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CAV completa 10 anos como referência no acolhimento às vítimas de violência no Acre

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Há dez anos, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) deu um passo que transformou sua forma de atuar na defesa dos direitos humanos. No dia 3 de junho de 2016, foi oficialmente instalado o Centro de Atendimento à Vítima (CAV), estrutura pioneira no estado criada para oferecer acolhimento humanizado, escuta qualificada e atendimento especializado às vítimas de violência.

Mais do que criar um novo setor, o MPAC fortaleceu uma atuação que coloca a vítima no centro da resposta institucional, oferecendo apoio e acompanhamento para quem enfrenta situações de violência.

A iniciativa começou a ser construída em 2015, a partir de estudos técnicos, análises de milhares de inquéritos policiais e do diálogo com a sociedade, que apontaram altos índices de reincidência da violência e situações frequentes de revitimização. A partir desse diagnóstico e do planejamento estratégico institucional do MPAC, foi estruturado um espaço voltado ao acolhimento, à proteção e ao fortalecimento das vítimas.

O centro foi criado em 2016, durante a primeira gestão do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, e teve entre suas idealizadoras a atual corregedora-geral do MPAC, Patrícia de Amorim Rêgo, que coordenou o serviço desde sua implantação até o início de 2026. A coordenação passou então a ser exercida pela promotora de Justiça Bianca Bernardes.

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Desde sua criação, o CAV atua com equipe multidisciplinar das áreas jurídica, psicológica e social, atendendo vítimas de violência doméstica, violência sexual, violência obstétrica, feminicídio e crimes motivados por discriminação e intolerância contra a população LGBTQIAPN+.

Ao longo dessa trajetória, milhares de pessoas encontraram no CAV um espaço seguro para serem ouvidas, orientadas e acompanhadas. Além do acolhimento, o centro oferece apoio, informação e encaminhamentos que contribuem para o rompimento de ciclos de violência e a garantia de direitos.

Para a coordenadora do CAV, promotora de Justiça Bianca Bernardes, os 10 anos do serviço representam a consolidação de uma atuação voltada ao acolhimento e à proteção das vítimas.

“O Centro de Atendimento à Vítima completa 10 anos como um espaço de acolhimento, orientação e encaminhamento de vítimas de violência. Ao longo desse período, o CAV também se consolidou como um importante apoio à atuação dos promotores de Justiça e no fortalecimento da proteção às pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.

Referência no acolhimento

Ao longo dos anos, o centro ampliou os atendimentos especializados, as visitas domiciliares e a articulação com a rede de proteção. Em 2019, a experiência foi reconhecida nacionalmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública como uma prática inovadora de acolhimento e atendimento humanizado às vítimas de violência.

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Mesmo durante a pandemia, o CAV manteve os atendimentos por meio de formatos remotos, híbridos e domiciliares, garantindo suporte às vítimas em um período de aumento da vulnerabilidade social e da violência doméstica.

O trabalho desenvolvido também resultou na criação de iniciativas como o Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), o projeto Amparador – voltado a familiares e órfãos de vítimas de feminicídio –, o Feminicidômetro, o Escuta MP: com lupa de gênero e o Amplia CAV.

Em 2024, o projeto Amparador recebeu reconhecimento nacional ao conquistar o Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, destinado a iniciativas de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

Além do atendimento presencial, o CAV disponibiliza um canal online para denúncias, pedidos de apoio e acesso a informações sobre os serviços oferecidos. O atendimento pode ser solicitado por meio do portal: https://cav.mpac.mp.br

Fonte: Ministério Publico – AC

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Administração Superior realiza visitas a promotorias do interior para fortalecer diálogo e ouvir demandas locais

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O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, realizou nesta terça-feira, 2, visitas institucionais às Promotorias de Justiça do Bujari e de Sena Madureira. A agenda teve como foco o fortalecimento da integração entre a gestão e as equipes que atuam no interior do estado, além do levantamento de demandas voltadas à melhoria da infraestrutura das unidades ministeriais.

Acompanharam a agenda o assessor de Relações Institucionais, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes; a ouvidora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues; além da equipe técnica das diretorias de Administração e Tecnologia da Informação.

Durante as visitas, foram realizadas reuniões com membros e servidores para ouvir demandas, conhecer de perto a realidade de cada unidade e discutir medidas que contribuam para o aprimoramento das condições de trabalho.

Além do diálogo com as equipes, a comitiva realizou inspeções nas instalações das unidades para verificar in loco as necessidades de manutenção predial corretiva e identificar intervenções capazes de proporcionar mais segurança, conforto e funcionalidade aos ambientes de trabalho.

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O procurador-geral de Justiça explicou que as visitas integram a política de aproximação da atual gestão com as unidades ministeriais do interior, reforçando o compromisso com a valorização de membros e servidores, a melhoria contínua das condições de trabalho e o fortalecimento do atendimento à população em todas as regiões do estado.

“Essas visitas permitem conhecer a realidade de cada unidade, ouvir quem está na linha de frente da atuação ministerial e planejar ações que contribuam para a melhoria da estrutura física e para o fortalecimento do trabalho desenvolvido em benefício da sociedade”, afirmou.

Participaram das reuniões os promotores de Justiça Julia Fernandes, Taís Leite, José Eduardo Galvão e Wanderley Barbosa. Eles destacaram a importância da presença da Administração Superior nas unidades do interior, ressaltando que a iniciativa aproxima a gestão das realidades locais e contribui para a construção de “soluções mais adequadas às necessidades enfrentadas no cotidiano das promotorias”.

Durante os encontros, o assessor de Relações Institucionais, Sammy Barbosa Lopes, e a ouvidora-geral, Kátia Rejane, reafirmaram o compromisso da Administração Superior com o dialogo e a escuta permanente. Na oportunidade, também desejaram sucesso aos promotores recém-ingressos que atuam nos municípios.

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Fotos: Diego Negreiros
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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