AGRONEGÓCIO
RZK Agro e SENAI investem R$ 5,5 milhões em qualificação profissional e desenvolvimento sustentável em Querência (MT)
AGRONEGÓCIO
Com investimento de R$ 5,5 milhões, a RZK Agro, concessionária John Deere que atua em Mato Grosso e Goiás e pertencente ao Grupo RZK, firmou parceria com o SENAI para impulsionar a qualificação profissional e o desenvolvimento sustentável em Querência, no nordeste do estado. O acordo será formalizado em 2 de setembro de 2025, em evento no município.
Pavilhão educacional e infraestrutura de formação
O projeto inclui a construção do Pavilhão RZK Agro | SENAI, com início das obras previsto para 2026 e conclusão em 2027. O espaço será compartilhado entre a empresa e o SENAI, destinado tanto a treinamentos internos quanto à formação de profissionais da comunidade local e de setores produtivos da região.
Mesmo antes da inauguração, os cursos terão início já em fevereiro de 2026, oferecendo capacitação técnica essencial para atender à demanda do agronegócio e de outros setores produtivos.
Cursos técnicos e formação de profissionais
O SENAI oferecerá um curso técnico de aprendizagem em mecânica básica, com duração de 18 meses, formando 25 alunos por ano, especialmente para atender às necessidades da RZK Agro em seus projetos de expansão.
Além disso, o projeto prevê duas turmas anuais de qualificação profissional, totalizando 40 alunos por ano, com cursos em áreas como:
- Eletricista predial (160h)
- Almoxarife (160h)
- Assistente de recursos humanos (160h)
- Pintor de obras (200h)
- Assentador de revestimento cerâmico (170h)
- Construtor de alvenaria (220h)
Desenvolvimento local e inclusão produtiva
Segundo José Ricardo Lemos Rezek, presidente do Grupo RZK, a iniciativa tem como objetivo gerar oportunidades reais para a população de Querência e região. “Ao formar profissionais qualificados, fortalecemos a comunidade, contribuímos para o desenvolvimento local e criamos caminhos para a inclusão produtiva. Esse é o propósito da RZK Agro: promover o desenvolvimento sustentável onde atuamos”, afirma.
A parceria atende diretamente à demanda regional por mão de obra qualificada, acelera o processo de formação técnica e permite que a RZK Agro conte com profissionais prontos para contratação logo após a conclusão dos cursos, fortalecendo a educação profissional no interior de Mato Grosso e promovendo geração de emprego, renda e desenvolvimento regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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