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MPAC apresenta plataforma digital e alinha com o Iphan estratégias para proteção do patrimônio cultural no Acre
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) apresentou uma plataforma digital voltada à divulgação, ao monitoramento e à sistematização de informações sobre o patrimônio cultural acreano, durante reunião de alinhamento com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizada na quarta-feira, 25.
A ferramenta pretende ampliar a transparência institucional, facilitar o compartilhamento de dados técnicos e fortalecer o acesso da sociedade a informações sobre bens culturais protegidos, como sítios arqueológicos, bens edificados e manifestações de natureza imaterial. Também permitirá maior eficiência no acompanhamento de áreas sensíveis, no cruzamento de dados espaciais e na instrução de procedimentos administrativos e judiciais.
O encontro teve como foco a implementação do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que estabelece mecanismos de cooperação técnica, administrativa e operacional entre MPAC, Iphan e Ministério Público Federal para a proteção do patrimônio cultural no estado. Estiveram presentes o coordenador-geral do Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NAT), promotor de Justiça Rodrigo Curti, o titular da 1ª Promotoria Especializada de Habitação e Urbanismo e Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural, promotor de Justiça Luis Henrique Rolim, e representantes do Iphan.
“Para fortalecer essa parceria, é fundamental consolidar essas informações e fazer com que o trabalho realizado pelos técnicos do NAT não fique restrito aos processos, procedimentos e promotorias. A proposta é organizar e dar visibilidade a esses dados, permitindo que o Ministério Público promova maior transparência das informações”, disse o coordenador do NAT.
Durante a reunião, também foram alinhadas estratégias para a execução das ações previstas no acordo, incluindo o mapeamento e monitoramento contínuo de sítios arqueológicos, com destaque para os geoglifos, a realização de fiscalizações conjuntas, a responsabilização por danos ao patrimônio cultural, o fortalecimento da tutela do patrimônio edificado e a promoção de ações de educação patrimonial.
A atuação integrada entre MPAC, Iphan e Ministério Público Federal busca ampliar a efetividade das medidas de proteção ao patrimônio cultural no estado, promovendo governança compartilhada, segurança jurídica e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à preservação da memória e da identidade acreanas.

A iniciativa contou ainda com a participação das equipes do NAT, órgão de apoio técnico e operacional às atividades finalísticas do Ministério Público. Na área técnico-científica, integram o grupo Leonardo Hadad de Oliveira, Gabriela Soares Solá, Mariane Pita Sá e Luana Cunha Matsuo. Já na equipe de desenvolvimento, participaram Marcus Aurélius Hakozaki, Weslley Higor Campos Ferreira, Guilherme Bom Despacho Lemo Vieira e João Cláudio Pereira Santana.
Fonte: Ministério Publico – AC
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Jordão: MPAC obtém decisão liminar que suspende contrato de R$ 400 mil para show
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Tarauacá e Jordão, obteve decisão liminar favorável em ação civil pública que resultou na suspensão imediata de um contrato firmado pelo Município de Jordão para a realização de um show artístico previsto para as comemorações do aniversário da cidade.
A ação foi ajuizada em face do Município, do prefeito Francisco Naudino Ribeiro Souza e da secretária municipal de Administração, Obras e Infraestrutura, Elecilda Ribeiro Souza, com o objetivo de suspender e anular o Contrato de Prestação de Serviços nº 016/2026, no valor de R$ 400 mil, destinado à apresentação do cantor Evoney Fernandes, agendada para o dia 28 deste mês.
“A atuação do MPAC visa garantir a correta aplicação dos recursos públicos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social, assegurando que as prioridades da gestão estejam alinhadas ao interesse coletivo”, explica o promotor de Justiça Lucas Iwakami.
Na decisão, o Poder Judiciário reconheceu a presença dos requisitos legais para concessão da tutela de urgência, destacando indícios de irregularidades no processo de contratação por inexigibilidade de licitação. Entre os pontos considerados estão a possível existência de sobrepreço e falhas na pesquisa de mercado.
Outro aspecto relevante apontado foi a possível violação aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tendo em vista que o município apresenta indicadores sociais sensíveis e enfrenta dificuldades estruturais em áreas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. Nesse contexto, o investimento de elevado valor em um evento festivo foi considerado, em análise preliminar, incompatível com as prioridades da administração pública.
Com a decisão, foram determinadas a suspensão imediata da execução do contrato, a proibição da realização do show e a vedação de qualquer pagamento relacionado ao contrato, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada ao valor do contrato.
Kelly Souza- Agência de Notícias do MPAC
Foto: Uêslei Araújo/Sete – Governo do Acre
Fonte: Ministério Publico – AC
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