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Trigo: potássio, cálcio, boro e enxofre são essenciais para produtividade e qualidade do grão

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Importância do trigo e desafios na produção

O trigo é um dos cereais mais estratégicos do mundo, juntamente com milho e arroz, e integra a alimentação diária de milhões de pessoas. Sua versatilidade permite múltiplas aplicações, o que desafia a agricultura a aumentar produtividade e qualidade do grão sem expandir áreas plantadas.

Para garantir alto desempenho, cada etapa do cultivo precisa ser planejada, desde a nutrição do solo até a colheita, garantindo rendimento, resistência a doenças e qualidade industrial.

Nutrientes essenciais para o trigo

O trigo depende de macronutrientes e micronutrientes para crescer de forma saudável e atingir máxima produtividade:

  • Potássio: fortalece a estrutura da planta, contribui para energia, enchimento e qualidade do grão.
  • Cálcio: essencial para a formação da parede celular, desenvolvimento de raízes profundas e integridade da planta.
  • Enxofre: fundamental para síntese de proteínas e qualidade industrial, especialmente para panificação.
  • Boro: atua na floração, polinização e formação das espigas, além de fortalecer a planta contra doenças.

Segundo Taiane Ribas, do departamento técnico da MaxiSolo, “não basta fornecer nutrientes, é preciso eficiência e equilíbrio para garantir uma lavoura forte do plantio à colheita”.

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Tecnologia multinutriente: KBmaxi

Para atender às necessidades do trigo, a catarinense MaxiSolo desenvolveu o KBmaxi, um fertilizante que combina potássio (15%), cálcio (10%), enxofre (8%) e boro (0,5%) em um único grânulo.

A tecnologia permite liberação dos nutrientes de acordo com a demanda da safra, garantindo eficiência no uso de fertilizantes e promovendo um solo mais saudável. O cálcio aplicado em profundidade fortalece as raízes e melhora a absorção de nutrientes, enquanto o potássio, boro e enxofre atuam diretamente na qualidade e produtividade do grão.

Redução de custos e independência de importações

Todos os produtos da MaxiSolo utilizam tecnologia 100% nacional, ajudando os produtores a reduzir custos e diminuir a dependência de insumos importados. A empresa reforça o papel da inovação no setor agrícola, fornecendo soluções que otimizam o rendimento do trigo e aumentam a competitividade do produtor brasileiro no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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