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Soja recua no Brasil e no exterior com oferta global elevada, USDA baixista e clima favorável nos EUA

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Mercado da soja opera sob forte pressão e registra recuos no Brasil e no exterior

O mercado da soja encerra o período em queda, refletindo um ambiente internacional amplamente baixista, marcado por oferta global elevada, demanda externa mais fraca e revisões limitadas no relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O cenário é reforçado por clima favorável às lavouras norte-americanas, avanço do plantio e recuo das cotações em Chicago, além de oscilações no câmbio que não têm sustentado os preços internos.

Chicago recua com USDA, clima favorável e menor apetite chinês

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja seguem pressionados após o USDA manter praticamente inalteradas as projeções para a safra dos Estados Unidos, estimada em 120,7 milhões de toneladas, com estoques finais de 8,44 milhões de toneladas. O mercado interpretou o relatório como baixista, por reforçar a perspectiva de ampla oferta global.

Além disso, o avanço do plantio norte-americano, já acima de 87%, e as chuvas regulares no Meio-Oeste reduzem preocupações com produtividade, ampliando a pressão sobre os preços. A ausência de compras expressivas da China também contribui para o movimento de baixa, com vendas semanais dos EUA recuando significativamente.

Os contratos chegaram a registrar novas perdas, com julho operando próximo de US$ 11,12 a US$ 11,14 por bushel, enquanto o mercado segue atento à evolução climática e à demanda internacional.

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Geopolítica e petróleo ampliam volatilidade dos preços

Outro fator que intensificou a volatilidade foi o cenário geopolítico. O anúncio de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu tensões no Oriente Médio e provocou forte queda do petróleo, o que também pressionou as commodities agrícolas.

A melhora no sentimento global de risco, com expectativa de possível acordo diplomático, contribuiu para a retirada de prêmios de risco dos mercados, afetando diretamente a soja em Chicago.

Oferta global elevada mantém pressão estrutural sobre o mercado

No campo fundamental, o USDA manteve projeções de ampla oferta mundial. A produção dos Estados Unidos segue estimada em 120,7 milhões de toneladas, enquanto o cenário global também aponta crescimento.

A Argentina teve estimativa elevada para 48,8 milhões de toneladas, e o Brasil mantém liderança global com projeções ajustadas em torno de 180 milhões de toneladas pela Conab. Esse conjunto reforça a percepção de mercado bem abastecido, limitando qualquer tentativa de reação mais consistente nas cotações internacionais.

Mercado brasileiro trava com queda externa e câmbio volátil

No Brasil, o mercado físico da soja apresentou baixa liquidez ao longo dos últimos dias, com negócios pontuais e recuo nas indicações de preços. Segundo analistas, a combinação de queda em Chicago e desvalorização do dólar reduziu o apetite dos vendedores e afastou parte dos compradores.

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As indicações recuaram entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por saca em diversas praças. Em regiões produtoras, como Passo Fundo (RS), Cascavel (PR), Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO), houve quedas generalizadas, enquanto portos como Paranaguá e Rio Grande também registraram ajustes negativos.

Apesar de momentos de leve alta no câmbio, o dólar próximo de R$ 5,10 não foi suficiente para compensar as perdas externas, mantendo o mercado travado.

Indicadores financeiros reforçam ambiente misto

Os mercados internacionais operam de forma mista, com bolsas asiáticas e europeias em alta, enquanto o petróleo registra forte queda. O recuo da commodity energética amplia o viés negativo sobre o complexo da soja.

No câmbio, o dólar comercial apresenta leve alta, mas sem força consistente para sustentar os preços internos da oleaginosa.

Perspectiva: mercado segue dependente de clima, China e câmbio

Para os próximos dias, o mercado da soja deve continuar sensível a três fatores principais: evolução climática no Meio-Oeste dos Estados Unidos, ritmo de compras da China e comportamento do câmbio no Brasil.

Sem mudanças relevantes nesses fundamentos, a tendência é de manutenção de um ambiente lateral a baixista, com negócios limitados no mercado físico brasileiro e pressão persistente sobre os contratos em Chicago.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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