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Reforma Tributária inicia transição e traz novos desafios ao mercado do arroz

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Reforma Tributária marca início de uma nova fase para o setor de alimentos

O início da transição para o novo sistema tributário brasileiro já começa a impactar o ambiente de negócios do setor de alimentos, especialmente o mercado do arroz. De acordo com Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o cereal passa a integrar a Cesta Básica Nacional, beneficiando-se da alíquota zero de IBS e CBS no modelo definitivo previsto pela reforma.

Embora a isenção integral esteja programada apenas para 2027, o processo de adaptação começa agora, com empresas revisando estratégias e ajustando seus processos fiscais e operacionais. Essa fase de transição deve trazer maior previsibilidade tributária e reduzir as incertezas que historicamente dificultaram o planejamento no setor.

Expectativas e efeitos no curto e médio prazos

Segundo especialistas, o novo modelo tende a diminuir o chamado “ruído tributário”, gerando impactos mais perceptíveis sobre o consumo do que sobre a estrutura de mercado no curto prazo. A estabilidade fiscal poderá facilitar decisões econômicas e investimentos, mas os efeitos positivos devem se consolidar gradualmente até a plena vigência do novo sistema.

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Desafios econômicos continuam a limitar o desempenho do setor

Apesar do avanço institucional representado pela reforma, o mercado do arroz ainda enfrenta desafios econômicos persistentes. A oferta elevada e os altos estoques continuam pressionando os preços e comprimindo as margens da indústria, o que reduz os ganhos esperados no curto prazo.

Além disso, a dependência das exportações permanece como fator determinante para o equilíbrio do mercado interno, tornando o setor altamente sensível às condições externas, como demanda global e variações cambiais.

Competitividade regional e papel do Mercosul

No contexto do Mercosul, aspectos como custo de produção, eficiência logística, volatilidade cambial e coordenação comercial seguem como pontos-chave para a competitividade do arroz brasileiro. A reforma tributária, embora não altere diretamente esses fundamentos, cria um ambiente regulatório mais estável, permitindo que decisões econômicas sejam tomadas com menor grau de incerteza.

Perspectivas para os próximos anos

Com o avanço da transição tributária, o mercado do arroz passa a operar sob novas regras fiscais, mas o desempenho do setor continuará condicionado principalmente às dinâmicas de oferta e demanda. O movimento reforça que o impacto mais profundo para os produtores e a indústria deve vir das condições econômicas e mercadológicas, mais do que das mudanças fiscais em si.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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