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Saúde das aves garante qualidade do frango e do peru nas ceias de fim de ano

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Tradição e ciência por trás da ceia

Com a chegada das festas de fim de ano, o frango e o peru assumem papel central nas mesas das famílias brasileiras. Além de tradição, a escolha reflete a busca por alimentos versáteis, acessíveis e alinhados aos hábitos do consumidor moderno.

O que poucos imaginam é a estrutura complexa que garante a qualidade e segurança dessas aves — um trabalho conjunto de médicos-veterinários, produtores e farmacêuticas especializadas, como a Zoetis, líder global em saúde animal, responsável por tecnologias que asseguram o bem-estar das aves e a qualidade dos alimentos que chegam ao consumidor.

Produção segura começa antes do nascimento

A jornada do frango e do peru rumo às ceias começa ainda nas granjas, antes mesmo da eclosão dos ovos. O processo inclui protocolos rigorosos de biosseguridade, ambientes controlados e o uso de vacinas desenvolvidas para prevenir doenças e garantir o desenvolvimento saudável das aves.

Cada fase da produção é acompanhada de perto, desde o incubatório até a criação, para assegurar que o lote alcance o abate com máxima sanidade e qualidade.

“A qualidade que chega à mesa começa com a saúde das aves nas granjas. Cada vacina e cada protocolo tem um propósito: proteger o lote e garantir a segurança na alimentação de milhares de pessoas”, explica Gleidson Salles, Gerente de Produto de Aves da Zoetis Brasil.

Vacinas aplicadas ainda no ovo

A imunização das aves tem início antes mesmo do nascimento, com a aplicação de vacinas in ovo, diretamente no embrião. Essa tecnologia, utilizada em mais de 90% dos incubatórios comerciais no Brasil, Europa e Ásia, imuniza cerca de 30 bilhões de frangos por ano no mundo.

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Além disso, outras vacinas são aplicadas para proteger contra doenças respiratórias e virais, fortalecendo o sistema imunológico e reduzindo o uso de antibióticos.

“Quando cuidamos bem das aves, protegemos também o produtor e o consumidor. É um ciclo integrado que reflete a importância do cuidado com todos os elos da cadeia de produção”, reforça Salles.

Biosseguridade e bem-estar garantem a qualidade

Nas granjas, a biosseguridade é o alicerce da produção. Medidas como controle de acesso, higienização rigorosa, manejo adequado e monitoramento constante são essenciais para evitar contaminações e surtos de doenças.

Essas práticas garantem que as aves cresçam em um ambiente estável e saudável, resultando em alimentos de alta qualidade e sabor característico — fundamentais para preservar as tradições das festas de fim de ano.

Da granja à mesa: um ciclo de compromisso e cuidado

Durante todo o processo produtivo, médicos-veterinários acompanham indicadores de desempenho, bem-estar e sanidade, ajustando o manejo conforme as condições regionais e climáticas. O resultado é uma carne mais nutritiva, segura e sustentável, fruto do trabalho de milhares de profissionais comprometidos com a saúde animal e a segurança alimentar.

“O frango do almoço de domingo e o do Natal são o resultado de um compromisso coletivo com a vida, a ciência e o bem-estar animal. É essa dedicação que transforma a mesa de tantos brasileiros”, conclui Salles.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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