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MPAC articula medidas para melhorar atendimento a pessoas com lúpus no Acre

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência (CAOP Saúde-DI), promoveu, nesta quarta-feira, 7, na sede da instituição, em Rio Branco, uma reunião para discutir medidas voltadas à melhoria do atendimento às pessoas com lúpus no Acre.

O encontro reuniu representantes da Câmara Municipal de Rio Branco, Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), Centro de Referência de Medicamentos Especiais (Creme), Ministério da Saúde, Defensoria Pública do Estado (DPE), Associação de Pessoas com Lúpus e outros setores envolvidos na assistência aos pacientes.

A reunião foi conduzida pela procuradora de Justiça e coordenadora do CAOP Saúde-DI, Gilcely Evangelista de Araújo Souza, e pelo defensor público Gerson Boaventura. A iniciativa surgiu a partir das discussões realizadas durante uma sessão na Câmara Municipal de Rio Branco, que abordou as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com lúpus para obter diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado.

“É importante promover o diálogo entre as instituições envolvidas, avaliar as dificuldades existentes e definir encaminhamentos conjuntos, especialmente com a criação de um grupo de trabalho que proporcione maior qualidade no acesso a consultas, exames, medicamentos e acompanhamento com profissionais especializados. Essa reunião se originou de uma sessão na Câmara dos Vereadores, na qual assumimos o compromisso de reunir os órgãos envolvidos para dar mais espaço às pessoas portadoras de lúpus e buscar soluções para as dificuldades enfrentadas no sistema de saúde”, afirmou Gilcely Evangelista.

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Na sequência, Gerson Boaventura agradeceu a presença dos participantes e destacou a importância de aproveitar as discussões iniciadas na Câmara Municipal para construir encaminhamentos voltados às demandas das pessoas com lúpus.

“Quero agradecer a presença de todos vocês. Nós tenhamos um encontro bastante proveitoso, dentro desse quadro que nos tocou e nos fez produzir uma reunião diferente aqui hoje, diante daquilo que ouvimos e conseguimos aproveitar daquele evento lá na Câmara Municipal”, disse.

A reunião contou ainda com a presença do presidente da Câmara, Joabe Lira, e da presidente da Fundhacre Soron Steiner, além de representantes das demais instituições convidadas.

Durante o encontro, foram discutidas dificuldades relacionadas ao acesso a exames, consultas com especialistas e medicamentos, além da necessidade de aprimorar o fluxo de atendimento entre a Atenção Primária e a assistência especializada.

Entre os encaminhamentos definidos está a articulação com a Atenção Primária para qualificar a investigação inicial de pacientes com suspeita de lúpus e outras doenças reumatológicas. A proposta inclui a realização de capacitações, em conjunto com a Escola Técnica de Saúde Pública e profissionais especialistas, para orientar os trabalhadores sobre os critérios de investigação e encaminhamento para a reumatologia.

Um dos encaminhamentos é a realização de um levantamento junto à Regulação Estadual para identificar pacientes já diagnosticados com lúpus que permanecem na fila geral de reumatologia. A partir desse levantamento, a proposta é direcionar os pacientes para a agenda específica do ambulatório de lúpus, de modo a organizar a demanda e facilitar o acompanhamento especializado.

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Também foi discutida a implantação de um ponto de atendimento do Centro de Referência de Medicamentos Especiais (Creme) nas dependências da Fundhacre. A medida tem como objetivo facilitar a conferência, o cadastramento e a correção de eventuais erros materiais na documentação dos pacientes, evitando que falhas administrativas impeçam ou atrasem o acesso aos medicamentos.

Outra medida prevê o fortalecimento da utilização da Telemedicina e da Telesaúde como ferramentas de apoio à Atenção Primária. A intenção é ampliar a discussão de casos entre médicos generalistas e especialistas, contribuindo para a qualificação dos encaminhamentos e para um atendimento mais adequado aos pacientes.

A representante da Associação de Pessoas com Lúpus, Narcelia Barbosa, destacou a importância da articulação entre os órgãos para enfrentar as dificuldades encontradas pelos pacientes.

“As pessoas com lúpus enfrentam dificuldades para ter acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado. Quero agradecer ao Ministério Público pela convocação desta reunião e pela oportunidade de reunir os órgãos responsáveis para nos explicar sobre essas dificuldades, principalmente para buscar soluções concretas. Reforço que a nossa intenção é construir, de forma conjunta, caminhos que possam melhorar a assistência, a saúde e a qualidade de vida”, afirmou.

Texto: Marcelina Freire
Fotos: Jean Oliveira
Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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Bujari: MPAC realiza edição do projeto Proteja Mulher

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero) e do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CAOP-DH), com o apoio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Bujari, realizou, entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, uma edição do projeto Proteja Mulher no município.

A iniciativa teve como objetivo conhecer a estrutura e o funcionamento da rede local de enfrentamento à violência contra as mulheres, identificar os serviços disponíveis e levantar demandas e dificuldades no atendimento. As atividades contaram com a participação do promotor de Justiça Eduardo Lopes Farias.

Ao longo da programação, a equipe do MPAC realizou entrevistas e reuniões com representantes do Poder Judiciário, Defensoria Pública, polícias Civil e Militar, Conselho Tutelar, áreas de assistência social, saúde e educação, Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, além dos poderes Executivo e Legislativo municipais.

As informações levantadas serão utilizadas na elaboração de um diagnóstico sobre a atuação da rede em Bujari, com a identificação de necessidades e possíveis lacunas nos serviços e fluxos de atendimento.

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A programação também incluiu uma oficina com profissionais que atuam no atendimento às mulheres em situação de violência. Durante a atividade, foram apresentados dados sobre feminicídio, violência doméstica e familiar e violência sexual no Acre, além de discussões sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, o acolhimento humanizado das vítimas e os mecanismos de proteção.

O projeto Proteja Mulher busca conhecer a realidade dos municípios e contribuir para o aprimoramento da atuação dos órgãos e serviços responsáveis pela prevenção e pelo enfrentamento à violência de gênero.

Fonte: Ministério Publico – AC

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