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União Europeia endurece regras sanitárias e coloca exportações do agronegócio brasileiro sob pressão

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O agronegócio brasileiro enfrenta um novo desafio no comércio internacional. O endurecimento das exigências sanitárias e ambientais da União Europeia acendeu um sinal de alerta no governo federal e no setor produtivo, especialmente em Mato Grosso, principal potência agropecuária do país e um dos maiores exportadores de grãos e proteínas animais para o mercado europeu.

Um levantamento técnico encaminhado recentemente ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou fragilidades que podem comprometer o acesso de produtos brasileiros ao bloco europeu. O estudo aponta que atualmente existem 147 substâncias químicas autorizadas para uso agrícola no Brasil que são proibidas na União Europeia, além de 306 situações em que os limites de resíduos aceitos pelos europeus são mais rigorosos do que os padrões brasileiros.

O diagnóstico foi elaborado por especialistas do governo brasileiro que atuam em representações diplomáticas na Europa e monitoram as mudanças regulatórias que afetam o comércio agropecuário internacional.

Barreiras sanitárias ampliam riscos para exportações

De acordo com o relatório, o cenário atual representa uma vulnerabilidade crescente para as exportações brasileiras. A análise cruzou informações da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), revelando diferenças significativas entre os critérios adotados pelos dois mercados.

Na prática, produtos considerados regulares no Brasil podem enfrentar restrições ou até mesmo serem barrados na União Europeia caso apresentem resíduos químicos acima dos limites estabelecidos pelo bloco.

A preocupação é ainda maior porque a Europa tem ampliado gradualmente suas barreiras sanitárias e ambientais em resposta às pressões de produtores locais, que alegam concorrência desigual diante das exigências impostas internamente aos agricultores europeus.

Países como França já adotaram medidas mais rígidas para restringir a entrada de produtos com determinados resíduos químicos. Iniciativas semelhantes também avançam em outras nações europeias e dentro da própria Comissão Europeia.

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Mato Grosso pode ser um dos estados mais impactados

O alerta tem peso especial para Mato Grosso, líder nacional na produção de soja, milho, algodão e carne bovina, além de importante exportador de carne de frango.

O mercado europeu figura entre os destinos mais estratégicos para os produtos agropecuários do estado, especialmente aqueles com maior valor agregado e forte presença nas cadeias globais de abastecimento.

Caso novas barreiras sejam implementadas, os impactos poderão atingir diretamente produtores rurais, indústrias processadoras, exportadores e toda a cadeia logística ligada ao agronegócio mato-grossense.

Impasse sobre antibióticos amplia tensão comercial

Além da questão relacionada aos defensivos agrícolas, o Brasil também enfrenta um impasse com a União Europeia envolvendo o uso de antimicrobianos na produção animal.

Em maio, a Comissão Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados adequados às normas sanitárias do bloco relacionadas ao uso de antibióticos na pecuária. A decisão abre caminho para restrições às importações de carne brasileira a partir de setembro deste ano.

Embora os embarques continuem ocorrendo normalmente, o governo brasileiro busca uma solução técnica e diplomática para evitar prejuízos comerciais.

Documentos internos do Ministério da Agricultura indicam que o próprio governo já havia identificado dificuldades para atender integralmente às exigências europeias. Um parecer técnico elaborado em abril apontou limitações nos mecanismos de controle sanitário adotados no país.

Segundo os técnicos, parte das fragilidades está relacionada à dependência de autodeclarações feitas pelos próprios produtores e empresas, sem a existência de um sistema permanente de fiscalização independente em todas as propriedades e unidades produtivas.

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Governo adota medidas, mas prazo preocupa

Em resposta às exigências internacionais, o governo federal publicou recentemente novas portarias restringindo o uso de determinados antimicrobianos na produção animal.

Uma das medidas proíbe o uso de substâncias consideradas exclusivas da medicina humana, enquanto outra veta a utilização de antibióticos como promotores de crescimento em animais destinados ao consumo.

No entanto, o prazo de adaptação concedido pelo governo brasileiro, de 180 dias, ultrapassa o cronograma exigido pela União Europeia, que pretende aplicar as novas restrições já a partir de setembro.

Rastreabilidade e sustentabilidade ganham protagonismo

Além dos critérios sanitários, a União Europeia vem ampliando a cobrança sobre temas ligados ao desmatamento, rastreabilidade das cadeias produtivas e sustentabilidade ambiental.

Esses fatores estão se tornando cada vez mais determinantes para o acesso de produtos agropecuários ao mercado europeu e exigem adaptações por parte dos países exportadores.

Nos bastidores do setor, a avaliação é que o Brasil precisará fortalecer mecanismos de fiscalização, monitoramento e rastreabilidade para preservar sua competitividade internacional e garantir acesso aos mercados mais exigentes do mundo.

Desafio estratégico para o agro brasileiro

Para especialistas, o atual cenário representa um dos maiores testes recentes para o agronegócio nacional. A combinação de exigências sanitárias mais rigorosas, novas regras ambientais e crescente pressão regulatória internacional pode redefinir estratégias de produção e exportação nos próximos anos.

Em Mato Grosso, onde o agronegócio responde por parcela significativa da economia, o avanço dessas barreiras comerciais é acompanhado com atenção. O desafio será adaptar processos, ampliar controles e fortalecer a conformidade internacional para manter a presença dos produtos brasileiros em um dos mercados mais relevantes e exigentes do planeta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Leilão Rincon Show movimenta R$ 1,41 milhão e marca início da liquidação histórica da Rincon del Sarandy

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A Cabanha Rincon del Sarandy, referência na seleção genética da raça Angus no Brasil, deu início à sua aguardada maratona de liquidação com um resultado expressivo. Realizado no último sábado (31), em Porto Alegre (RS), o leilão Rincon Show comercializou 100% dos 73 animais ofertados, movimentando R$ 1,41 milhão e reunindo compradores de diversas regiões do país.

O evento, realizado às margens do Lago Guaíba, no restaurante 20Barra9, no Pontal Shopping, marcou o começo de uma série de 12 dias consecutivos de vendas que integram as comemorações dos 30 anos de seleção genética da propriedade sediada em Uruguaiana (RS).

Animais foram adquiridos por criadores de quatro estados

Os exemplares comercializados fazem parte do tradicional time de pista da Rincon del Sarandy e foram adquiridos por pecuaristas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

O remate registrou média de R$ 27.375,00 para as fêmeas Angus e de R$ 22.114,00 para os machos Angus, confirmando o forte interesse do mercado pela genética desenvolvida ao longo de três décadas de trabalho da cabanha.

O desempenho das vendas reforça a valorização da genética Angus de alto padrão, especialmente em um momento em que a busca por produtividade, eficiência e qualidade da carne segue impulsionando investimentos na pecuária nacional.

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Matrizes e doadoras reforçam destaque da liquidação

As vendas tiveram continuidade no domingo (1º), com a oferta de matrizes, grandes campeãs e doadoras que ajudaram a construir a base genética do rebanho da Rincon del Sarandy.

Durante o evento, os proprietários Martin Tellechea, Ignacio Tellechea e Claudia Indarte Silva destacaram a relevância dos animais ofertados para o futuro da pecuária nacional.

Segundo Martin Tellechea, a liquidação representa uma oportunidade rara para criadores interessados em incorporar genética consolidada aos seus plantéis.

“Estamos vendendo mais do que produtos. Estamos ofertando as fábricas da Rincon del Sarandy”, ressaltou o pecuarista durante o remate.

Maratona de leilões é considerada momento histórico

O leiloeiro Fábio Crespo destacou o caráter inédito da programação, que seguirá até o dia 10 de junho, totalizando 12 dias consecutivos de comercialização.

De acordo com Crespo, a combinação entre qualidade genética, tradição da cabanha e formato da liquidação transforma o evento em um dos mais relevantes do calendário pecuário brasileiro em 2026.

A condução dos negócios reúne as equipes da Parceria Leilões, Programa Leilões, Virtual Remates e Panorama Leilões.

Vinho em homenagem a Neco Tellechea emociona participantes

Um dos momentos mais marcantes da programação foi o pré-lançamento da linha de vinhos Baita, projeto anunciado por Martin Tellechea durante o evento.

O destaque ficou para o rótulo Neco, criado em homenagem ao pecuarista Neco Tellechea, figura histórica da pecuária gaúcha e referência na trajetória da Rincon del Sarandy.

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O vinho tinto será comercializado em garrafas de 1,5 litro e tem lançamento oficial previsto para setembro, durante a Expointer, em Esteio (RS).

Garrafas arrecadam recursos para ação solidária

As duas primeiras unidades do vinho Neco foram leiloadas durante o evento em uma ação beneficente.

Cada garrafa foi arrematada por R$ 16 mil pelos criadores José Paulo Dornelles Cairoli e Rubens Zogbi. O valor arrecadado será destinado ao movimento Uruguaiana Viva, iniciativa que apoia ações desenvolvidas em parceria com a Santa Casa de Caridade de Uruguaiana.

A ação uniu genética, tradição, solidariedade e emoção, reforçando o legado construído pela família Tellechea ao longo de três décadas de atuação na pecuária brasileira.

Liquidação histórica reforça legado da genética Angus

Com forte participação de compradores e liquidez total dos lotes ofertados, o início da maratona Rincon 30 Anos confirma a relevância da Rincon del Sarandy no cenário da pecuária nacional.

A expectativa do setor agora se volta para as próximas etapas da liquidação, que seguem oferecendo animais e matrizes responsáveis por consolidar uma das mais reconhecidas seleções genéticas da raça Angus no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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