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São Paulo investe R$ 1,8 milhão em máquinas agrícolas para fortalecer infraestrutura rural na região de Franca

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O Governo do Estado de São Paulo destinou cerca de R$ 1,8 milhão para a aquisição de máquinas agrícolas que irão reforçar a infraestrutura rural de municípios da Região Administrativa de Franca. A entrega dos equipamentos foi realizada durante a Caravana 3D, iniciativa coordenada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo para ampliar investimentos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Os recursos foram viabilizados por meio do programa Patrulha Rural, que promove a distribuição de máquinas e equipamentos aos municípios paulistas com o objetivo de melhorar as condições de trabalho no campo, apoiar os produtores rurais e ampliar a capacidade operacional das prefeituras.

Municípios recebem tratores e motoniveladoras

Entre os municípios contemplados estão Buritizal e Jeriquara, que receberam tratores avaliados em aproximadamente R$ 200 mil cada.

Já os municípios de Cristais Paulista e Itirapuã foram beneficiados com uma motoniveladora e um trator cada, totalizando investimentos estimados em cerca de R$ 708 mil por município.

Segundo o governo estadual, os equipamentos serão utilizados principalmente na manutenção da infraestrutura rural, contribuindo para a melhoria das estradas vicinais e para o atendimento das demandas do setor agropecuário local.

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Patrulha Rural amplia apoio aos produtores paulistas

Desde 2023, o programa Patrulha Rural já recebeu investimentos próximos de R$ 240 milhões. Nesse período, aproximadamente 640 máquinas e equipamentos agrícolas foram entregues a mais de 340 municípios do Estado de São Paulo.

A iniciativa tem como foco fortalecer a logística rural, facilitar o escoamento da produção agropecuária e garantir melhores condições de acesso às propriedades, beneficiando especialmente pequenos e médios produtores.

Além da manutenção das estradas rurais, os equipamentos permitem maior agilidade na execução de serviços essenciais para o desenvolvimento das atividades agrícolas e pecuárias.

Caravana 3D leva investimentos para diversas regiões do estado

A entrega dos equipamentos integra as ações da Caravana 3D, programa do Governo de São Paulo que percorre diferentes regiões levando investimentos, programas e serviços públicos com base nos pilares de desenvolvimento, dignidade e diálogo.

A iniciativa busca aproximar o governo dos municípios e identificar demandas locais para direcionar políticas públicas mais eficientes. Antes de chegar à região de Franca, a Caravana 3D já passou por importantes polos do estado, incluindo ABC Paulista, Alto Tietê, Campinas, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.

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Com novos investimentos em infraestrutura rural, o governo estadual reforça o apoio ao agronegócio paulista, setor estratégico para a economia e responsável por grande parte da geração de emprego, renda e desenvolvimento no interior do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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