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Transporte interno se torna estratégico para eficiência das usinas de etanol de milho

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O setor de etanol de milho no Brasil segue em expansão acelerada. De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção nacional deve atingir 10 bilhões de litros em 2026, um marco histórico que exige logística interna eficiente dentro das usinas. Para atingir esse volume, será necessário movimentar e processar cerca de 25 milhões de toneladas de milho e gerenciar a expedição de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas de DDG (Distillers Dried Grains), coproduto usado na nutrição animal.

Logística interna como pilar da operação

Dentro das plantas industriais, a logística interna deixou de ser uma etapa acessória para se tornar o coração da estabilidade operacional. Diferente do fluxo sazonal das unidades de armazenamento convencionais, as usinas operam em regime ininterrupto, exigindo que sistemas de transporte, como elevadores de canecas e correias transportadoras, suportem cargas contínuas e intensas.

Franklin Oliveira, gerente nacional de vendas da AGI Brasil, explica que “uma falha simples em um transportador pode interromper a moagem, gerando ociosidade em fermentação e destilação, com prejuízos financeiros imediatos e perda de eficiência energética”.

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Robustez dos equipamentos garante previsibilidade

Segundo Oliveira, a robustez dos equipamentos de transporte interno é crucial para garantir a previsibilidade exigida pelo setor. “O fluxo de grãos funciona como o sistema circulatório da planta. Se o transporte falha, a operação precisa parar, o que exige engenharia de alta performance capaz de suportar desgaste, altos volumes e manter a segurança operacional”, afirma.

Controle de impurezas e segurança contra riscos

Além da eficiência mecânica, o transporte interno envolve controle rigoroso de impurezas e mitigação de riscos em ambientes com poeira combustível. O manejo do DDG, com características físicas diferentes do milho em grão, exige sistemas que evitem acúmulos e garantam a fluidez da expedição, essencial para manter fluxo de caixa e logística reversa.

Logística interna como fator de competitividade

“A logística interna deixou de ser apenas movimentação de carga e passou a ser central na gestão de riscos e rentabilidade da usina. Ao assegurar fluxo contínuo, sem gargalos, a indústria protege sua produção e fortalece a competitividade em um mercado que exige expansão acelerada e operação sem paradas não planejadas”, conclui Oliveira.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sorgo ganha espaço na indústria de bebidas e mostra potencial para cerveja sem glúten no Brasil

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O sorgo começa a ganhar protagonismo no segmento de bebidas no Brasil, impulsionado pela busca por alternativas sem glúten e pelo avanço da inovação no agronegócio. Uma parceria entre a Advanta Seeds Brasil e a cervejaria paulista X Craft Beer resultou no desenvolvimento de uma cerveja experimental à base do grão, destacando o potencial do cereal para novos mercados.

Cresce demanda por cervejas sem glúten no Brasil

O consumo de cerveja no país gira em torno de 69 litros por pessoa ao ano, e o mercado de cervejas artesanais sem glúten tem avançado com o aumento da conscientização sobre a doença celíaca.

Para atender esse público, cervejarias vêm substituindo ingredientes tradicionais, como trigo e cevada, por alternativas como arroz, milho, milheto e, mais recentemente, o sorgo. Além de ampliar as possibilidades de sabor, esses insumos também apresentam características nutricionais e sustentáveis, fortalecendo o apelo do produto.

Parceria transforma sorgo em cerveja experimental

Atenta a esse cenário, a Advanta Seeds Brasil firmou uma cooperação técnica com a X Craft Beer para desenvolver um lote experimental de cerveja à base de sorgo. A iniciativa teve como objetivo demonstrar, na prática, a viabilidade técnica e sensorial do grão na indústria de bebidas.

O projeto reforça a proposta de ampliar o uso do sorgo para além das aplicações tradicionais, como ração animal e biocombustíveis, abrindo novas possibilidades de mercado.

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Iniciativa busca ampliar percepção sobre o sorgo

Apesar de não estar disponível comercialmente, a cerveja cumpre o papel de demonstrar o potencial do cereal como ingrediente estratégico.

Segundo a equipe da Advanta, o sorgo ainda é amplamente visto como uma cultura secundária, muitas vezes associada à safrinha. A proposta da iniciativa é justamente reposicionar o grão, evidenciando sua capacidade de integrar cadeias produtivas mais sofisticadas e voltadas ao consumidor final.

Versatilidade do sorgo impulsiona inovação

O sorgo é reconhecido por sua resiliência e adaptação a diferentes condições agrícolas. Em regiões da África e da Ásia, o cereal já é utilizado há séculos na produção de bebidas fermentadas.

A ideia de produzir cerveja com sorgo no Brasil surgiu a partir de experiências anteriores da empresa na Argentina e ganhou força após a conexão com a X Craft Beer durante um evento do agronegócio em São Paulo.

A cervejaria, com mais de uma década de atuação, desenvolveu o projeto em colaboração com a equipe técnica da Advanta, resultando em uma formulação com mais de 50% de sorgo não maltado, com perspectiva de evolução para uma versão 100% baseada no cereal.

Processo produtivo exigiu adaptação técnica

A produção da cerveja apresentou desafios técnicos relevantes, já que o sorgo não passa pelo processo de malteação no Brasil e não possui naturalmente as enzimas necessárias para a fermentação.

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Para viabilizar o produto, foram utilizadas técnicas modernas de brassagem e condução enzimática, com controle rigoroso de temperatura e pH. O processo garantiu eficiência na conversão do amido em açúcares fermentáveis e assegurou a qualidade final da bebida.

Resultado destaca sabor e potencial de mercado

A receita desenvolvida seguiu o estilo Pale Ale, com uso de lúpulos americanos e pequena adição de cevada. O resultado foi uma cerveja leve, refrescante, de baixo teor alcoólico e com perfil sensorial diferenciado.

Os primeiros lotes foram apresentados em eventos e ações com parceiros e colaboradores, com avaliação positiva e interesse por novas produções.

Projeto aponta novas oportunidades para o agronegócio

Embora não haja planos de produção em escala, a iniciativa demonstra o potencial do sorgo como matéria-prima para produtos inovadores. A proposta é incentivar o desenvolvimento da cadeia produtiva e ampliar as oportunidades para o cereal no mercado nacional e internacional.

Além disso, o sorgo surge como alternativa relevante para consumidores que buscam produtos sem glúten, acessíveis e com qualidade, reforçando a conexão entre inovação, sustentabilidade e agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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