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Proteína animal brasileira enfrenta pressão da Europa por atualização de protocolos sanitários

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A proteína animal brasileira voltou ao centro das discussões no comércio internacional diante da necessidade de atualização de protocolos sanitários exigidos pela Europa. O setor produtivo afirma que o Brasil já cumpre as normas sanitárias adotadas pelos mercados mais rigorosos do mundo, mas alerta que a falta de atualização documental pode gerar riscos comerciais para exportadores.

Segundo o presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás, Edwal Portilho, o desafio atual não está relacionado à qualidade sanitária da produção nacional, mas à necessidade de reforçar a comunicação técnica junto aos órgãos reguladores europeus.

Brasil já atende protocolos sanitários exigidos pela Europa

De acordo com Portilho, o sistema produtivo brasileiro de proteína animal já opera dentro dos padrões internacionais exigidos pelos principais mercados importadores.

“O Brasil já atende a todos os protocolos. A Europa é um dos mercados mais exigentes”, afirmou o presidente da Adial.

A entidade representa cerca de 85% do PIB agroindustrial goiano e acompanha diretamente os impactos das exigências sanitárias sobre as cadeias exportadoras do Centro-Oeste.

O dirigente destacou que os protocolos atualmente adotados por frigoríficos e produtores brasileiros são modernos e seguem critérios rigorosos de controle sanitário, rastreabilidade e segurança alimentar.

Bovinos, aves e suínos concentram preocupação do setor exportador

Entre os segmentos mais sensíveis às exigências europeias estão as cadeias de bovinos, aves e suínos, principais produtos da pauta exportadora brasileira de proteína animal.

Segundo Portilho, os protocolos adotados nessas cadeias já passaram por modernizações importantes ao longo dos últimos anos.

“Tanto o protocolo para bovinos, aves e suínos, que são os produtos mais exportados de proteína animal, já é muito mais moderno”, declarou.

Embora outros produtos como ovos, mel, pescados e derivados também estejam inseridos no debate sanitário internacional, a maior atenção do setor está concentrada nas carnes bovina, suína e de frango devido à relevância econômica dessas cadeias nas exportações brasileiras.

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Protocolos apresentados à Europa estariam desatualizados há cerca de 20 anos

Segundo o presidente da Adial, representantes da Frente Parlamentar da Agricultura identificaram, durante visita à Europa, que documentos antigos ainda estariam sendo utilizados como referência pelos reguladores europeus.

“Acontece que foi constatado, até via Frente Parlamentar da Agricultura, numa visita à Europa, que o protocolo apresentado há 20 anos é o mesmo que está lá e não foi renovado”, afirmou.

A avaliação do setor é que o Ministério da Agricultura e Pecuária já está conduzindo o processo de atualização das informações técnicas, demonstrando às autoridades internacionais as práticas atualmente adotadas pela produção brasileira.

Setor espera regularização até setembro para evitar impactos comerciais

A expectativa da cadeia exportadora é que o processo de atualização seja concluído até setembro, evitando qualquer interrupção relevante nas exportações brasileiras de proteína animal.

“Certamente, em setembro já estará tudo sanado para continuidade”, disse Portilho.

Apesar do otimismo, o setor reconhece que eventuais restrições poderiam afetar volumes exportados, preços e a remuneração da cadeia produtiva.

A manutenção de mercados abertos é considerada estratégica diante das oscilações da demanda global e da necessidade de diversificação dos destinos das exportações brasileiras.

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Europa, Japão e Estados Unidos seguem como mercados estratégicos

Mesmo sem liderar as compras da carne bovina brasileira, a Europa continua sendo considerada um mercado importante para a valorização da proteína animal nacional.

Portilho também destacou o grau de exigência sanitária de países como Japão e Estados Unidos, considerados referências internacionais em controle de qualidade e segurança alimentar.

“É importante manter esses mercados porque outros mercados também oscilam em suas demandas. A gente tem que estar com o máximo possível de mercado aberto para valorizar nosso produto internamente, para que o produtor e a cadeia possam ser bem remunerados”, afirmou.

Setor defende uso técnico das exigências sanitárias

O presidente da Adial defendeu que medidas sanitárias internacionais sejam aplicadas exclusivamente com base em critérios técnicos e situações sanitárias concretas, sem interferências políticas.

Segundo ele, o Brasil precisa continuar atualizando e comprovando suas práticas sanitárias para evitar questionamentos indevidos sobre a produção nacional.

“Nós temos que estar muito atentos e comprovar realmente o que temos feito, para que medidas como essa não sejam utilizadas por força política, e sim somente quando ocorrer alguma situação sanitária”, afirmou.

Para produtores rurais, frigoríficos e exportadores, o avanço da atualização documental junto aos órgãos reguladores internacionais será decisivo para preservar a previsibilidade das exportações e garantir competitividade à proteína animal brasileira no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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