RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

Pesquisa da Embrapa comprova que manejo simples e de baixo custo otimiza adubação em solos férteis do Cerrado

Publicados

AGRONEGÓCIO

Uma pesquisa conduzida pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com instituições de Unaí (MG) revelou que é possível reduzir custos e otimizar o uso de fertilizantes em áreas agrícolas de alta fertilidade no Cerrado sem comprometer a produtividade das culturas.

O estudo, realizado ao longo de três safras (seis cultivos), validou a eficiência da chamada adubação de restituição, prática que consiste em repor apenas os nutrientes exportados pelas colheitas — equilibrando o solo sem desperdícios.

Os resultados confirmam que os solos analisados já acumulam estoques significativos de nutrientes, reflexo de anos de cultivo e correção do solo. A pesquisa mostra que, em vez de aplicar adubações fixas ou excessivas, os agricultores podem ajustar o aporte de nutrientes com base em análises de solo e balanço nutricional, economizando insumos e reduzindo o impacto ambiental.

Contexto: solos férteis e uso excessivo de fertilizantes

O estudo partiu da constatação de que as culturas anuais, como soja, milho, algodão, feijão, trigo e sorgo, possuem alta demanda de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), o que representa uma das maiores parcelas do custo de produção agrícola.

Apesar de muitos solos do Cerrado já apresentarem níveis de fertilidade elevados, é comum que produtores mantenham as mesmas doses de adubação ano após ano, por segurança ou hábito.

Segundo a Embrapa, essa prática pode gerar excedentes de nutrientes no solo, sem benefícios à produtividade, além de elevar o custo de produção e o risco de impactos ambientais.

Leia Também:  Gestão, inovação e liderança pautam debates na 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos

infografico-monna-lysa-santana

Monna Lysa Santana

Como o experimento foi conduzido

A pesquisa foi realizada em uma fazenda comercial de Unaí (MG), em área de plantio direto com fertilidade construída. Foram testados três tratamentos principais:

  • Adubação de restituição (reposição dos nutrientes exportados pelas colheitas de soja e milho);
  • Manejo padrão da fazenda (prática tradicional do produtor);
  • Controle sem adubação NPK.

Os testes foram realizados ao longo de três ciclos de safra e segunda safra, com cultivos de soja e milho (ou sorgo), incluindo sistemas com e sem consórcio com braquiária.

Resultados: produtividade e economia de insumos

De acordo com o pesquisador Álvaro Vilela de Resende, coordenador do estudo, os resultados mostraram que a adubação — ou a ausência dela — não influenciou a produtividade da soja, enquanto o nitrogênio foi o principal fator limitante para o milho.

O consórcio com braquiária na segunda safra apresentou efeito positivo sobre a soja subsequente, embora tenha reduzido o desempenho do sorgo.

“Comprovamos que a adubação de restituição associada ao balanço de nutrientes mantém a produtividade e a rentabilidade, utilizando os fertilizantes de forma mais racional”, explica Resende. “É uma estratégia de manejo inteligente para solos férteis, pois evita déficits ou excessos de nutrientes e contribui para a sustentabilidade ambiental.”

Solução prática e adaptável para diferentes propriedades

O pesquisador Miguel Marques Gontijo Neto destaca que ainda há resistência entre produtores em abandonar práticas antigas, como o uso fixo de fórmulas NPK.

“Mesmo com os avanços tecnológicos, muitos agricultores não consideram o balanço de nutrientes na hora de definir a adubação, muitas vezes por desconhecerem sua importância”, afirma.

Segundo a Embrapa, o manejo baseado na restituição de nutrientes pode ser ajustado de forma precisa por talhão, inclusive com o uso de tecnologias digitais e equipamentos já disponíveis nas fazendas. Essa abordagem permite corrigir o fornecimento de nutrientes ao longo das safras, de acordo com as necessidades reais do solo e das plantas.

Leia Também:  Produção de batata cresce com tecnologia e melhora de preços
Sustentabilidade e ganhos ambientais

Além de otimizar custos, a adoção dessa estratégia também reduz a pegada de carbono das lavouras e aumenta a eficiência energética dos sistemas agrícolas.

“Desequilíbrios no balanço de nutrientes — tanto por falta quanto por excesso — causam prejuízos econômicos e ambientais”, explica Resende. “O uso racional de fertilizantes contribui para a neutralidade de carbono e para uma agricultura mais sustentável nas áreas consolidadas do Cerrado.”

A metodologia validada pela Embrapa permite ajustar adubações com base científica e de forma acessível, reforçando o compromisso com uma produção eficiente, rentável e ambientalmente responsável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

Publicados

em

Por

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

Leia Também:  Brasil lidera confiança em fibras prebióticas e impulsiona mercado de alimentos funcionais

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

Leia Também:  Gestão, inovação e liderança pautam debates na 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos

Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA