AGRONEGÓCIO
Raça Limousin Passa a Integrar o Registro Genealógico da ANC e Ganha Impulso no Melhoramento Genético no Brasil
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Inclusão fortalece reconhecimento e organização da raça no Brasil
A Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) anunciou oficialmente a integração da raça Limousin ao seu Registro Genealógico (Herd-Book), reforçando o papel da entidade na certificação e no controle das principais raças bovinas de corte do Brasil.
Originária da França e presente no país há mais de 100 anos, a Limousin se destaca pela alta produtividade, adaptabilidade ao clima brasileiro e pela qualidade superior de suas carcaças.
A medida é vista como um marco para a organização genealógica e o fortalecimento do melhoramento genético, atendendo à crescente demanda de criadores comprometidos com a profissionalização e a eficiência produtiva.
Registro genealógico e rastreabilidade elevam padrão da pecuária
De acordo com Juliana Souza, superintendente suplente de Registro Genealógico da ANC, o aumento na procura por registros oficiais reflete a busca por maior eficiência, transparência e rastreabilidade na pecuária moderna.
“Por meio do registro genealógico e do pedigree, é possível rastrear com precisão a origem dos animais. O mercado exige informações técnicas confiáveis e histórico genético consistente, o que garante segurança tanto para quem compra quanto para quem vende”, explica Juliana.
Ela ressalta ainda que o controle genealógico deixou de ser apenas um diferencial competitivo e passou a ser uma ferramenta estratégica essencial para o fortalecimento e valorização da raça Limousin no Brasil.
Parceria traz ganhos técnicos e econômicos para os criadores
Para o presidente da Associação Brasileira de Limousin (ABL), Fabiano Mendes dos Santos, a inclusão representa um avanço importante. Ele destaca o know-how da ANC em registros genealógicos e melhoramento genético, especialmente por meio do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), reconhecido nacionalmente.
“A ANC possui um sistema sólido e moderno. Essa integração trará benefícios técnicos e também impacto financeiro positivo, reduzindo custos operacionais e permitindo maior investimento na promoção da raça”, pontua o dirigente.
Expectativa é de expansão e fortalecimento da raça Limousin
Fabiano Santos agradeceu à ANC pela parceria e destacou o potencial de crescimento da raça no mercado brasileiro.
“Estamos confiantes de que essa união trará excelentes resultados e contribuirá de forma significativa para o desenvolvimento da Limousin no país”, concluiu.
A inclusão da raça no Herd-Book da ANC marca um novo capítulo para a pecuária de corte nacional, reforçando o compromisso das entidades com inovação genética, sustentabilidade e qualidade na produção de carne bovina.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto
Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.
Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.
A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.
Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.
A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.
No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.
É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.
O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.
A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.
O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.
No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.
O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.
As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.
A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.
Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.
Fonte: Pensar Agro
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