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Governo de São Paulo libera R$ 3 milhões em crédito para modernizar cultivo de morango

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Investimento para fortalecer a produção de morangos em São Paulo

O Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de R$ 3 milhões em crédito para impulsionar a modernização do cultivo de morango no estado. O recurso será disponibilizado por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP) e tem como objetivo estimular a adoção de tecnologias e melhorar a produtividade dos produtores.

A iniciativa permitirá investimentos em estufas, túneis, sistemas de irrigação modernos e mudas certificadas, fortalecendo os polos produtivos e ampliando a competitividade da fruticultura paulista.

Linhas de crédito acessíveis para diferentes perfis de produtores

O programa oferece condições diferenciadas para produtores individuais e organizações rurais. De acordo com o FEAP, pessoas físicas poderão financiar até R$ 250 mil, enquanto pessoas jurídicas terão acesso a até R$ 500 mil.

Já associações e cooperativas podem solicitar até R$ 800 mil para implantação ou renovação das áreas de cultivo. Além disso, até 30% do valor contratado poderá ser destinado ao custeio da produção, incluindo a compra de insumos e despesas iniciais.

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O crédito pode ser pago em até 84 meses, com carência de 12 meses para início do pagamento — uma condição considerada atrativa para os produtores que buscam expandir ou atualizar suas estruturas.

Polos produtivos e impacto econômico na região

Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai, o estado já conta com polos produtivos consolidados, como Atibaia e Jarinu, que se destacam pela tradição no cultivo de morangos e pela qualidade da produção.

Piai destacou ainda que a fruticultura desempenha um papel estratégico na economia paulista, tanto pelo potencial de geração de emprego e renda quanto pelo estímulo ao agroturismo.

“A fruticultura tem impacto transversal, porque além de ser um importante indutor do agroturismo na região, tem alta demanda por trabalhadores durante a colheita, o que gera um ciclo de desenvolvimento que vai para além da porteira”, afirmou o secretário.

Modernização para garantir sustentabilidade e competitividade

Com a liberação do crédito, o governo busca incentivar o uso de tecnologias sustentáveis e boas práticas agrícolas, que garantam maior eficiência e qualidade na produção. A expectativa é de que o programa contribua para aumentar a renda dos produtores, estimular a inovação no campo e reforçar o protagonismo de São Paulo como um dos principais estados produtores de frutas do país.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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