AGRONEGÓCIO
Singapura avalia importação de tilápia do MS após sobretaxa dos EUA
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Em missão comercial pela Ásia, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, reuniu-se nesta quarta-feira (13) com representantes da Associação de Comerciantes de Carne de Singapura, um dos principais compradores de proteína animal brasileira. O encontro revelou uma nova oportunidade para o setor: empresários singapurenses demonstraram interesse em importar tilápia produzida no Estado.
Sobretaxa nos EUA impulsiona busca por novos mercados
O interesse surge no mesmo momento em que os Estados Unidos impuseram uma sobretaxa à tilápia brasileira, dificultando a exportação para aquele mercado. Atualmente, duas empresas do Mato Grosso do Sul enfrentam dificuldades para escoar a produção do peixe.
Segundo o governador, a abertura do mercado de Singapura pode ser uma solução imediata para aliviar os impactos da medida norte-americana.
“Já estabelecemos contato com empresários locais e conectamos as empresas à Associação de Carnes, que fará a interlocução com os compradores. O mercado de Singapura não impõe tarifas de exportação, o que abre uma oportunidade que vamos acompanhar de perto”, afirmou Riedel.
Brasil já é líder no fornecimento de proteína animal a Singapura
Hoje, cerca de 60% da proteína animal importada por Singapura é brasileira, com destaque para carne de frango, suínos e bovinos. A missão sul-mato-grossense aposta no fortalecimento dessa parceria para incluir também a tilápia na pauta de exportações.
Representantes da comitiva ressaltam que Singapura vem se consolidando como parceiro estratégico e que a demanda por produtos brasileiros tende a crescer nos próximos anos.
Missão internacional busca ampliar presença do MS na Ásia
A Missão Internacional à Ásia teve início no dia 4 de agosto, com passagens pela Índia e Japão. Singapura é a última etapa do roteiro, que encerra nesta quinta-feira (14) com novos encontros de negócios e reuniões com autoridades locais.
A ação tem como objetivo diversificar mercados e atrair investimentos para a produção sul-mato-grossense, em especial do setor de proteína animal e piscicultura.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.
Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.
“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.
Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.
As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.
Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.
As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.
Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.
A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.
No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.
A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.
Fonte: Pensar Agro
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