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Tilápia conquista o paladar do brasileiro e impulsiona crescimento sustentável da piscicultura

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O consumo de tilápia vem ganhando força no Brasil, refletindo mudanças nos hábitos alimentares e o avanço da piscicultura nacional. Segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), cada brasileiro já consome em média 3 quilos por ano, o dobro registrado há uma década. Hoje, a tilápia é o peixe mais consumido no país, consolidando-se como símbolo da expansão do setor.

Brasil é destaque mundial na produção de tilápia

De acordo com a Peixe BR, a espécie representa mais de 65% da produção de peixes de cultivo no Brasil. Estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais lideram o ranking nacional.

Em 2024, a produção ultrapassou 550 mil toneladas, resultado que coloca o Brasil como o 4º maior produtor mundial de tilápia.

Facilidade de manejo impulsiona expansão

O sucesso da tilápia está diretamente ligado às suas características de criação. O peixe apresenta crescimento acelerado, alta taxa de conversão alimentar — consumindo menos ração para ganhar peso — e adaptação a diferentes sistemas, como tanques-rede, tanques escavados e sistemas de recirculação.

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Essas vantagens tornam a espécie uma das mais produtivas da piscicultura nacional.

Sustentabilidade como diferencial competitivo

Outro fator que contribui para a ascensão da tilápia é o baixo impacto ambiental, aspecto cada vez mais valorizado pelos consumidores e pela cadeia produtiva.

“A sustentabilidade é um pilar importante para o crescimento do setor. Estamos sempre em busca de novas tecnologias que aumentem a eficiência e reduzam os impactos ambientais. Na Fider, investimos em soluções nutricionais que equilibram a alimentação, garantem o bem-estar dos peixes, entregam um produto de alto valor agregado e reduzem a carga orgânica no sistema de produção”, afirma Juliano Kubitza, diretor da Fider, empresa do Grupo MCassab.

A companhia acompanha a tendência de crescimento do setor, com produção anual em torno de 9.600 toneladas de tilápia.

Mudança nos hábitos alimentares do consumidor brasileiro

O crescimento da tilápia reflete também uma transformação no padrão de consumo alimentar no Brasil, que prioriza cada vez mais opções nutritivas, acessíveis e sustentáveis.

“Com inovação, cuidado ambiental e foco na qualidade, o Brasil consolida sua posição no cenário global da piscicultura. E a tilápia, sem dúvida, é protagonista dessa trajetória”, destaca Kubitza.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Outono no Cerrado exige atenção no campo, mas abre espaço para boas estratégias de manejo

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O outono marca uma fase de transição importante para a agricultura no Brasil, caracterizada pelo fim do período chuvoso e pela aproximação da estação seca. No Cerrado, essa mudança impacta diretamente o ritmo das lavouras, exigindo ajustes no manejo e maior atenção às condições climáticas.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a estação deve trazer desafios como redução das precipitações, solos mais secos e aumento das temperaturas, fatores que podem dificultar o desenvolvimento das culturas, especialmente as de segunda safra.

Apesar disso, o período também abre espaço para oportunidades no campo, já que o clima mais estável favorece o avanço das operações agrícolas e a adoção de estratégias mais planejadas.

Clima mais seco favorece avanço das operações agrícolas no Cerrado

Com a diminuição das chuvas entre abril e maio nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o produtor rural encontra melhores condições para a execução das atividades de campo.

“A redução da umidade do solo pode ajudar o trabalho no campo a avançar. Com menos chuva em abril e maio no Centro-Oeste e Sudeste, como aponta a Conab, o produtor pode finalizar a colheita e tocar as operações com menos interrupções. Para quem está com a segunda safra, o foco agora é aproveitar melhor a umidade que ainda resta no solo”, explica Manoel Álvares.

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O cenário favorece a organização das atividades agrícolas, reduzindo paralisações e permitindo melhor aproveitamento da janela operacional.

Atraso no plantio exige ajustes no planejamento agrícola

As chuvas mais intensas durante o verão provocaram atraso no plantio em diversas regiões, o que encurtou a janela ideal para algumas culturas e obrigou produtores a reverem o planejamento.

Diante desse cenário, muitos agricultores optaram por cultivares mais adaptadas e ajustaram o manejo das lavouras. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento, mesmo com redução na área plantada, culturas como milho, feijão e algodão ainda apresentam bom potencial produtivo, desde que recebam manejo adequado.

Altas temperaturas aumentam demanda por atenção ao manejo

As temperaturas mais elevadas típicas do Cerrado durante o outono também influenciam o desenvolvimento das lavouras. O aumento do calor intensifica a necessidade de atenção à disponibilidade de água no solo, ao mesmo tempo em que favorece o crescimento das plantas quando há manejo adequado.

Controle fitossanitário exige monitoramento constante

O período também demanda maior vigilância no controle de pragas. Entre os principais desafios fitossanitários estão a lagarta-do-cartucho, a mosca-branca e os percevejos, que tendem a se intensificar nesta época do ano.

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O acompanhamento constante dessas ameaças é essencial para evitar perdas de produtividade e garantir o bom desenvolvimento das culturas.

Planejamento e manejo transformam desafios em produtividade

Para especialistas do setor, o outono no Cerrado representa um momento estratégico para transformar desafios climáticos em oportunidade de melhor gestão no campo.

Segundo Manoel Álvares, mesmo com uma janela mais curta e condições mais secas, o produtor dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas.

“Mesmo em uma época mais seca e com uma janela mais curta, o produtor do Cerrado dispõe de ferramentas para tomar decisões mais planejadas. É um período que valoriza o bom manejo e traz bons resultados para quem se antecipa”, destaca o especialista.

Cenário reforça importância da gestão eficiente no campo

O avanço do outono no Cerrado reforça a importância do planejamento agrícola, da adoção de boas práticas de manejo e do uso de tecnologia para mitigar riscos climáticos.

Apesar dos desafios impostos pelo clima, o período pode ser positivo para quem consegue ajustar estratégias e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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