AGRONEGÓCIO
Paraná inicia colheita do milho safrinha enquanto plantio do trigo entra na reta final
AGRONEGÓCIO
O Paraná começou oficialmente a colheita do milho segunda safra, enquanto segue avançando nos trabalhos de retirada do feijão e no encerramento do plantio das culturas de inverno. Os dados fazem parte do mais recente levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Segundo o relatório, as atividades de campo seguem em ritmo intenso, embora as condições climáticas tenham imposto desafios importantes aos produtores em diversas regiões do estado.
Colheita do milho safrinha começa com atenção para produtividade e qualidade
A colheita do milho segunda safra alcançou 1% da área cultivada no Paraná. Apesar do bom desenvolvimento observado ao longo do ciclo, técnicos alertam para possíveis impactos causados pelas geadas registradas recentemente, além de ataques pontuais de pragas e excesso de umidade.
Atualmente, grande parte das lavouras encontra-se nas fases de frutificação e maturação. No entanto, as chuvas frequentes e a elevada umidade dos grãos têm dificultado o avanço das máquinas e atrasado os trabalhos de campo.
De acordo com o Deral, há preocupação com possíveis perdas de produtividade e comprometimento da qualidade dos grãos, principalmente em áreas mais afetadas pelos eventos climáticos adversos.
Feijão chega a 82% da colheita e produtores enfrentam mercado pressionado
A colheita do feijão segunda safra atingiu 82% da área cultivada, consolidando uma fase avançada dos trabalhos no estado. A batata também apresenta progresso significativo, com 68% das áreas já colhidas.
Entretanto, a combinação entre estiagens registradas anteriormente, geadas e chuvas recentes afetou tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos em algumas regiões produtoras.
Além das questões climáticas, o mercado segue desafiador. A pressão baixista sobre os preços tem levado muitos produtores a optar pelo armazenamento da produção na expectativa de melhores oportunidades de comercialização.
O cenário também influencia o planejamento da próxima safra. Segundo o Deral, cresce a preocupação com a redução da intenção de plantio, diante dos elevados custos de produção e das atuais condições de mercado.
Trigo alcança 84% da área semeada no Paraná
Entre as culturas de inverno, o destaque continua sendo o trigo. O plantio alcançou 84% da área prevista e já está concluído ou em fase final em grande parte das regiões produtoras.
As lavouras encontram-se predominantemente em desenvolvimento vegetativo, enquanto algumas áreas mais adiantadas já iniciam o estágio de floração.
Os técnicos do Deral avaliam que as condições climáticas têm sido favoráveis ao desenvolvimento da cultura. Apesar das interrupções pontuais provocadas pelo excesso de chuvas, a incidência de pragas e doenças permanece em níveis baixos, favorecendo o potencial produtivo da safra.
Cevada avança e aproveita janela climática favorável
A semeadura da cevada também segue em ritmo acelerado no Paraná. O cultivo já alcança 64% da área prevista e está próximo da conclusão em diversas regiões.
Segundo o relatório, os produtores aproveitaram as janelas climáticas favoráveis para intensificar os trabalhos de plantio. As lavouras já implantadas iniciam o desenvolvimento vegetativo com boa disponibilidade de umidade no solo.
Apesar disso, o excesso de precipitações registrado em algumas localidades ainda limita o avanço das operações e exige atenção dos produtores quanto ao manejo das áreas.
Clima segue como principal fator de atenção no campo
O levantamento do Deral reforça que o comportamento do clima continuará sendo decisivo para o desempenho das culturas paranaenses nas próximas semanas. Enquanto os produtores avançam na colheita das lavouras de segunda safra e consolidam o plantio das culturas de inverno, a expectativa é de que condições mais estáveis contribuam para preservar a produtividade e a qualidade dos grãos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Mercado de sementes de R$ 47 bilhões abre congresso hoje
Um mercado estimado em R$ 47,3 bilhões e decisivo para a produtividade das lavouras estará no centro do 23º Congresso Brasileiro de Sementes, que começa nesta terça-feira (25.08), em Foz do Iguaçu (640 km da capital, Curitiba), no Paraná. O encontro prossegue até sexta-feira (28) com debates sobre custos, genética, biotecnologia, qualidade, armazenamento e combate à comercialização clandestina.
O congresso ocorre em um momento de margens apertadas nas principais culturas e de aumento da preocupação com o custo da implantação das lavouras. Para o produtor, a escolha da semente interfere no potencial produtivo, na população de plantas, na resistência a doenças, na adaptação climática e na eficiência dos investimentos realizados durante todo o ciclo.
Estimativas da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), elaboradas com base na safra 2024/25, mostram que o mercado nacional de sementes certificadas das principais culturas movimenta R$ 47,3 bilhões. A soja responde por R$ 27,6 bilhões, ou aproximadamente 58% desse total.
O milho ocupa a segunda posição, com R$ 14,5 bilhões. Na sequência aparecem algodão, com R$ 2,4 bilhões; trigo, com R$ 1,5 bilhão; sorgo, com R$ 600 milhões; feijão e arroz, com cerca de R$ 300 milhões cada.
O tamanho do mercado acompanha o avanço da área cultivada e a incorporação de tecnologias genéticas às sementes. Além do material utilizado para iniciar a lavoura, o preço inclui investimentos em pesquisa, desenvolvimento de cultivares, multiplicação, beneficiamento, controle de qualidade, tratamento, armazenamento e distribuição.
Parte desse potencial, entretanto, permanece fora do mercado certificado. O uso de sementes salvas e de material clandestino representa uma perda estimada de R$ 14,6 bilhões no faturamento potencial da cadeia.
A soja concentra R$ 10,7 bilhões desse valor. Aproximadamente 29% das sementes usadas na cultura não são certificadas. No algodão, o percentual chega a 35%; no arroz, a 38%; no trigo, a 25%; e no feijão, a 85%. Milho e sorgo apresentam taxas menores, próximas de 3%, devido às características dos híbridos e à necessidade de aquisição de novas sementes para preservar o desempenho produtivo.
Nem toda semente não certificada é ilegal. A legislação permite que o agricultor reserve parte da própria produção para uso na safra seguinte, desde que cumpra as regras aplicáveis, utilize o material exclusivamente na propriedade e faça as declarações exigidas. A venda desse produto a terceiros, porém, caracteriza comércio clandestino.
O material pirata não passa necessariamente pelos testes de germinação, vigor, pureza genética e sanidade exigidos das sementes certificadas. Também pode transportar plantas daninhas, fungos, bactérias e outros agentes capazes de comprometer o estabelecimento da lavoura.
O preço aparentemente menor pode transformar-se em prejuízo quando há falhas de emergência, necessidade de replantio ou formação desuniforme do estande. Como adubação, defensivos e operações mecanizadas são calculados para determinada população de plantas, uma semente de baixa qualidade reduz o retorno dos demais investimentos realizados pelo produtor.
A pirataria também diminui os recursos destinados ao desenvolvimento de novas cultivares. Estimativas apresentadas pelo setor indicam que a redução do comércio ilegal de sementes de soja poderia acrescentar quase R$ 10 bilhões à receita dos diferentes elos da cadeia.
Desse total, aproximadamente R$ 2,5 bilhões poderiam chegar aos produtores como resultado de ganhos de produtividade. A indústria de sementes teria aumento de R$ 4 bilhões na receita, enquanto as agroindústrias de farelo e óleo poderiam agregar R$ 1,2 bilhão. O efeito projetado inclui ainda R$ 1,5 bilhão em exportações, R$ 90 milhões adicionais em pesquisa e desenvolvimento e a criação de cerca de 1,5 mil empregos diretos.
O Brasil também ganha espaço como fornecedor internacional. Entre janeiro e outubro de 2025, foram exportadas 39,1 mil toneladas de sementes agrícolas, com a maior receita para o período em cinco anos. Sementes de milho e de espécies forrageiras responderam por 74% do faturamento, enquanto Paraguai, Colômbia e Argentina estiveram entre os principais destinos.
A posição de Foz do Iguaçu, próxima ao Paraguai e à Argentina, aproxima o congresso de uma região estratégica para o comércio e a produção de sementes no Mercosul. A expectativa é reunir mais de 1,5 mil participantes, provenientes de pelo menos 15 países.
Promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates), o encontro terá mais de 60 palestrantes e a apresentação de aproximadamente 600 trabalhos. O evento é realizado desde 1979 e chega à 23ª edição com o tema “Sementes: alicerces para ciência, tecnologia e produção”.
A programação começa com uma análise dos riscos e das oportunidades para a safra 2026/27. Ao longo dos quatro dias, serão discutidos secagem, beneficiamento, armazenamento, tratamento industrial, bioinsumos, propriedade intelectual, qualidade sanitária e formação dos preços.
O impacto das sementes sobre a margem das empresas e das propriedades aparece de forma direta nos painéis. Um dos debates discutirá quando erros no planejamento da produção e na escolha do portfólio se transformam em perda comercial. Outro tratará dos limites da tecnologia embarcada em sementes de milho de alta produtividade.
Também serão apresentadas ferramentas de inteligência artificial, análise de imagens e sensores capazes de identificar danos, impurezas e diferenças de qualidade com maior rapidez. Essas tecnologias procuram reduzir erros nas unidades de beneficiamento e aumentar a precisão da classificação dos lotes.
A aplicação de bioinsumos às sementes terá espaço próprio. O desafio é preservar germinação e vigor durante o tratamento e o armazenamento, assegurando que microrganismos e outros produtos biológicos cheguem ao solo em condições de desempenhar a função esperada.
Quatro encontros ocorrerão simultaneamente ao congresso: os simpósios brasileiros de sementes de espécies forrageiras, análise de sementes, patologia de sementes e tecnologia de sementes florestais. A programação inclui ainda um espaço para exposição de máquinas, equipamentos, insumos e sistemas de controle de qualidade.
Para o produtor, a discussão econômica vai além do preço do saco. A comparação precisa considerar germinação, vigor, adaptação da cultivar, população recomendada e risco de replantio. Uma semente mais barata deixa de representar economia quando não entrega o número de plantas necessário para sustentar a produtividade planejada.
Serviço
Evento: 23º Congresso Brasileiro de Sementes
Data: 25 a 28 de agosto de 2026
Local: Rafain Palace Hotel & Convention, Foz do Iguaçu (PR)
Público esperado: mais de 1,5 mil participantes
Fonte: Pensar Agro
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásCombate à violência contra a mulher é tema de programação especial no Saerb
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásNota Informativa: Prefeitura de Rio Branco obtém decisão favorável em ação movida pela Viação Aquiry
-
POLÍTICA7 dias atrásTanízio Sá destaca movimentação econômica durante Festival de Praia de Manoel Urbano
-
POLÍTICA7 dias atrásMaria Antônia solicita área para construção de UBS em Acrelândia e destaca Novenário de Nossa Senhora da Glória
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura nas Ruas avança no bairro Canaã com drenagem, preparação de vias e pavimentação
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásSeguro rural mais forte pode evitar nova crise bilionária de dívidas no campo
-
POLÍTICA7 dias atrásEdvaldo Magalhães cobra solução para problemas no transporte escolar rural
-
FAMOSOS5 dias atrásAdriane Galisteu se despede do filho e desabafa sobre distância: ‘Na Suíça’