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Produção de carne suína cresce 7% na China com abates acelerados e queda nos preços

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Produção chinesa de carne suína avança no terceiro trimestre

A China registrou um aumento de 7% na produção de carne suína no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo National Bureau of Statistics (NBS). O volume total produzido chegou a 13,48 milhões de toneladas métricas, de acordo com cálculos da Reuters.

De acordo com analistas, o avanço na produção reflete uma estratégia dos criadores de suínos para lidar com o excesso de capacidade no setor, o que levou muitos a acelerar os abates e reduzir os custos operacionais.

Excesso de oferta pressiona preços do suíno

Segundo Pan Chenjun, analista sênior de proteína animal do Rabobank, a elevação da produção foi consequência direta da necessidade de controlar o excesso de oferta, o que também influenciou a queda dos preços do suíno no mercado interno.

Os dados da consultoria MySteel mostram que o preço médio do quilo do suíno vivo caiu para 11,2 iuanes (US$ 1,57), bem abaixo dos 17 iuanes registrados no mesmo período do ano passado.

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Setor enfrenta desafios com baixa demanda e excesso de rebanho

Com cerca de metade dos suínos do mundo, a China enfrenta uma situação de oferta elevada e demanda fraca por carne suína. Em resposta, as autoridades chinesas intensificaram medidas para reduzir o número de porcas reprodutoras, limitar o peso dos animais a 120 kg e restringir o acesso a créditos e subsídios para evitar novos desequilíbrios no mercado.

O rebanho de porcas no final de setembro caiu 0,7% em relação ao ano anterior, somando 40,35 milhões de cabeças — número ainda acima do considerado normal, de cerca de 39 milhões.

Expectativas de redução gradual do rebanho

Pan Chenjun avalia que o número de porcas reprodutoras deve continuar diminuindo ao longo dos próximos meses, o que deve levar a uma redução mais expressiva do rebanho total por volta de meados de 2026, cerca de nove meses após o ajuste inicial.

Nos primeiros nove meses de 2025, a produção total de carne suína chinesa cresceu 3%, totalizando 43,68 milhões de toneladas, conforme os dados oficiais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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