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Produção de ovos nos Estados Unidos cresce em janeiro e confirma expansão da avicultura

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A produção de ovos nos Estados Unidos começou 2026 em ritmo de crescimento, reforçando o bom momento da avicultura norte-americana. De acordo com levantamento do United States Department of Agriculture (USDA), o país produziu 9,20 bilhões de ovos em janeiro, alta de 2% em relação ao mesmo mês de 2025.

Produção de ovos de mesa e incubação cresce de forma equilibrada

Do total produzido, 7,88 bilhões de unidades foram destinadas ao consumo direto (ovos de mesa) e 1,31 bilhão à incubação. Dentro deste último grupo, 1,19 bilhão de ovos foram usados na produção de frangos de corte, enquanto 121 milhões serviram para reposição de poedeiras.

O número médio de galinhas poedeiras chegou a 375 milhões em janeiro, avanço de 1% sobre o ano anterior. A produtividade por ave também subiu, atingindo 2.455 ovos para cada 100 galinhas, o que representa um crescimento de 1% em relação a 2025.

Plantel nacional ultrapassa 373 milhões de aves

Em 1º de fevereiro, o total de poedeiras nos Estados Unidos somava 373 milhões de aves, alta de 2% em comparação com o mesmo período de 2025. Desse contingente, 308 milhões estavam dedicadas à produção de ovos para consumo, 60,5 milhões voltadas à produção de ovos férteis para frangos de corte e 4,95 milhões destinadas à reposição de poedeiras.

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A taxa diária de postura foi de 78,9 ovos por 100 galinhas, mantendo a tendência de estabilidade com leve alta em relação ao ano anterior. Segundo o USDA, o resultado reflete melhorias na eficiência produtiva e no manejo das aves.

Reposição tem queda, mas produção de corte mantém avanço

No segmento de reposição, foram registrados 53,5 milhões de pintinhos de postura eclodidos em janeiro, o que representa queda de 6% frente ao mesmo mês de 2025. Já os ovos em incubadoras somaram 57,5 milhões em 1º de fevereiro, alta de 2% na comparação anual.

Entre as aves de corte, a produção de pintinhos alcançou 888,6 milhões em janeiro, também com crescimento de 2% em relação a 2025. O volume de ovos incubados atingiu 760,1 milhões no início de fevereiro, acompanhando o mesmo ritmo de avanço.

Setor mantém ritmo de expansão no mercado interno

O relatório ainda aponta que os principais criadores norte-americanos colocaram 8,10 milhões de frangas de corte para futuros lotes de incubatórios no mercado interno durante janeiro — um aumento de 4% frente ao mesmo mês do ano anterior. O movimento confirma a continuidade da expansão da avicultura nos Estados Unidos, com forte desempenho tanto na produção de ovos quanto no segmento de frangos de corte.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/2027: crédito rural enfrenta barreiras e exclui até 40% da agricultura familiar

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O acesso ao crédito rural no Brasil segue marcado por desigualdades estruturais que devem ganhar protagonismo nas discussões do Plano Safra 2026/2027. Levantamentos recentes indicam que até 40% dos agricultores familiares, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, enfrentam dificuldades para acessar financiamento por falta de documentação e entraves burocráticos.

Crédito rural não alcança todos os produtores

Embora seja a principal política pública de financiamento do setor, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ainda apresenta forte concentração regional e produtiva.

Na prática, produtores ligados à sociobioeconomia — como extrativistas, pescadores artesanais e sistemas agroflorestais — encontram mais obstáculos para acessar crédito, sobretudo em regiões remotas do Norte e Nordeste.

Entre os principais entraves estão:

  • Exigência de documentação, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)
  • Dificuldade de atualização cadastral
  • Baixa oferta de assistência técnica qualificada
  • Limitações logísticas e acesso restrito a serviços financeiros

Esse cenário acaba excluindo uma parcela significativa de produtores que atuam em sistemas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

Falta de documentação é um dos principais gargalos

O Cadastro da Agricultura Familiar é requisito essencial para acessar linhas como o Pronaf e programas públicos de comercialização.

No entanto, estimativas apontam que cerca de 40% das famílias da sociobioeconomia não possuem o cadastro ativo, o que limita o acesso não apenas ao crédito, mas também a políticas como:

  • Programa Nacional de Alimentação Escolar
  • Programa de Aquisição de Alimentos
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Em regiões mais isoladas, o problema se agrava com a dificuldade de emissão de documentos, falta de internet e distância de agências bancárias.

Recursos seguem concentrados na pecuária

Outro ponto crítico é a concentração dos recursos do crédito rural. Atualmente:

  • Cerca de 70% do crédito do Pronaf está nas regiões Sul e Sudeste
  • Mais de 85% das operações estão ligadas à pecuária

Na região Norte, por exemplo, 85,4% dos recursos foram destinados à atividade pecuária em 2025, enquanto menos de 8% chegaram às cadeias da sociobioeconomia.

Entre as atividades menos financiadas estão:

  • Produção de açaí, cacau e castanha-do-Brasil
  • Óleos vegetais
  • Pesca artesanal
  • Sistemas agroflorestais

Apesar de algum avanço recente, as operações ainda se concentram fortemente em poucas cadeias — como o cacau — impulsionadas por fatores de mercado, como valorização de preços.

Plano Safra será decisivo para reequilibrar o crédito

Especialistas apontam que o Plano Safra 2026/2027 será estratégico para corrigir distorções e ampliar o acesso ao financiamento rural.

Entre as principais medidas esperadas estão:

  • Ampliação do crédito para cadeias da sociobioeconomia
  • Descentralização da emissão do CAF
  • Fortalecimento da assistência técnica no campo
  • Criação de mecanismos de garantia para cooperativas
  • Incentivos para instituições financeiras ampliarem a oferta de crédito

O objetivo é tornar o crédito mais alinhado à diversidade produtiva do país, promovendo inclusão e desenvolvimento sustentável.

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Sociobioeconomia ganha espaço como estratégia de desenvolvimento

A sociobioeconomia tem ganhado destaque como alternativa estratégica para o agronegócio brasileiro, ao combinar geração de renda com conservação ambiental.

Essas cadeias produtivas apresentam alto valor agregado e potencial de expansão, especialmente em regiões com forte presença de biodiversidade.

No entanto, a falta de acesso ao crédito ainda limita o crescimento dessas atividades, reduzindo oportunidades de desenvolvimento local e manutenção dos ecossistemas.

Tecnologia surge como aliada no acesso ao crédito

Iniciativas digitais começam a surgir como solução para reduzir barreiras. Um exemplo é o desenvolvimento de plataformas que auxiliam cooperativas e produtores na organização documental e na elaboração de projetos de financiamento.

Essas ferramentas permitem:

  • Facilitar o cadastro para acesso ao crédito
  • Organizar documentação exigida
  • Conectar produtores a instituições financeiras

A digitalização pode acelerar a inclusão financeira no campo, especialmente em regiões mais isoladas.

Desafio vai além do volume de recursos

Mais do que ampliar o volume de crédito, o principal desafio do Plano Safra está em reestruturar o modelo atual, tornando-o mais acessível, inclusivo e eficiente.

A reorientação do crédito rural é vista como essencial para:

  • Fortalecer a agricultura familiar
  • Valorizar comunidades tradicionais
  • Impulsionar cadeias sustentáveis
  • Promover desenvolvimento regional equilibrado

O sucesso dessa agenda pode redefinir o papel do crédito rural como instrumento de transformação econômica e ambiental no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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