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Safrinha 2024: Manejo Antecipado na Colheita da Soja é Chave para o Sucesso do Milho de Inverno

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Com o avanço da colheita da soja nas principais regiões produtoras do Brasil, o produtor rural já volta sua atenção para o planejamento do milho de inverno. O sucesso da segunda safra, no entanto, começa antes mesmo da semeadura. A estratégia atual foca na chamada “janela agronômica estratégica”: o intervalo entre a saída da soja e a emergência do milho, período decisivo para o manejo de plantas daninhas e preservação da fertilidade do solo.

Solo Limpo e o Arranque Inicial da Lavoura

Para garantir uma produtividade elevada, o manejo antecipado é a regra de ouro. De acordo com Paulo Moraes Gonçalves, especialista em Desenvolvimento de Mercado da Ourofino Agrociência, o plantio no “limpo” é essencial para evitar que o milho sofra com a competição por recursos vitais desde os primeiros dias.

“Quando o produtor antecipa o manejo, ele reduz a competição por água, luz e nutrientes logo nos primeiros estádios da cultura, favorecendo um desenvolvimento mais uniforme e consistente do milho”, destaca Gonçalves.

Gestão do Solo e Sustentabilidade no Campo

O manejo eficiente vai além do controle de invasoras; ele engloba a saúde do ecossistema produtivo. Portais do setor reforçam que o uso do Sistema de Plantio Direto (SPD), aliado à rotação de culturas e ao uso de plantas de cobertura, traz benefícios diretos:

  • Proteção Física: A palhada protege contra erosão e mantém a umidade.
  • Equilíbrio Biológico: Melhora a infiltração de água e a vida microbiana do solo.
  • Estabilidade: Contribui para a segurança da produção mesmo em safras com variações climáticas.
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Em casos onde o preparo convencional ainda se faz necessário — como em solos de alta acidez — o especialista recomenda cuidado redobrado com operações de aração e gradagem para evitar a compactação excessiva do perfil do solo.

Tecnologias Tropicalizadas no Controle de Plantas Daninhas

O controle químico pós-emergência é outro pilar crítico. A presença de plantas daninhas nos estágios iniciais pode comprometer o estande e o aproveitamento de nutrientes, causando prejuízos que não se recuperam ao longo do ciclo.

Para enfrentar esse desafio em ambiente tropical, soluções como o herbicida Brucia® têm sido recomendadas. Por ser uma tecnologia desenvolvida para as condições brasileiras, o produto oferece seletividade e eficiência mesmo em áreas com muita palhada, mantendo a lavoura limpa no momento de maior sensibilidade da planta.

A Importância da Dessecação Pré-Plantio

O planejamento integrado encerra o ciclo de decisões com a dessecação. Uma área bem dessecada após a soja elimina a matocompetição inicial e permite que o milho expresse seu teto produtivo. Gonçalves orienta que o uso de herbicidas modernos, como o Terrad’or®, confere a agilidade necessária para o produtor não perder o timing da janela de plantio.

“O resultado de um manejo bem planejado é uma lavoura mais uniforme, maior segurança na tomada de decisão e produtividade que faz sentido no bolso”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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