AGRONEGÓCIO
Produtores seguram vendas de soja em Mato Grosso diante da queda nos preços, aponta Imea
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Os produtores de soja em Mato Grosso reduziram o ritmo de comercialização da safra 2025/26 ao longo de abril, em meio à perda de força nos preços da oleaginosa. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária mostram que muitos agricultores optaram por segurar novas negociações à espera de condições mais favoráveis no mercado.
Segundo levantamento do instituto, a comercialização da safra atual atingiu 72,52% da produção estimada no Estado, avanço de 9,20 pontos percentuais em relação ao mês de março. Apesar do crescimento mensal, o volume negociado ainda refletiu um comportamento cauteloso dos produtores diante das oscilações nos preços.
Preço da soja recua em abril no mercado mato-grossense
O relatório aponta que houve recuperação nos preços da soja no início de abril, mas o movimento perdeu intensidade ao longo do mês. Com isso, o valor médio da oleaginosa em Mato Grosso encerrou abril cotado a R$ 104,65 por saca, registrando queda de 0,38% frente ao mês anterior.
De acordo com o Imea, boa parte das negociações realizadas no período ocorreu de forma pontual, principalmente para liberar espaço nos armazéns visando à chegada da safra de milho segunda safra.
O cenário reforça a postura mais estratégica dos produtores, que seguem atentos ao comportamento do dólar, aos prêmios de exportação e às cotações internacionais da soja na Chicago Board of Trade.
Comercialização da safra futura segue abaixo da média histórica
Para a temporada 2026/27, as vendas antecipadas da soja em Mato Grosso alcançaram 13,53% da produção projetada de 48,88 milhões de toneladas. O avanço foi de 6,22 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
Apesar da evolução mensal, o desempenho segue abaixo da média dos últimos cinco anos, com atraso de 2,88 pontos percentuais em comparação ao ritmo histórico de comercialização.
O preço médio negociado para a safra futura ficou em R$ 107,64 por saca em abril, recuo de 0,67% frente a março, refletindo a pressão do mercado internacional e a cautela dos compradores.
Mercado da soja segue pressionado por fatores globais
O mercado brasileiro de soja continua sendo impactado por fatores externos, como o comportamento da demanda chinesa, o avanço da safra sul-americana e as perspectivas para a nova temporada nos Estados Unidos.
Além disso, a expectativa de uma safra recorde no Brasil mantém pressão sobre os preços internos, mesmo diante do forte ritmo de exportações registrado nos primeiros meses do ano.
Analistas avaliam que os produtores devem continuar adotando postura defensiva nas vendas, priorizando oportunidades de mercado que garantam melhores margens diante do aumento dos custos de produção e da volatilidade internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de café do Brasil somam 3,1 milhões de sacas em abril, mas receita cai 17,7%
As exportações brasileiras de café totalizaram 3,122 milhões de sacas de 60 quilos em abril de 2026, registrando leve alta de 0,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar do avanço no volume embarcado, a receita cambial do setor apresentou forte retração de 17,7%, somando US$ 1,109 bilhão no período.
Os dados fazem parte do relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil.
Em abril de 2025, o Brasil havia exportado 3,105 milhões de sacas, com receita de US$ 1,347 bilhão.
Nova safra de conilon e robusta impulsiona embarques
Segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, Márcio Ferreira, o crescimento nos embarques reflete principalmente a entrada dos cafés canéforas da nova safra, especialmente conilon e robusta.
“Em abril, já foi possível observar a entrada de conilon e robusta colhidos neste ano, que se somam a alguns cafés remanescentes da colheita anterior”, afirma.
Por outro lado, a redução da receita cambial foi influenciada pela queda das cotações internacionais do café em relação ao ano passado.
Exportações acumuladas seguem abaixo de 2025
No acumulado dos dez primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e abril de 2026, o Brasil exportou 32,247 milhões de sacas de café, volume 19,4% inferior ao registrado no mesmo intervalo da temporada anterior.
Apesar da retração nos embarques, a receita cambial acumulada cresceu 0,8%, alcançando US$ 12,551 bilhões.
Já no ano civil de 2026, entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram 11,619 milhões de sacas, queda de 16,1% frente aos 13,843 milhões embarcados no primeiro quadrimestre de 2025.
A receita cambial no período chegou a US$ 4,490 bilhões, recuo de 14,4% na comparação anual.
Segundo Ferreira, o desempenho mais fraco já era esperado pelo setor devido à menor disponibilidade de café arábica remanescente da safra anterior.
Café arábica lidera exportações, mas canéforas avançam forte
O café Café Arábica segue como principal produto exportado pelo Brasil em 2026.
Entre janeiro e abril, os embarques da variedade somaram 8,984 milhões de sacas, equivalentes a 77,3% do total exportado pelo país, apesar da queda de 23,4% frente ao mesmo período do ano passado.
O segmento de café solúvel aparece na sequência, com 1,338 milhão de sacas exportadas e crescimento de 4,1%.
Já os cafés canéforas — conilon e robusta — registraram forte avanço. Os embarques atingiram 1,284 milhão de sacas, alta de 58,8% na comparação anual.
Segundo o Cecafé, apenas em abril as exportações de robusta e conilon cresceram 374% frente ao mesmo mês de 2025.
Alemanha lidera compras do café brasileiro
A Alemanha permaneceu como principal destino do café brasileiro no primeiro quadrimestre de 2026.
O país importou 1,563 milhão de sacas, volume equivalente a 13,4% das exportações totais do Brasil no período.
Na sequência aparecem:
- Estados Unidos: 1,390 milhão de sacas
- Itália: 1,182 milhão de sacas
- Bélgica: 713,790 mil sacas
- Japão: 612,720 mil sacas
Os Estados Unidos registraram a maior retração proporcional entre os principais compradores, com queda de 41,5% nos embarques.
Cafés diferenciados representam quase 18% das exportações
Os cafés diferenciados — categoria que engloba produtos especiais, sustentáveis e certificados — responderam por 17,9% das exportações brasileiras no primeiro quadrimestre de 2026.
Os embarques desse segmento totalizaram 2,076 milhões de sacas, com receita de US$ 919,888 milhões.
O preço médio dos cafés diferenciados ficou em US$ 443,03 por saca.
Mesmo com a retração nos volumes exportados, o segmento segue estratégico para agregação de valor e ampliação da competitividade do café brasileiro no mercado internacional.
Porto de Santos concentra maior parte dos embarques
O Porto de Santos permaneceu como principal corredor logístico das exportações brasileiras de café no primeiro quadrimestre de 2026.
O terminal respondeu por 74,7% dos embarques totais, com movimentação de 8,678 milhões de sacas.
Na sequência aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 2,476 milhões de sacas exportadas, e o Porto de Paranaguá, responsável por 132,487 mil sacas.
O desempenho das exportações segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, especialmente diante das oscilações nas cotações internacionais e da evolução da nova safra brasileira de café.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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