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Promip se consolida como líder na produção de baculovírus no Brasil e prepara expansão internacional

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Participação no Congresso Andav 2025

A Promip, empresa referência em insumos biológicos, marcará presença no Congresso Andav 2025, que acontece entre os dias 5 e 7 de agosto, em São Paulo. Durante o evento, a companhia vai apresentar ao público seu amplo portfólio de defensivos biológicos, com destaque para o baculovírus — bioinseticida que atua no controle de pragas e é comercializado tanto sob marca própria quanto por meio de parcerias B2B. A expectativa é que o congresso reúna mais de 15 mil participantes.

Capacidade de produção e crescimento no campo

Atualmente, a Promip possui capacidade de produção superior a 100 toneladas de baculovírus por ano, produto destinado principalmente a grandes culturas como milho, soja, algodão e hortaliças. Entre 2021 e 2024, a área tratada com produtos à base do baculovírus da empresa saltou de 500 mil hectares para mais de 2 milhões de hectares. A projeção da Promip é ainda mais ambiciosa: até 2028, pretende atingir capacidade de produção para atender aproximadamente 10 milhões de hectares, consolidando sua liderança no segmento.

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Internacionalização e potencial de mercado

De acordo com Marcelo Poletti, CEO da Promip, a empresa também está voltada à expansão internacional. A meta é exportar o baculovírus produzido no Brasil, com foco nos países da América Latina, onde o mercado de biológicos está em acelerado crescimento. Segundo dados da consultoria DunhamTrimmer – International Bio Intelligence, o mercado global de defensivos biológicos pode alcançar US$ 30 bilhões até 2030, com uma taxa de crescimento anual de 10,42%. “Para a América Latina, especialmente o Brasil, isso representa uma oportunidade histórica de liderança em um setor estratégico para o futuro da agricultura sustentável”, ressalta Poletti.

O que é o baculovírus?

O baculovírus é um vírus altamente específico que infecta exclusivamente insetos, sobretudo lagartas — pragas comuns em lavouras de grande porte. A infecção ocorre quando as lagartas consomem folhas contaminadas por partículas virais. Em poucos dias, o inseto morre, liberando mais vírus no ambiente e promovendo um ciclo natural de controle.

Diferente de outros bioagentes, como bactérias e fungos produzidos em biorreatores, os baculovírus são multiplicados no corpo de lagartas, exigindo um processo de produção complexo e rigorosamente controlado. A Promip possui estrutura industrial especializada para garantir a eficiência e a segurança dessa produção.

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Eficiência comprovada no campo

Estudos realizados pela Embrapa, em parceria com a Promip no desenvolvimento do BaculoMIP, indicam que o uso de baculovírus pode alcançar mais de 80% de eficácia no controle de pragas em culturas como soja e milho, dependendo das condições climáticas e da população de lagartas presentes.

Perspectivas para o futuro

Com o aumento da demanda por soluções sustentáveis na agricultura e o fortalecimento da regulação internacional sobre defensivos químicos, a aposta da Promip nos baculovírus e sua estratégia de expansão internacional reforçam o papel do Brasil como protagonista no mercado global de defensivos biológicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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