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MPAC e Corregedoria Nacional visitam Aldeia Morada Nova para ouvir população indígena

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Com o objetivo de aproximar o Ministério Público das comunidades indígenas e ouvir suas demandas, o projeto Corregedoria Itinerante, da Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), realizou mais uma edição nesta quarta-feira, 1º, na Aldeia Morada Nova, território do povo Shanenawa. Além de integrantes do MPAC, a edição contou com a presença do corregedor nacional do Ministério Público, Conselheiro Ângelo Fabiano Farias.

Durante o encontro, representantes de 10 aldeias apresentaram reivindicações relacionadas a temas como saúde, educação, segurança alimentar, preservação ambiental e proteção das mulheres contra a violência, além dos impactos do crime organizado sobre os modos de vida tradicionais. As demandas foram formalizadas em um documento entregue á Corregedoria Nacional e ao MPAC.

O procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, destacou que a iniciativa de se aproximar da comunidade e ouvir suas necessidades fortalece a confiança entre o Ministério Público e os povos indígenas, reafirmando o compromisso da instituição em tornar a proteção de direitos uma realidade também nesses territórios.

“O Ministério Público só cumpre verdadeiramente a sua missão quando se dispõe a escutar aqueles a quem deve servir, sobretudo os que mais enfrentam barreiras para terem seus direitos assegurados. Mas este momento não se limita a identificar problemas. Ele também é um convite a reconhecer a força, a sabedoria e os valores que os povos indígenas carregam e que têm muito a ensinar a todos nós. O MPAC se compromete a aprender com essas vozes e caminhar ao lado delas, não como quem impõe soluções de fora para dentro, mas como quem constrói, junto, alternativas que respeitem a cultura e a dignidade de cada povo.”

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O corregedor nacional, Ângelo Fabiano Farias, lembrou que o Ministério Público tem como uma de suas missões a defesa dos direitos das populações indígenas e que estar próximo das comunidades é fundamental para compreender suas necessidades.

“Uma das nossas missões é a defesa dos direitos das populações indígenas. Por isso, é tão importante estarmos presentes aqui, para compreender de perto suas demandas. Essas demandas terão o devido encaminhamento a fim de que as políticas públicas sejam implementadas gradativamente, promovendo melhorias efetivas para a população”, afirmou.

O corregedor-geral do MPAC destacou que o projeto Corregedoria Itinerante reafirma o compromisso do Ministério Público de estar presente onde as demandas sociais são mais urgentes, reconhecendo que cada comunidade possui especificidades que precisam ser respeitadas.

“Quem é verdadeiramente democrático caminha junto ao povo. Precisamos estar próximos das comunidades, especialmente daquelas que mais necessitam de cidadania. Este é um espaço de escuta: a Corregedoria compreende que é ouvindo que podemos orientar rumos e escolher os melhores caminhos, já que as realidades sociais são diversas e singulares”, disse.

Para o cacique da Aldeia Morada Nova, Carlos Brandão, o encontro foi uma oportunidade de mostrar que os povos indígenas são os principais guardiões das florestas, mas também têm necessidades que precisam ser atendidas.

“Precisamos de coisas fundamentais, que começam com respeito. Nosso povo é guardião das florestas, dos animais e da terra que nos dá alimento todos os dias. É essencial acompanhar melhorias na educação, na saúde, no saneamento e na valorização da nossa cultura. Esperamos que, com essa parceria, possamos mostrar nossa realidade, apresentar nosso projeto de vida e compartilhar o que desejamos para o nosso futuro”, afirmou.

Também participaram da agenda na Aldeia Morada Nova o secretário-geral da Corregedoria, promotor de Justiça Washington Moreira; a presidente da Associação de Membros do Ministério Público do Acre (Ampac), promotora de Justiça Juliana Hoff; os promotores de Justiça Juleandro Martins (coordenador do projeto TXAI: Atuação do MPAC na defesa dos povos indígenas), Bianca Bernardes e Giovana Stachetti; além do prefeito de Feijó, Railson Ferreira.

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Projeto TXAI

Além do documento que reúne as principais necessidades da população indígena, foi entregue ao corregedor nacional um relatório detalhando as atividades do Projeto TXAI: O MPAC na Defesa dos Povos Indígenas, destacando as ações da instituição voltadas à proteção de direitos, à valorização cultural e à promoção da cidadania.

O relatório foi entregue pelo procurador-geral, Danilo Lovisaro, e pelo coordenador do projeto, promotor de Justiça Juleandro Martins. O objetivo é apresentar os resultados à Corregedoria, para que as ações exitosas possam ser estudadas e, futuramente, replicadas em outros Ministérios Públicos.

Fotos: Diego Negreiros

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC celebra 14 anos do NAT com ciclo de palestras sobre inteligência, tecnologia e território

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) iniciou, nesta segunda-feira, 28, o ciclo de palestras “Inteligência, Território e Resultados”, promovido em alusão aos 14 anos do Núcleo de Apoio Técnico (NAT). A programação reúne integrantes do MP acreano e especialistas do Ministério Público do Paraná (MPPR) para o compartilhamento de experiências e conhecimentos aplicados à atuação ministerial.

Criado em setembro de 2012, o NAT presta assessoramento técnico especializado aos membros e órgãos de execução do MPAC. Ao longo dos anos, o Núcleo passou por reestruturações e ampliou sua atuação, contribuindo com análises, informações e conhecimentos especializados em diferentes áreas.

Durante a abertura da programação, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, destacou a trajetória do NAT e suas contribuições para qualificar a atuação do Ministério Público. Ele também apresentou dados sobre o trabalho desenvolvido pelo órgão auxiliar, que, somente neste ano, recebeu 9.672 solicitações de apoio técnico, das quais mais de 8 mil já foram concluídas.

“O que o NAT fez dentro do Ministério Público foi permitir que a instituição contemplasse a mesma realidade por diferentes e novos ângulos. Celebrar essa história é reconhecer as pessoas que ajudaram a abrir cada uma dessas janelas. É um trabalho que assume muitas formas: está na análise de dados, na vistoria de uma escola, na perícia de informações digitais, na criação de uma ferramenta tecnológica, no desenvolvimento de um estudo e em muitas outras maneiras de apoiar e qualificar nossa atuação”, afirmou.

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O coordenador do NAT, promotor de Justiça Rodrigo Curti, falou sobre a evolução do Núcleo ao longo dos 14 anos, destacando o reconhecimento nacional alcançado por iniciativas de tecnologia e inovação desenvolvidas pela equipe. Também prestou homenagem aos coordenadores que o antecederam e aos servidores que integram e ajudaram a construir a trajetória do NAT. “São 14 anos de muitos desafios. De lá para cá, evoluímos muito e só temos a agradecer a todos os servidores que integram a equipe”, disse.

A corregedora-geral, Patrícia de Amorim Rêgo, que estava à frente da Procuradoria-Geral de Justiça quando o NAT foi criado, ressaltou a importância do trabalho desenvolvido pelo Núcleo diante dos desafios contemporâneos. “Fico muito feliz de ver que a criação do NAT foi uma escolha muito acertada. Nossa realidade tem se complexificado cada vez mais, e a produção de conhecimento é o caminho para responder a isso”, afirmou.

Além de integrante do Ministério Público, o evento contou com a presença do superintendente da Agencia Brasileira de Inteligência (Abin) no Acre, Éder Manfrim.

Inteligência e tecnologia

A programação do primeiro dia teve início com a palestra “Atividade de Inteligência no Ministério Público”, ministrada pela promotora de Justiça Janaína Bruel Marques, chefe do Núcleo de Inteligência do MPPR. Ela apresentou aspectos da atividade de inteligência aplicada à atuação ministerial, como análise de informações, produção de conhecimento e identificação de riscos para subsidiar a atuação de promotores.

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“O que fazemos hoje é uma troca, uma conversa sobre a atividade de inteligência. A atividade de inteligência é permanente e destinada à produção e à difusão do conhecimento. Trabalhamos com uma grande quantidade de informações para produzir conhecimento que possa subsidiar a atuação dos membros”, explicou a promotora ao apresentar exemplos do uso da inteligência no MPPR.

Na sequência, a geógrafa Maurielle Felix da Silva apresentou a palestra “Gaia: tecnologia e dados a serviço do meio ambiente”. A ferramenta Gaia utiliza análise geoespacial e cruzamento automatizado de dados para identificar indícios de desmatamento, queimadas e outros ilícitos ambientais. Durante a apresentação, Maurielle mostrou como o uso integrado de informações territoriais e recursos tecnológicos pode auxiliar na identificação de áreas afetadas e na produção de informações para fundamentar a atuação do Ministério Público.

O ciclo de palestras alusivo ao aniversário do NAT continua nesta terça-feira, 29, com novas atividades voltadas à inteligência e ao uso de informações territoriais.

Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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