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MPAC discute orçamento da criança e do adolescente e implantação do acolhimento familiar na região do Juruá
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Mâncio Lima e Rodrigues Alves e do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Criança e do Adolescente e de Execução de Medidas Socioeducativas (CAOPCA), realizou, nos dias 4 e 5 de novembro, uma reunião com representantes das prefeituras de Mâncio Lima e Rodrigues Alves para tratar sobre o Orçamento Criança e Adolescente do Município (Ocam) e a implantação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SAF).
O encontro contou com a parceria da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Seasdh), e teve como objetivo sensibilizar gestores públicos, vereadores e conselheiros sobre a importância de implementar os programas, fundamentais para assegurar o princípio da prioridade absoluta à infância e à adolescência.
Durante a reunião, foram apresentadas a metodologia do Ocam, que possibilita o acompanhamento mais preciso e transparente dos recursos destinados à garantia de direitos de crianças e adolescentes, e as diretrizes para implantação do acolhimento familiar, que oferece um lar temporário e seguro a crianças e adolescentes afastados de suas famílias por determinação judicial.
O promotor de Justiça Washington Guedes Pequeno destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos e o fortalecimento da rede de proteção. “Temos na legislação uma série de direitos que tutelam a criança e o adolescente, mas de nada valem se não fortalecermos os profissionais engajados em toda a rede de proteção. Daí a importância da atuação conjunta do CAOP e das secretarias nos municípios”, afirmou.


O promotor de Justiça Pablo Leones Monteiro Machado reforçou a relevância do acolhimento familiar como alternativa à institucionalização. “É fundamental priorizar o acolhimento familiar como forma de garantir um ambiente mais afetuoso, estável e propício ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. A convivência familiar e comunitária contribui para o fortalecimento dos vínculos afetivos e para a construção de uma trajetória de vida mais saudável”, disse.
Fortalecimento da rede de proteção e acolhimento familiar
A chefe da Divisão de Alta Complexidade da Seasdh, Nair Mamed, enfatizou que o fortalecimento das ações municipais é essencial para efetivar o direito das crianças e adolescentes à convivência familiar.
“Fortalecer a atuação dos municípios significa fortalecer o próprio direito de crianças e adolescentes a crescerem em ambiente familiar, seguro e afetivo. O acolhimento familiar é uma política pública que se concretiza quando o município assume, com compromisso e responsabilidade, o papel de protagonista na sua implementação”, afirmou.
Já a diretora de Planejamento Estratégico e Governança da Seplan, Regiani Cristina de Oliveira, explicou que o Ocam permite identificar com clareza os investimentos públicos voltados à infância e adolescência. “O Ocam é uma metodologia de recorte do orçamento exclusivo e não exclusivo destinado a esse público e traz maior transparência na aplicação dos recursos”, destacou.
Como encaminhamentos, ficou pactuada a criação do Grupo de Trabalho (GT) da Família Acolhedora de Mâncio Lima, que será instituído por meio de decreto municipal, e o compromisso de Rodrigues Alves em alinhar, junto aos demais prefeitos da região, um plano de ação para a implantação do Serviço de Acolhimento Familiar, seja de forma regionalizada ou por meio de consórcio intermunicipal.
Também será criado o Comitê de Orçamento da Criança e do Adolescente (Ocam) em ambos os municípios, a ser formalizado por decreto, com posterior envio de minuta de projeto de lei às respectivas Câmaras de Vereadores.
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa da 8ª Reunião Ordinária do CNPG em Brasília
O Ministério Público do Acre (MPAC) participou, nesta quarta-feira, 23, do encerramento da 8ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG), realizada no Escritório de Representação dos Ministérios Públicos, em Brasília.
A reunião foi presidida pelo procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado da Bahia e presidente do CNPG, Pedro Maia Souza Marques.
O MPAC esteve representado pelo procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto. Também estiveram presentes o procurador de Justiça Samy Barbosa Lopes, procurador-geral adjunto Institucional do MPAC; o promotor de Justiça Adenilson de Souza, subprocurador-geral de Governança Institucional do MPAC; e o promotor de Justiça Rodrigo Curti, titular da Promotoria Especializada de Tutela do Direito Difuso à Segurança Pública e coordenador do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-AC) do MPAC.

O encontro encerra a programação da 3ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG – Eixo Segurança Pública, realizada nos dias 21 e 22, no auditório do Ministério Público Militar e na sede do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília.
A tônica que abriu a programação foi apresentada na segunda-feira, 21, durante solenidade no auditório do Ministério Público Militar, com palestra do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Carlos Brandão. Segundo o CNPG, o enfrentamento à criminalidade organizada passa pelo aprofundamento da governança em rede e pela atuação integrada das instituições do Sistema de Justiça.


“O crime organizado trabalha em rede e nós ainda trabalhamos, muitas vezes, de forma piramidal e burocratizada”, afirmou o ministro Carlos Brandão, ao defender uma mudança na forma de atuação das instituições públicas diante dos desafios contemporâneos. Para o ministro, o conhecimento excessivamente fragmentado e as estruturas burocráticas tradicionais limitam a velocidade das respostas institucionais, e o STJ está aberto a recepcionar contribuições do Ministério Público em temas relevantes que formem precedentes na área penal.
Na solenidade, o presidente do CNPG, Pedro Maia, destacou que a segurança pública é atualmente a principal preocupação da população brasileira. “Quando se fala de segurança pública, especialmente neste momento que antecede as eleições, estamos falando do tema número um para toda a população, em todos os rincões do País”, afirmou, ao defender a união dos Ministérios Públicos na construção de estratégias nacionais. “É preciso orçamento, unidade, estudo e cooperação”, completou, ao citar investimentos em inteligência, tecnologia, uso de inteligência artificial e qualificação profissional.
O coordenador do Eixo Temático de Segurança Pública do CNPG e presidente do Grupo Nacional de Execução Penal (GNEP), Leonardo Quintans, ressaltou que a nova organização em grandes eixos temáticos tem possibilitado maior integração. “Temos problemas comuns e precisamos construir soluções comuns, preservando as realidades locais”, afirmou Quintans.
MPAC destaca prioridade da segurança pública
Na avaliação do procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, os debates ocorridos nos grupos temáticos do Eixo de Segurança Pública demonstram a prioridade conferida ao tema no âmbito do Ministério Público brasileiro.
“A questão da segurança pública é uma grande preocupação dos Ministérios Públicos, e isso foi demonstrado durante as reuniões dos grupos temáticos. Tivemos debates muito qualificados, que trataram de problemas comuns a todos os Estados, com a construção de soluções comuns, respeitando as realidades locais. O Ministério Público do Acre participou com grande efetividade desses debates”, destacou o procurador-geral.
O MPAC participou da 3ª Reunião Executiva com efetividade, com membros de diversas frentes de atuação, nos dias 21 e 22, integrando os Grupos Nacionais do Eixo Segurança Pública. Compuseram a delegação acreana as promotoras de Justiça Laura Cristina de Almeida Miranda, Maria Fátima Ribeiro e Bianca Bernardes de Moraes Silva e os promotores de Justiça Júlio César de Medeiros Silva e Teotônio Rodrigues Soares Júnior.
Durante a 8ª Reunião Ordinária, o CNPG apresentou, nesta quarta-feira, 23, os principais resultados e encaminhamentos da terceira reunião executiva dos Grupos Nacionais do Eixo de Segurança Pública. A apresentação foi conduzida pelo presidente Pedro Maia, conforme matéria oficial publicada pelo Conselho na mesma data.
O Eixo de Segurança Pública é formado pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), de Coordenadores de Centro de Apoio Criminal (GNCCRIM), de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (GNDOET), de Execução Penal (GNEP), de Controle Externo da Atividade Policial (GNCEAP) e do Júri (GNJ).
Entre os temas discutidos pelos Grupos Nacionais estão o uso de bloqueadores de sinal em unidades prisionais em âmbito nacional e a participação do Ministério Público nas discussões relacionadas ao indulto e à elaboração do decreto sobre a matéria.
Também foram apresentadas propostas de contribuição do Ministério Público ao aperfeiçoamento do programa Pena Justa e para o controle externo da atividade das guardas municipais, a partir de diagnósticos individualizados nos Estados e considerando as diferentes realidades locais.
Outros encaminhamentos envolveram a possibilidade de uma ação nacional voltada à recuperação de ativos no setor de combustíveis, discussões relacionadas à reforma tributária e a reavaliação dos Comitês Interinstitucionais de Recuperação de Ativos (Cira).
Integração da comunicação e acompanhamento legislativo
A reunião contou, ainda, com a apresentação de propostas do Grupo Nacional de Comunicação (GNCOM), presidido pelo procurador-geral de Justiça de Sergipe, Nilzir Vieira Júnior, com o objetivo de ampliar a integração da comunicação institucional do Ministério Público brasileiro.
Entre as propostas estão a elaboração de um guia para orientar o uso de inteligência artificial pelos setores de comunicação dos Ministérios Públicos, a criação de um canal oficial do CNPG no YouTube e a realização de uma campanha nacional para mostrar, por meio de depoimentos de cidadãos, o impacto da atuação do Ministério Público na vida das pessoas.
Durante a reunião, o Instituto Serafim apresentou serviço de consultoria especializada para apoiar o acompanhamento legislativo na Câmara dos Deputados, com o objetivo de oferecer suporte aos trabalhos desenvolvidos pelo Grupo Nacional de Acompanhamento Legislativo (GNL), presidido pelo procurador de Justiça aposentado Marfan Vieira. O serviço prevê suporte especializado para o acompanhamento da agenda legislativa e das proposições em tramitação no Congresso Nacional relacionadas a temas de interesse do Ministério Público.
A reunião do CNPG contou com a presença dos conselheiros do Conselho Nacional do Ministério Público Fernando Comin, corregedor nacional do Ministério Público, Clementino Rodrigues e Alexandre Magno; do subprocurador-geral da República Antônio Edílio; e do presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Tarcísio Bonfim.
Texto: Chico Araújo
Fotos: Humberto Filho / CNPG
Fonte: Ministério Publico – AC
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