AGRONEGÓCIO
Pecuária ganha destaque na Abertura da Colheita do Arroz com debate sobre integração lavoura-pecuária
AGRONEGÓCIO
Pecuária entra no centro das discussões do evento
A 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas trouxe à tona o papel estratégico da pecuária nos sistemas agrícolas do Rio Grande do Sul. Realizado de 24 a 26 de fevereiro, na Estação Experimental Terras Baixas da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), o evento contou com a participação da SIA Brasil – Serviço de Inteligência em Agronegócios, que integrou a programação da Arena Pecuária, organizada em parceria com o Universo Pecuária, o Instituto Desenvolve Pecuária e outras entidades do setor.
Entre os temas abordados estiveram pecuária intensiva, rastreabilidade e integração lavoura-pecuária, sempre acompanhados de atividades práticas e degustações gastronômicas com carne, das 10h às 12h.
Painel “Lavoura de Carne” destaca alternativas econômicas
O painel “Lavoura de Carne: a nova Pecuária do Brasil” ocorreu em 24 de fevereiro, às 16h, na Arena de Inovação. Participaram do debate:
- Davi Teixeira, diretor da SIA e do Universo Pecuária
- Márcio Amaral, subsecretário de Irrigação da Seapi
- Antonia Scalzilli, presidente do Instituto Desenvolve Pecuária
- Paulo Herrmann, diretor do PH Advisory Group
- Ana Doralina Menezes, presidente da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
O objetivo do painel foi analisar a pecuária como alternativa dentro dos sistemas agrícolas, especialmente em propriedades afetadas por condições climáticas adversas e pressões de mercado sobre arroz e soja.
Integração lavoura-pecuária aumenta resiliência e rentabilidade
Segundo Davi Teixeira, o setor agrícola do Rio Grande do Sul enfrentou quatro a cinco anos de crise devido a fatores climáticos e de mercado. Mesmo com boas perspectivas para a safra 2025/2026, a pressão sobre preços limita os resultados econômicos das lavouras.
“A pecuária surge como uma terceira via, presente historicamente nas fazendas do estado. A integração de lavouras com sistemas pecuários bem manejados, usando pastagens cultivadas, aumenta a resiliência das propriedades e melhora o retorno econômico”, explica Teixeira.
A iniciativa busca mostrar aos produtores que a pecuária pode complementar a agricultura, reduzindo riscos e agregando valor aos sistemas produtivos.
Arena Pecuária amplia diálogo e engajamento
Teixeira destaca que a Arena Pecuária é uma oportunidade de difundir conhecimento, colocar a carne em evidência e engajar os produtores em discussões e conteúdos práticos.
“A Abertura Oficial da Colheita do Arroz é consolidada e evidencia a força da agricultura. A pecuária, cada vez mais integrada, também tem espaço para mostrar seu papel estratégico dentro desse sistema”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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