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Safra de Milho 2025/26 no Paraná Deve Superar 21 Milhões de Toneladas, Aponta Deral
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Produção total de milho no Paraná cresce com avanço da 1ª safra
O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, projeta aumento na produção de milho no Paraná para a safra 2025/26. A estimativa aponta crescimento significativo na primeira safra, enquanto a segunda deve registrar leve queda.
1ª safra de milho 2025/26 deve crescer 28%
De acordo com o relatório mensal de março do Deral, a produção da primeira safra de milho no Paraná está estimada em 3,823 milhões de toneladas, avanço de 28% em relação às 2,993 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.
A área plantada foi projetada em 345,2 mil hectares, crescimento de 25% frente aos 275,6 mil hectares cultivados na temporada anterior. Já a produtividade média deve atingir 11.074 quilos por hectare, superando os 10.861 quilos por hectare registrados no ciclo passado.
2ª safra de milho apresenta leve recuo na produção
Para a segunda safra de milho 2025/26, o Deral estima produção de 17,540 milhões de toneladas, o que representa recuo de 1% em comparação com as 17,642 milhões de toneladas da safra 2024/25.
Apesar da leve queda na produção, a área cultivada deve crescer 2%, alcançando 2,865 milhões de hectares, ante 2,809 milhões de hectares na temporada anterior.
Por outro lado, a produtividade média foi projetada em 6.122 quilos por hectare, abaixo dos 6.285 quilos por hectare registrados no ciclo anterior, o que explica a redução na produção total da segunda safra.
Produtividade influencia cenário da safra
Os dados indicam que o desempenho da safra 2025/26 no Paraná será impactado principalmente pela variação de produtividade entre os ciclos. Enquanto a primeira safra apresenta ganhos consistentes, a segunda sofre leve redução no rendimento médio, mesmo com expansão de área.
Com isso, o crescimento da produção total de milho no estado será sustentado principalmente pelo avanço da primeira safra, reforçando sua importância no cenário agrícola paranaense.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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