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Trigo transgênico que fixa nitrogênio pode revolucionar agricultura e gerar economia bilionária
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Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Davis (EUA), desenvolveram uma variedade de trigo transgênico com potencial para transformar a produção agrícola. A inovação estimula bactérias do solo a capturar nitrogênio diretamente do ar, diminuindo a necessidade de fertilizantes químicos.
A planta modificada produz mais apigenina, composto responsável por ativar essas bactérias fixadoras de nitrogênio. Dessa forma, é possível manter altos níveis de produtividade mesmo com menor uso de adubo, o que pode representar avanços significativos tanto no aspecto econômico quanto ambiental.
Impacto econômico pode ultrapassar US$ 1 bilhão
O trigo é responsável por cerca de 18% do consumo global de fertilizantes nitrogenados. Apenas nos Estados Unidos, uma redução de 10% no uso desse insumo representaria economia próxima a US$ 1 bilhão por ano.
Além da diminuição de custos para produtores, a tecnologia também contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a poluição de rios e lençóis freáticos, trazendo ganhos ambientais de grande relevância.
Expansão para milho e arroz está nos planos
Segundo os pesquisadores, a tecnologia já foi patenteada e deve ser ampliada para outras culturas, como milho e arroz. A aplicação em diferentes grãos pode ampliar ainda mais o alcance da inovação, tornando a agricultura mais sustentável e eficiente em escala global.
Essa integração entre biotecnologia e manejo do solo abre espaço para novas pesquisas voltadas a sistemas agrícolas mais resilientes e adaptados às demandas ambientais e produtivas do futuro.
Agricultura mais sustentável no horizonte
O desenvolvimento desse trigo transgênico aponta para um futuro em que o campo poderá produzir mais, com custos reduzidos e menor impacto ambiental.
Não se trata apenas de uma promessa científica, mas de um avanço concreto rumo a uma agricultura mais inteligente, eficiente e sustentável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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