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MPAC lança cartilha e promove webinário sobre enfrentamento da violência doméstica
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta terça-feira, 30, o webinário “Fonar e IAVP na efetividade da Justiça”, na sala das sessões da instituição. Na ocasião, também foi lançado o material educativo “Caminhos da Lei Maria da Penha”. O evento contou com a presença de integrantes do MPAC, representantes da rede de proteção, da Polícia Militar e da Patrulha Maria da Penha.

A cartilha reúne informações sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, os direitos das vítimas, medidas protetivas de urgência, canais de denúncia e orientações sobre onde buscar apoio. Elaborada pelo MPAC, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Mulher (Caop Mulher), a publicação busca ser acessível e prática, funcionando como um guia de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher.
Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Danilo Lovisaro do Nascimento, destacou a relevância do material lançado. “Esta cartilha vai além de um manual jurídico: é uma porta aberta, uma mão estendida às mulheres que tantas vezes têm suas vozes sufocadas dentro de suas próprias casas. Ao nomear as formas de opressão, ela oferece às mulheres a chave para reconhecerem sua dor como injustiça, e não como destino”, disse.

A coordenadora do Caop Mulher e titular da 13ª Promotoria Criminal, promotora de Justiça Dulce Helena Franco de Freitas, também ressaltou a importância do material. “A cartilha foi cuidadosamente elaborada para informar, orientar e apoiar mulheres em situação de violência doméstica e familiar e também a rede de proteção”, frisou.
O material está disponível no link: https://www.mpac.mp.br/nossaspublicacoes/
Palestra
Em seguida, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MP do Rio Grande do Sul, promotora de Justiça Ivana Battaglin, conduziu a palestra sobre a efetividade da Justiça no enfrentamento da violência doméstica.

Ela apresentou os instrumentos do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar) e do Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica (IAVP), destacando sua relevância para a proteção das mulheres. “Avaliar o risco significa investigar fatores que indicam a probabilidade de novas violências, permitindo adotar medidas de proteção adequadas”, explicou.
Ivana apontou que a utilização desses instrumentos possibilita maior precisão na análise das situações de violência. “Quando identificamos fatores de risco, como ameaças com armas, histórico de agressões físicas ou violência sexual, conseguimos compreender que há um risco extremo de feminicídio, o que exige acompanhamento imediato”, frisou.
A palestrante ressaltou ainda que a avaliação deve ser contínua, pois o risco enfrentado pela vítima pode mudar rapidamente. “O risco não é estático, ele pode aumentar ou diminuir a qualquer momento. Por isso, a rede precisa estar preparada para reavaliar e agir sempre que necessário”, afirmou.
Fotos: Clóvis Pereira e Jean Oliveira
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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