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SLC Agrícola abre inscrições para Programa de Trainee 2026/2 com vagas em oito estados brasileiros

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A SLC Agrícola, uma das maiores produtoras de commodities agrícolas do Brasil, está com inscrições abertas para o Programa de Trainee 2026/2. A iniciativa busca identificar e desenvolver jovens profissionais com potencial de liderança para atuar nas operações da companhia, que possui unidades distribuídas em importantes regiões agrícolas do país.

Os interessados podem se inscrever até o dia 20 de junho por meio da plataforma de recrutamento da empresa. As oportunidades estão distribuídas entre 26 unidades localizadas nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Maranhão, Piauí, Bahia, Goiás e Minas Gerais.

Com início previsto para agosto de 2026, o programa integra a estratégia da companhia de formação de lideranças e fortalecimento de talentos para atender às demandas crescentes do agronegócio brasileiro.

Programa busca profissionais de diversas áreas

O Programa de Trainee é voltado para profissionais com graduação concluída ou formação em áreas ligadas ao agronegócio, gestão e operações industriais.

Entre os cursos contemplados estão Engenharia Agronômica, Agronomia, Engenharia Agrícola, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Têxtil, Mecatrônica, Medicina Veterinária, Zootecnia, Administração, Recursos Humanos, Ciências Contábeis, Logística, Técnico em Segurança do Trabalho e áreas correlatas.

Além da formação acadêmica, a SLC Agrícola busca candidatos alinhados aos valores da empresa, com perfil para gestão de pessoas, processos e tecnologias, identificação com o setor agropecuário e disponibilidade para viagens e residência em fazendas.

Desenvolvimento acelerado para futuras lideranças

Com duração de até dois anos, o programa faz parte da Academia de Líderes da companhia e foi estruturado para acelerar a formação de profissionais preparados para assumir posições estratégicas dentro da organização.

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A jornada inclui imersão nas operações agrícolas, treinamentos técnicos, participação em projetos, acompanhamento próximo de gestores e contato direto com os desafios do negócio.

Segundo a gerente de Gestão de Pessoas e Comunicação da SLC Agrícola, Juliana Vencato, o desenvolvimento de talentos é um dos pilares da estratégia corporativa da empresa.

“O programa oferece uma trajetória estruturada de crescimento, com experiências práticas, capacitação contínua, mentoria e interação direta com as lideranças. O objetivo é preparar profissionais capazes de contribuir para o futuro da companhia e assumir posições de liderança”, destaca.

Os resultados já demonstram a efetividade da iniciativa. De acordo com a empresa, mais da metade dos trainees participantes foram promovidos para cargos de coordenação somente em 2025.

Áreas de atuação e benefícios

Os profissionais selecionados poderão atuar em diferentes setores da companhia, incluindo:

  • Produção Agrícola;
  • Agroindústria;
  • Pesquisa e Desenvolvimento;
  • Mecanização;
  • Pecuária;
  • Saúde e Segurança Operacional;
  • Administração;
  • Recursos Humanos.

Além de remuneração compatível com o mercado, a empresa oferece um pacote de benefícios que inclui participação nos resultados, alojamento, refeitório, vale-alimentação, assistência médica e odontológica, reembolso de medicamentos, previdência privada e seguro de vida.

Processo seletivo será realizado em etapas

O processo de seleção será composto por diversas fases, incluindo apresentação por vídeo, teste comportamental, entrevista com a equipe de Recursos Humanos, painel com dinâmica online e entrevista final com os gestores das áreas.

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A expectativa da companhia é atrair profissionais que desejam construir uma carreira sólida no agronegócio, um dos setores mais dinâmicos e estratégicos da economia brasileira.

Trajetória de trainee reforça potencial de crescimento

A experiência da colaboradora Brenda Thomazi demonstra as oportunidades de desenvolvimento oferecidas pelo programa. Ela ingressou como trainee agroindustrial de algodoeira na Fazenda Palmares, na Bahia, em agosto de 2025, e foi promovida para uma posição de coordenação menos de um ano depois.

Segundo Brenda, a vivência prática proporcionada pelo programa permite uma compreensão ampla das operações e acelera o desenvolvimento profissional.

“O Programa de Trainee da SLC Agrícola oferece uma experiência intensa de aprendizado, com participação ativa nas operações e nos projetos da empresa. É uma oportunidade para jovens profissionais que desejam construir uma carreira consistente no agronegócio, aliando conhecimento técnico, desafios reais e crescimento profissional”, afirma.

Agronegócio amplia oportunidades para jovens talentos

Com a crescente demanda por profissionais qualificados e preparados para liderar equipes e processos cada vez mais tecnológicos, programas de trainee têm ganhado relevância no agronegócio brasileiro.

Iniciativas como a da SLC Agrícola reforçam a profissionalização do setor e ampliam as oportunidades para jovens que desejam desenvolver carreira em um segmento responsável por parcela significativa da produção, das exportações e da geração de riqueza no país.

Programa de Trainee SLC Agrícola 2026/2

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode unificar rastreabilidade para blindar soja e carne à China e à União Europeia

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A integração dos sistemas utilizados para comprovar a origem da soja e da carne bovina pode reduzir custos, evitar auditorias repetidas e fortalecer o acesso dos produtos brasileiros aos mercados da China e da União Europeia. A proposta consta de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que identificou 21 iniciativas públicas e privadas de rastreabilidade e controle ambiental em funcionamento no País, mas com critérios, bancos de dados e formas de verificação diferentes.

O WRI Brasil não é um órgão público nem representa produtores ou empresas do agronegócio. Trata-se de uma associação privada sem fins lucrativos e de pesquisa ambiental, integrante do World Resources Institute, organização internacional fundada nos Estados Unidos em 1982. A instituição atua em mais de 50 países e desenvolve estudos sobre clima, florestas, cidades, alimentos e uso da terra, em parceria com governos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil.

Por isso, o protocolo sugerido pelo instituto não tem força de lei, não substitui a fiscalização brasileira e tampouco cria uma certificação obrigatória. A proposta funciona como uma recomendação técnica para aproximar ferramentas que já existem, mas ainda não conversam adequadamente entre si.

O problema identificado está na fragmentação. Uma plataforma verifica a situação ambiental da propriedade; outra acompanha a movimentação dos animais; uma terceira atende a determinado comprador ou certificação. Também existem diferenças nas datas utilizadas para delimitar o desmatamento, no tratamento dos fornecedores indiretos e nos critérios de bloqueio de propriedades.

Na prática, uma mesma fazenda pode estar regular perante a legislação brasileira e, ainda assim, não atender ao protocolo privado de uma empresa ou à exigência ambiental de determinado mercado. Para o produtor, isso significa fornecer informações semelhantes várias vezes, contratar auditorias diferentes e enfrentar dúvidas sobre qual padrão será aceito no momento da venda.

A proposta ganha relevância pelo tamanho das duas cadeias. O Brasil colheu 180,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26 e poderá exportar 116,3 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento. Na pecuária, o País possui o maior rebanho comercial do mundo, produz mais de 11 milhões de toneladas de carne bovina por ano e ocupa a liderança global nas exportações.

A China está no centro dessa discussão. O país asiático comprou R$ 282 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro em 2025, considerando o câmbio de R$ 5,10, e respondeu por quase um terço de toda a receita externa do setor. O mercado chinês recebe a maior parte da soja exportada pelo Brasil e aproximadamente metade da carne bovina embarcada pelo País.

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Embora a China ainda não tenha uma legislação equivalente ao regulamento europeu contra o desmatamento, compradores, instituições financeiras e grandes empresas chinesas vêm ampliando as exigências de origem e conformidade ambiental. O estudo sustenta que Brasil e China poderiam construir um referencial comum antes que diferentes compradores estabeleçam critérios próprios e aumentem a burocracia.

Na União Europeia, a pressão já está formalizada. O Regulamento Europeu sobre Produtos Livres de Desmatamento, conhecido pela sigla EUDR, determina que soja, gado, café, cacau, madeira, borracha e óleo de palma, além de produtos derivados, somente poderão entrar no bloco quando houver comprovação de que não foram produzidos em áreas desmatadas depois de 31 de dezembro de 2020.

A regra começará a valer em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médias empresas. A maioria das micro e pequenas terá até 30 de junho de 2027. O importador europeu será o responsável legal pela declaração, mas dependerá de informações fornecidas pela cadeia brasileira, como a localização geográfica da propriedade e a documentação necessária para demonstrar a origem do produto.

Esse é um dos pontos de maior atrito com o setor produtivo. O EUDR não considera apenas se o desmatamento foi legal ou ilegal segundo o Código Florestal brasileiro. Mesmo uma supressão de vegetação autorizada pelas autoridades nacionais, se realizada após a data de corte europeia, pode tornar o produto inelegível para aquele mercado.

No caso da soja, a rastreabilidade precisa chegar à propriedade onde o grão foi cultivado. A dificuldade aparece quando cargas de diferentes fazendas são reunidas em armazéns, cooperativas, cerealistas e tradings. A proposta é integrar documentos fiscais, cadastros ambientais, localização das áreas produtoras e registros comerciais, preservando a identificação da origem mesmo depois da mistura física do produto.

Na pecuária, o desafio é maior. Um bovino pode nascer em uma propriedade, passar pela recria em outra e ser terminado em uma terceira antes de chegar ao frigorífico. Atualmente, a indústria consegue fiscalizar com maior facilidade o fornecedor direto, responsável por entregar o animal para abate, mas nem sempre possui visibilidade completa das fazendas anteriores.

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A Guia de Trânsito Animal registra a movimentação dos lotes, enquanto o Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos permite acompanhar animais individualmente em cadeias que exigem esse controle. A adesão ao sistema individual, entretanto, ainda não alcança todo o rebanho nacional.

O governo iniciou a implantação do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, com execução prevista até 2032. A recomendação do estudo é que frigoríficos e compradores avancem desde já no controle dos fornecedores indiretos, sem esperar a identificação obrigatória de todos os animais.

A carne brasileira ainda enfrenta outro impasse com a União Europeia, que não deve ser confundido com o EUDR. Além da origem ambiental, o bloco exige garantias sobre o controle de determinados antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais. A Comissão Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer carnes e outros produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026, caso não considere suficientes as garantias apresentadas.

O governo brasileiro sustenta que possui um sistema oficial confiável e que somente certificará produtos que cumprirem integralmente as exigências europeias. O ponto de divergência é a cobrança de uma comprovação prévia para medidas implementadas progressivamente ao longo do ciclo produtivo. Na avicultura, esse ciclo pode ser concluído em cerca de 40 dias; na bovinocultura, a formação de animais plenamente elegíveis pode levar dois anos ou mais.

Assim, a carne brasileira enfrenta duas frentes distintas na Europa: a ambiental, relacionada ao desmatamento e à rastreabilidade da propriedade de origem; e a sanitária, ligada ao uso de antimicrobianos durante a vida do animal. A unificação dos sistemas proposta pelo WRI ajudaria principalmente na primeira frente. Para o produtor, o resultado dependerá de como essa integração será implementada, de quem pagará pela adaptação e de sua capacidade de reduzir burocracia, em vez de acrescentar uma nova camada de exigências ao campo.

Fonte: Pensar Agro

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