AGRONEGÓCIO
Recuperação de ICMS no agronegócio é legal, estratégica e ainda pouco explorada
AGRONEGÓCIO
Muitos produtores rurais ainda desconhecem que é possível recuperar créditos de ICMS pagos na compra de insumos, direito previsto em legislações estaduais, como a Portaria CAT 153/2011 em São Paulo. A medida representa uma oportunidade de reforçar o caixa sem recorrer a financiamentos.
Especialista explica a importância da revisão fiscal
Segundo Altair Heitor, CFO da consultoria tributária Palin & Martins, que atua há mais de 20 anos no setor, a recuperação de ICMS pode representar um percentual relevante da receita anual de um agricultor. “O setor produz riqueza, mas perde no detalhe. A restituição pode ser significativa, mas só se o produtor souber o que está deixando de recuperar”, destaca.
Pesquisas da Confederação Nacional dos Contadores apontam que mais de 70% das empresas apresentam erros em notas fiscais, como NCM e CFOP incorretos ou falta de destaque do imposto, impedindo a recuperação dos créditos.
Casos de créditos não aproveitados no campo
O especialista ressalta que muitas propriedades deixam de receber valores importantes por falhas de documentação ou falta de orientação. “Já vimos propriedades com mais de R$1 milhão em créditos de ICMS parados. O segundo semestre é o momento ideal para revisar os últimos cinco anos e verificar a habilitação no sistema e-CredRural, da Secretaria da Fazenda paulista”, explica.
Previsibilidade e liquidez para o setor
A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo prevê que, até setembro de 2025, serão liberados até R$1,5 bilhão em créditos acumulados via ProAtivo, a maior operação emergencial do estado.
“Em vez de assumir empréstimos com juros elevados, o produtor pode acessar um recurso que já é seu por direito. O desafio é organizar a documentação e seguir corretamente os critérios legais”, alerta Altair Heitor.
5 passos para identificar e recuperar créditos de ICMS no agronegócio
- Revise os últimos cinco anos de notas fiscais: A legislação permite solicitar a recuperação de créditos retroativos. Revisar documentos fiscais no segundo semestre é essencial para identificar valores parados.
- Atenção ao preenchimento das notas: Erros em NCM, CFOP ou destaque do imposto, comuns em mais de 70% das empresas, podem inviabilizar a recuperação do crédito.
- Organize a documentação: Notas fiscais, livros contábeis e comprovantes devem estar arquivados corretamente. Inconsistências formais são motivo frequente de indeferimento.
- Utilize o e-CredRural: Em São Paulo, a habilitação e solicitação do crédito devem ser feitas no sistema da Secretaria da Fazenda. É necessário acompanhamento mensal para garantir segurança.
- Invista em orientação técnica: Consultorias especializadas reduzem erros, aceleram a liberação e aumentam as chances de recuperação integral, já que a fiscalização digital cruza informações automaticamente e inconsistências podem suspender créditos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita de arroz atinge 87,45% no Rio Grande do Sul, mas ritmo segue lento
Colheita de arroz avança no RS, mas abaixo do ritmo esperado
A colheita de arroz no Rio Grande do Sul alcançou 87,45% da área semeada na safra 2025/2026, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Até o momento, foram colhidos 780.098 hectares de um total de 891.908 hectares cultivados no Estado. Apesar do avanço significativo, o ritmo dos trabalhos segue mais lento em comparação a anos anteriores.
Regiões costeiras lideram avanço da colheita
As regionais da Planície Costeira Externa e da Zona Sul apresentam os maiores índices de avanço, com 95,76% e 91,10% da área colhida, respectivamente, se aproximando da finalização da safra.
Na sequência, aparecem:
- Planície Costeira Interna: 88,99%
- Fronteira Oeste: 88,13%
- Campanha: 83,22%
- Região Central: 76,52% (menor índice)
Os dados refletem diferenças no ritmo de colheita entre as regiões, influenciadas por condições climáticas e operacionais.
Ritmo lento preocupa produtores e técnicos
De acordo com o coordenador regional da Planície Costeira Externa do Irga, Vagner Martini, a evolução da colheita mantém um comportamento mais lento, tendência já observada em levantamentos anteriores.
O atraso pode impactar a qualidade do grão e aumentar os riscos operacionais, especialmente em áreas ainda não colhidas.
Levantamento final vai consolidar dados da safra
A Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural do Irga informou que, ao término da colheita, será realizado um levantamento consolidado da safra.
O estudo deve incluir informações detalhadas sobre:
- Produtividade média
- Área efetivamente colhida
- Perdas registradas no campo
Safra de arroz segue em fase final no Estado
Com mais de 87% da área colhida, o Rio Grande do Sul caminha para a reta final da safra de arroz 2025/2026, mantendo-se como principal produtor nacional do cereal.
A expectativa agora se concentra na conclusão dos trabalhos e na consolidação dos resultados produtivos, que devem orientar o planejamento da próxima safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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