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Superávit da balança comercial atinge US$ 8 bilhões em maio e exportações do agro impulsionam resultado

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O Brasil encerrou maio de 2026 com superávit de US$ 8 bilhões na balança comercial, resultado sustentado pelo avanço das exportações, especialmente dos produtos do agronegócio. As vendas externas somaram US$ 32 bilhões no período, enquanto as importações alcançaram US$ 24,1 bilhões, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A corrente de comércio brasileira, que reúne exportações e importações, movimentou US$ 56 bilhões em maio, registrando crescimento de 6,1% em relação ao mesmo mês de 2025.

Exportações brasileiras avançam 6,6% em maio

Na comparação anual, as exportações cresceram 6,6%, passando de US$ 29,9 bilhões para US$ 31,9 bilhões. As importações também registraram alta, avançando 5,3% e totalizando US$ 24,08 bilhões.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras alcançaram US$ 148,57 bilhões, crescimento de 8,7% frente ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 115,91 bilhões, alta de 3,2%, gerando saldo positivo de US$ 32,66 bilhões.

A corrente de comércio entre janeiro e maio atingiu US$ 264,48 bilhões, avanço de 6,2% na comparação anual.

Agropecuária amplia participação nas exportações

O agronegócio manteve papel estratégico no desempenho da balança comercial. Em maio, as exportações da agropecuária alcançaram US$ 8,15 bilhões, crescimento de 9,8% sobre igual período de 2025.

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O setor foi responsável por um incremento de US$ 730 milhões nas vendas externas do mês. Entre os principais produtos que impulsionaram o resultado estão:

  • Milho não moído: alta de 267,2%;
  • Soja: crescimento de 14,6%;
  • Algodão em bruto: avanço de 45,3%.

No acumulado do ano, a agropecuária exportou US$ 34,53 bilhões, registrando expansão de 7,3% em relação aos primeiros cinco meses de 2025.

Carne bovina lidera ganhos da indústria de transformação

A indústria de transformação também apresentou desempenho positivo em maio, com exportações de US$ 16,63 bilhões, crescimento de 9%.

Entre os destaques do segmento estão:

  • Carne bovina fresca, refrigerada ou congelada: alta de 50,2%;
  • Óleos combustíveis;
  • Ouro não monetário.

Já a indústria extrativa exportou US$ 6,96 bilhões, registrando leve retração de 1,9%. Apesar da queda, produtos como minérios de cobre e seus concentrados tiveram forte expansão, com crescimento de 149,4%.

Café, açúcar e minério de ferro registram queda

Nem todos os produtos apresentaram desempenho positivo no comércio exterior brasileiro.

Entre os principais recuos observados em maio estão:

  • Café não torrado: queda de 24,5%;
  • Tabaco em bruto: retração de 83,4%;
  • Minério de ferro e concentrados: redução de 15,2%;
  • Açúcar;
  • Celulose;
  • Produtos semiacabados de ferro e aço.
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No acumulado do ano, também apresentaram retração nas exportações itens como trigo, centeio, minérios de alumínio, carvão mineral, alumina e sucos de frutas.

Importações crescem puxadas por combustíveis, veículos e eletrônicos

As importações brasileiras totalizaram US$ 24,08 bilhões em maio. O principal destaque foi a indústria de transformação, responsável por US$ 22,6 bilhões em compras externas.

Os produtos que mais contribuíram para o crescimento das importações foram:

  • Combustíveis;
  • Componentes eletrônicos;
  • Veículos automóveis de passageiros.

Na agropecuária, houve aumento das compras de pescado, produtos hortícolas e soja. Já na indústria extrativa, destacaram-se fertilizantes brutos, carvão mineral e linhita.

Por outro lado, registraram queda nas importações produtos como trigo, cevada, frutas frescas, petróleo bruto, laminados de aço, motores e máquinas não elétricas.

Agro segue como protagonista da balança comercial brasileira

Os números confirmam a relevância do agronegócio para a geração de divisas e para o equilíbrio das contas externas do país. O crescimento das exportações de commodities agrícolas, especialmente milho, soja, algodão e proteína animal, contribuiu de forma decisiva para a manutenção do superávit comercial brasileiro em 2026.

Mesmo diante do avanço das importações, o desempenho das exportações agropecuárias reforça a competitividade do setor no mercado internacional e sua importância para a economia nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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