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MPAC fortalece parceria com a Polícia Militar para ampliar ações de enfrentamento à violência contra as mulheres no Acre
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), realizou, nesta quarta-feira, 30, uma visita institucional ao Comando-Geral da Polícia Militar do Estado do Acre (PMAC) para fortalecer a parceria entre as instituições e alinhar ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
A agenda foi conduzida pela promotora de Justiça Bianca Bernardes de Moraes, coordenadora-geral do CAV e do OBSGênero, que se reuniu com a comandante-geral da Polícia Militar do Acre, coronel Marta Renata.
Durante o encontro, foram discutidas estratégias para ampliar a atuação integrada e fortalecer os mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Entre os assuntos tratados, esteve a possibilidade de estabelecer uma parceria para o compartilhamento de informações e dados produzidos pela PMAC, que poderão contribuir para o estudo nacional “Gênero e Sexualidade nos Processos Criminais e Midiáticos: Violências e Permanências”, desenvolvido pelo Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A pesquisa é desenvolvida no Acre em parceria com o MPAC, por meio do OBSGênero, e contempla, entre seus eixos de análise, questões relacionadas à Segurança Pública e à população LGBTI+. Os dados levantados poderão contribuir para a compreensão das diferentes formas de violência e para o aprimoramento de políticas públicas de proteção e garantia de direitos.
Diálogo com a Patrulha Maria da Penha
Durante a visita, a promotora Bianca Bernardes também se reuniu com a coordenadora da Patrulha Maria da Penha no Acre, tenente-coronel Cristiane Soares. O encontro permitiu conhecer de forma mais detalhada o trabalho desenvolvido pela unidade, especialmente no acompanhamento das Medidas Protetivas de Urgência e na proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Na ocasião, a promotora colocou os serviços oferecidos pelo CAV e pelo OBSGênero à disposição da Patrulha Maria da Penha, ouviu as demandas apresentadas pela coordenadora e se comprometeu a avaliar os encaminhamentos que possam ser realizados pelo MPAC dentro de suas atribuições.
Para Bianca Bernardes, a aproximação entre as instituições é importante para qualificar a resposta oferecida às mulheres em situação de violência.
“O enfrentamento à violência contra as mulheres exige uma atuação articulada, permanente e comprometida de todas as instituições que integram a rede de proteção. A Polícia Militar desempenha um papel fundamental nesse trabalho, tanto por meio do Comando-Geral quanto da Patrulha Maria da Penha. Essa visita reafirma o compromisso do Ministério Público do Estado do Acre em fortalecer essa parceria”, afirmou.
A agenda integra as ações do MPAC voltadas ao fortalecimento da articulação com os órgãos que atuam na proteção das mulheres e ao aprimoramento da atuação conjunta diante das situações de violência de gênero no estado.
Fonte: Ministério Publico – AC
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Assis Brasil: MPAC acompanha condições de acolhimento de migrantes na fronteira
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Assis Brasil, instaurou um procedimento administrativo, para apurar as condições de acolhimento e atendimento à população migrante no município. O procedimento é conduzido pela promotora de Justiça substituta Renata Barbosa.
A iniciativa decorre de uma inspeção realizada no local, que identificou superlotação e problemas na alimentação, no abastecimento de água e na estrutura física do imóvel, como rachaduras, infiltrações, mofo e instalações danificadas.
O MPAC oficiou a Secretaria Municipal de Assistência Social para realizar diligência na unidade e apresentar dados sobre as crianças acolhidas, a necessidade de atendimento médico e as condições da alimentação. O Núcleo de Apoio Técnico (NAT) do MPAC também foi acionado para avaliar as condições estruturais, sanitárias e de habitabilidade da unidade, incluindo a capacidade de atendimento.
“Assis Brasil não pode arcar sozinho com uma responsabilidade que é do Estado brasileiro como um todo. A falta de estrutura adequada deixa desprotegidos tanto os migrantes, que muitas vezes chegam sem recursos e sem rede de apoio, quanto os moradores, que precisam de serviços de saúde, assistência e segurança pública funcionando”, afirmou a promotora.
Além do acompanhamento da unidade, o MPAC atua no fortalecimento da rede de proteção e das forças de segurança na região de fronteira para prevenir violações de direitos de crianças e adolescentes que circulam entre Assis Brasil e Iñapari, no Peru.

O MPAC orienta que situações de violência, especialmente contra crianças e adolescentes, sejam comunicadas ao Conselho Tutelar de Assis Brasil, pelo telefone (68) 99231-3196, à Polícia Militar, pelo 190, ou a Disque 100, que garante o sigilo da identidade do denunciante.
Samia Roberta – Secretaria de Comunicação / MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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