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Tecnologia brasileira com nanotecnologia conquista prêmio e acelera restauração de áreas degradadas na Amazônia

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A inovação brasileira voltada à recuperação ambiental ganhou destaque internacional com o reconhecimento do projeto NanoRad’s, iniciativa que une biotecnologia e nanotecnologia para acelerar a restauração de áreas degradadas na Amazônia.

Desenvolvido pela Krilltech em parceria com a Shell Brasil, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), a Bioflore e outros parceiros estratégicos, o projeto conquistou a medalha de prata no Energy Summit Awards, premiação que reconhece iniciativas de impacto nos setores de energia, sustentabilidade e inovação.

A conquista reforça o avanço de soluções tecnológicas brasileiras voltadas à regeneração de ecossistemas, recuperação florestal e desenvolvimento de uma economia de baixo carbono.

NanoRad’s combina biotecnologia e nanotecnologia para restaurar áreas degradadas

O projeto NanoRad’s representa uma nova geração de tecnologias aplicadas à restauração ambiental. A iniciativa utiliza soluções bio e nanotecnológicas para potencializar o desenvolvimento vegetal, melhorar a eficiência dos processos de recuperação florestal e acelerar a regeneração de áreas impactadas.

A tecnologia busca ampliar o desempenho de plantios florestais, contribuindo para a formação de ecossistemas mais resilientes e para a recuperação de regiões degradadas da Amazônia Legal.

A proposta está alinhada aos desafios globais relacionados às mudanças climáticas, conservação da biodiversidade e necessidade de criação de soluções sustentáveis para o uso dos recursos naturais.

Projeto foi reconhecido no Energy Summit Awards

O reconhecimento foi entregue durante cerimônia realizada em 22 de junho, no Roxy Dinner Show, no Rio de Janeiro, como parte da programação do Energy Summit, evento voltado à inovação, empreendedorismo e sustentabilidade no setor energético.

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Inspirado na metodologia do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o encontro reúne iniciativas que buscam desenvolver soluções tecnológicas capazes de enfrentar desafios ambientais e econômicos.

A medalha de prata conquistada pelo NanoRad’s destaca o potencial da pesquisa brasileira aplicada à restauração ambiental e evidencia a importância da colaboração entre empresas, universidades, centros de pesquisa e startups.

Cibrad conecta ciência e inovação para recuperar a Amazônia

O NanoRad’s integra o Cibrad (Centro de Inovação Biotecnológica para Recuperação de Áreas Degradadas), lançado em abril de 2026 com investimento da Shell Brasil por meio da cláusula de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

O centro reúne pesquisadores, empresas e startups em uma rede colaborativa dedicada ao desenvolvimento de soluções baseadas na natureza para recuperação de áreas degradadas nos nove estados que compõem a Amazônia Legal.

A iniciativa busca aproximar conhecimento científico, inovação tecnológica e impacto socioambiental, criando alternativas para acelerar processos de restauração florestal em larga escala.

Parcerias estratégicas impulsionam inovação ambiental brasileira

A conquista do Energy Summit Awards reforça o papel da Krilltech no desenvolvimento de tecnologias voltadas à transformação ambiental e energética.

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A empresa destaca que a integração entre ciência, setor privado e inovação é fundamental para criar soluções capazes de gerar impactos positivos diante dos desafios climáticos atuais.

“O reconhecimento do NanoRad’s evidencia a força da colaboração entre diferentes atores do ecossistema de inovação. Acreditamos que tecnologias sustentáveis, aliadas ao conhecimento científico, são fundamentais para acelerar a restauração da Amazônia e construir novos caminhos para uma economia de baixo carbono”, afirma Marcelo Rodrigues, CEO da Krilltech.

Nanotecnologia e biotecnologia ampliam oportunidades para a bioeconomia

O avanço de projetos como o NanoRad’s demonstra como tecnologias emergentes podem contribuir para transformar desafios ambientais em oportunidades econômicas sustentáveis.

Combinando pesquisa científica, inovação e conservação ambiental, soluções desse tipo ganham espaço como ferramentas estratégicas para recuperação de áreas degradadas, fortalecimento da bioeconomia e desenvolvimento de modelos produtivos mais sustentáveis.

A expectativa é que novas tecnologias aplicadas à restauração florestal ampliem a capacidade de recuperação dos biomas brasileiros e fortaleçam o protagonismo do país na agenda global de sustentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

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Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

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O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

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A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

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