da carne suína “in natura” brasileira.
Em 2025, a carne suína foi o oitavo item mais exportado pelos produtores paranaenses, com receita de US$ 573 milhões, representando um crescimento de 41% em relação a 2024.
Cereais: trigo em pressão e milho safrinha em expansão
O boletim do Deral também destaca o mercado de trigo, que inicia 2026 sob forte pressão devido à concorrência direta com a segunda safra de milho e à queda de 14% nos preços em relação ao início de 2025. Em janeiro, a média da saca foi de R$ 62,19, o que corresponde a aproximadamente 56 sacas por hectare.
O milho safrinha, por outro lado, já cobre 12% da área estimada de 2,84 milhões de hectares, podendo estabelecer um novo recorde de cultivo. A oferta global elevada e as importações históricas de trigo em 2025 limitam a recuperação de preços no curto prazo.
Bovinos: redução histórica nas margens de preço
No setor de bovinos, observa-se um encurtamento histórico na diferença de preço entre machos e fêmeas destinadas ao abate. Em janeiro de 2026, a valorização dos machos frente às novilhas foi de R$ 12,6 por arroba, enquanto a diferença entre machos e vacas atingiu R$ 20,62 por arroba, mantendo vantagem para os machos.
Mel: exportações brasileiras crescem 15,8%
O setor de mel também apresentou crescimento significativo. Entre janeiro e dezembro de 2025, o Brasil exportou 34.468 toneladas de mel “in natura”, faturando US$ 116,472 milhões, alta de 15,8% em relação a 2024. O preço médio nacional alcançou US$ 3,38/kg, aumento de 27,5% em comparação ao ano anterior.
O Paraná ficou na terceira posição no ranking nacional de exportação de mel, com receita de US$ 20,069 milhões, volume de 5.983 toneladas e preço médio de US$ 3.354,38/tonelada. O principal destino do mel brasileiro continuou sendo os Estados Unidos, com 29.026 toneladas exportadas, seguido por Canadá, Alemanha, Reino Unido, Israel, Austrália e Bélgica.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês
As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.
Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas
O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.
Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.
O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.
Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.
Carnes ampliam participação no mercado internacional
O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.
A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.
A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.
Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.
Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador
Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.
As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.
O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.
No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.
Milho, algodão e suco de laranja registram avanços
Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.
Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.
O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.
O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.
Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio
Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.
Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.
Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.
As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.
Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026
No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.
Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.
Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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