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Vinícolas de Garibaldi brilham na Avaliação Nacional de Vinhos 2025

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Garibaldi reafirma sua posição de destaque no cenário da vinicultura nacional. Quatro vinícolas associadas à Associação de Produtores de Espumantes de Garibaldi (APEG) — Chandon, Vinícola Garibaldi, Ponto Nero e Vaccaro — tiveram 13 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos da Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2025, organizada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE).

Predomínio dos espumantes e diversidade enológica

Entre as amostras reconhecidas, seis são vinhos base para espumantes, reforçando a tradição de Garibaldi nesta categoria. As demais evidenciam a diversidade da produção local, com vinhos brancos, rosés e tintos de alta qualidade, mostrando evolução técnica das vinícolas associadas.

  • Chandon: três amostras na categoria Vinhos Base para Espumante, com variedades Chardonnay e Pinot Noir.
  • Cooperativa Vinícola Garibaldi: sete amostras selecionadas, incluindo Vinhos Base para Espumante, Vinhos Brancos Aromáticos e Não Aromáticos, além de Rosés.
  • Ponto Nero: uma amostra de Chardonnay na categoria Vinho Base para Espumante.
  • Vaccaro: duas amostras de vinhos tranquilos — Chardonnay (Vinho Branco Não Aromático) e Teroldego (Vinho Tinto Seco).
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Reconhecimento técnico reforça protagonismo de Garibaldi

Para o presidente da APEG, Ricardo Morari, o desempenho das vinícolas associadas demonstra a consistência técnica e a força da enologia local.

“Os resultados refletem o trabalho dedicado das nossas vinícolas. Garibaldi reafirma sua posição na produção de espumantes e, ao mesmo tempo, mostra maturidade na elaboração de vinhos tranquilos. É um orgulho ver nossas associadas entre os 30% que melhor representam a safra brasileira”, destacou Morari.

A Avaliação Nacional de Vinhos é a maior degustação de uma safra no país e, anualmente, seleciona os vinhos que melhor traduzem a qualidade da produção brasileira. Estar entre os 30% representativos é considerado sinônimo de excelência técnica e reconhecimento nacional.

APEG e o fortalecimento da vitivinicultura local

Criada em junho de 2025, a APEG tem como missão promover, proteger e valorizar o espumante de Garibaldi, além de fortalecer o reconhecimento das vinícolas locais em todas as suas expressões enológicas.

A entidade atua de forma integrada com o setor produtivo e o enoturismo, reafirmando o papel de Garibaldi como Capital Brasileira do Espumante e referência nacional na produção de vinhos e espumantes de qualidade.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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