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Soja: mercado interno mantém demanda firme enquanto Chicago vive semana volátil

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O mercado da soja no Brasil encerra a semana com ritmo de vendas variado entre os estados, sustentado pela demanda externa — especialmente da China —, enquanto na Bolsa de Chicago (CBOT) os preços registraram forte volatilidade nos últimos dias. O cenário combina cotações firmes no mercado físico brasileiro, cautela nos negócios e incertezas nas exportações norte-americanas.

Rio Grande do Sul registra boas vendas, mas comercialização futura é lenta

No Rio Grande do Sul, a soja apresentou bons volumes de vendas, mas o ritmo para a próxima safra segue moderado, segundo a TF Agroeconômica. No pagamento de 8 de agosto, para entrega até 7 de agosto de 2025, o valor no porto foi de R$ 141,50/saca (-1,05%).

No interior, os preços oscilaram conforme a praça:

  • Cruz Alta: R$ 134,00 (pagamento 29/08)
  • Passo Fundo: R$ 134,00 (+0,75%, pagamento fim de agosto)
  • Ijuí: R$ 133,50 (+0,38%, pagamento 29/08)
  • Santa Rosa/São Luiz: R$ 133,00 (-0,75%, pagamento 11/09)
  • Panambi: R$ 122,00 ao produtor

A demanda externa, com destaque para as compras chinesas, mantém expectativas positivas. No porto de São Francisco (SC), a soja foi cotada a R$ 141,83/saca (+1,10%).

Paraná e Mato Grosso do Sul mantêm negócios ativos

O Paraná segue com demanda aquecida. Em Paranaguá, o preço foi de R$ 142,12 (-0,62%), enquanto no interior os valores variaram entre R$ 128,75 em Cascavel (+1,08%) e R$ 141,83 em Pato Branco (+1,97%). No balcão, Ponta Grossa registrou R$ 118,00/saca.

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Em Mato Grosso do Sul, a valorização da soja e a procura internacional — especialmente da China — mantêm o mercado ativo. As cotações ficaram em R$ 123,45/saca (+1,37%) em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia, e em R$ 121,89 (+1,03%) em Chapadão do Sul.

Mato Grosso avança nas vendas imediatas, mas mantém cautela

No Mato Grosso, as vendas à vista ganharam ritmo, mas a comercialização futura segue lenta. A presença da China nas compras brasileiras favorece o produtor, enquanto oscilações na CBOT e tensões comerciais entre EUA e China influenciam a formação de preços.

Cotações no estado:

  • Campo Verde: R$ 122,20
  • Lucas do Rio Verde e Nova Mutum: R$ 119,02 (+0,78%)
  • Primavera do Leste e Rondonópolis: R$ 122,21 (+0,01%)
  • Sorriso: R$ 119,02 (+0,78%)
Chicago encerra semana com leves altas após forte volatilidade

Nesta sexta-feira (15), a soja na CBOT operou de forma estável, com ganhos entre 3,25 e 4 pontos nos principais vencimentos. O contrato novembro subiu para US$ 10,32/bushel e o janeiro para US$ 10,51/bushel.

O mercado atua com cautela diante da ausência da China nas compras norte-americanas e de dados de exportação do USDA abaixo das expectativas. Além disso, o órgão reduziu sua projeção para exportações dos EUA na safra 2025/26.

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Os operadores monitoram ainda o desenvolvimento da safra americana, o cenário macroeconômico e as tensões geopolíticas. O farelo e o óleo de soja também registraram altas modestas no dia.

Quinta-feira foi de queda com realização de lucros e cancelamentos

Na quinta-feira (14), a soja encerrou em baixa após três sessões de alta. O contrato setembro recuou 1,61%, cotado a US$ 1.007,50/bushel, enquanto o novembro caiu 1,50%, para US$ 1.028,50/bushel.

Segundo a TF Agroeconômica, apesar de vendas acima da média para a nova safra, cancelamentos recentes geram preocupação, principalmente a poucas semanas do fim do ano comercial. O USDA reportou cancelamentos de 377,6 mil toneladas para 2024/25, contra vendas efetivas de 467,8 mil toneladas na semana de 1º a 7 de agosto.

No cenário climático, a previsão de tempo seco na maior parte do cinturão produtor de soja e milho dos EUA limitou quedas maiores, embora a faixa norte da região deva receber alguma umidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Raça Angus cresce 80% em Rondônia e impulsiona produção de carne premium no Norte do Brasil

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O uso da genética da raça Angus registrou crescimento de 80% em Rondônia no primeiro trimestre de 2026, consolidando o estado como um dos polos emergentes da pecuária de corte premium no Brasil. O avanço indica um mercado aquecido, com maior adoção de tecnologia genética e busca por animais mais produtivos, adaptados e com maior valor agregado.

Os dados foram apresentados pelo Programa Carne Angus Certificada durante o Rondônia Rural Show, reforçando a expansão da raça no Norte do país e sua crescente participação na cadeia produtiva de carne de qualidade superior.

Rondônia se consolida como polo de carne premium

Segundo o gerente nacional do programa, Maychel Borges, o estado apresenta forte vocação para a produção de carne de alto padrão, com evolução consistente na adoção da genética Angus.

O executivo destaca que o aumento na comercialização de sêmen da raça reflete o interesse crescente dos pecuaristas em sistemas mais eficientes e rentáveis, com foco em qualidade de carcaça e padronização de produção.

A estratégia do programa inclui orientação técnica aos produtores sobre os critérios de certificação e as etapas necessárias para acessar o mercado de carne premium.

Crescimento supera média nacional do setor

De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, Mateus Pivato, o crescimento registrado em Rondônia supera a média nacional de comercialização da genética Angus, que ficou em torno de 31% no mesmo período do ano anterior.

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O desempenho é atribuído ao ciclo pecuário favorável, à valorização dos animais meio-sangue Angus e à ampliação do interesse dos produtores da região Norte por tecnologias que aumentam produtividade e qualidade.

Outro fator apontado pelo dirigente é a parceria com a indústria frigorífica, especialmente com a Minerva Foods, que atua como importante indutor da cadeia de carne premium no estado por meio de programas de valorização e tabelas de remuneração diferenciadas.

Evento em Ji-Paraná reforça integração da cadeia produtiva

Durante a ação realizada em Ji-Paraná, produtores, consumidores e visitantes participaram de atividades voltadas à divulgação da raça Angus, com degustação de cortes certificados como picanha, maminha, fraldinha, red e chorizo.

O evento ocorreu no estande da Minerva Foods e reforçou a estratégia de aproximação entre pecuária de origem e consumidor final, destacando a valorização da carne certificada no mercado interno.

Na ocasião, também foram anunciadas as datas da Rota Angus em Rondônia, iniciativa que leva tecnologia, informação e genética aos principais polos pecuários do estado.

Rota Angus percorre municípios estratégicos do estado

A programação da Rota Angus terá início em julho e percorrerá importantes regiões produtoras de Rondônia, com foco na disseminação de tecnologia e capacitação de produtores.

Calendário da Rota Angus Rondônia:

  • 27 de julho – Theobroma
  • 28 de julho – Santa Luzia do Oeste
  • 29 de julho – Chupinguaia
  • 30 de julho – Colorado do Oeste
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A iniciativa busca ampliar a adoção da genética Angus e fortalecer a cadeia produtiva da carne premium no estado.

Concurso de Carcaças destaca desempenho produtivo

Em novembro, o destaque será o Concurso de Carcaças Angus de Rolim de Moura, marcado para o dia 10, no frigorífico da Minerva Foods, localizado na Rodovia RO-010.

A iniciativa tem como objetivo demonstrar, na prática, a relação entre genética, manejo e nutrição na obtenção de carcaças de alto padrão, com maior rendimento e valor comercial.

Segundo Maychel Borges, o reconhecimento dos produtores é fundamental para consolidar a cadeia de carne premium no Brasil.

“A carne Angus conquista consumidores e agrega valor para a indústria, mas tudo começa na fazenda”, destaca o executivo.

Carne premium ganha espaço e fortalece pecuária de Rondônia

O avanço da raça Angus em Rondônia reforça a tendência de especialização da pecuária brasileira, com maior integração entre genética, indústria e mercado consumidor.

A expansão da carne premium no estado indica um cenário de maior profissionalização da atividade, com foco em eficiência produtiva, padronização de qualidade e acesso a mercados mais exigentes, tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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