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MPAC leva atendimento ginecológico a presas no Acre e amplia ações de dignidade no sistema prisional

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O Ministério Público do Acre (MPAC) deu continuidade, nesta quarta-feira, 25, às ações do projeto “Dignidade em Todo Lugar” no Presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, com atendimento às reeducandas. Com apoio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), a iniciativa levou assistência médica às internas, com foco exclusivo em atendimento ginecológico — principal demanda apresentada pelas detentas. Ao todo, 49 mulheres foram atendidas, com realização de exames, em ação conduzida por três médicos. A programação segue até sexta-feira, 27, com a participação de outras instituições, dentro das atividades da Semana da Mulher.

A etapa desta quarta-feira dá sequência às atividades iniciadas na segunda-feira, 23, quando, em parceria com a Defensoria Pública do Acre, foram realizados 156 atendimentos jurídicos, sobretudo relacionados a pedidos de progressão de regime. A ação é acompanhada pela procuradora de Justiça Gilcely Evangelista de Araújo Souza, responsável pela coordenação da iniciativa no âmbito do programa MP na Comunidade.

No espaço reservado aos atendimentos, a rotina do presídio foi temporariamente substituída por um ambiente de escuta e cuidado. Filas organizadas e atendimento individualizado marcaram o dia, em um contexto de demanda reprimida por assistência básica à saúde. Para muitas internas, tratava-se do primeiro acesso recente a avaliação ginecológica.

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A procuradora destacou o engajamento das equipes de saúde e o caráter humanizado da ação. “Fiquei emocionada com o desprendimento dos médicos em estarem ali levando seus serviços a uma classe vulnerável de nossa sociedade. Foi um atendimento muito humanizado. Houve profissionais que agradeceram à equipe do MP e do presídio pela oportunidade de estarem ali”, afirmou.

A iniciativa se insere na estratégia institucional do MPAC de ampliar a proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade. Sob a gestão do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, a instituição tem priorizado políticas voltadas à dignidade e ao enfrentamento da violência de gênero. Nesse contexto, foi lançada, no último dia 9, a Ouvidoria das Mulheres, canal permanente de acolhimento e escuta qualificada, com garantia de sigilo e encaminhamento de denúncias.

Para o procurador-geral, o enfrentamento da violência contra a mulher exige atuação contínua do sistema de Justiça. “A violência contra a mulher é uma chaga social que não pode ser naturalizada. O Ministério Público atua na linha de frente desse enfrentamento, tanto na responsabilização dos agressores quanto na proteção das vítimas. Nosso compromisso é assegurar que nenhuma mulher fique sem voz e sem resposta do Estado”, afirmou.

A programação ocorre das 8h às 11h. No primeiro dia, a Defensoria Pública prestou orientação jurídica. Na quinta-feira, 26, o Centro de Atendimento à Vítima (CAV) e o CAOP Saúde, do MPAC, oferecem acolhimento e orientação social. O encerramento, na sexta-feira, 27, terá atividades culturais promovidas pela Fundação Garibaldi Brasil, com ações voltadas à autoestima das internas.

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Texto: Chico Araújo
Fotos: Clóvis Pereira
Agência de Notícias do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC discute pautas prioritárias para reunião do Eixo de Direitos Humanos do CNPG

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta quinta-feira, 1º, encontro preparatório para definir as pautas que serão apresentadas pelo Grupo Nacional de Defesa de Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH) durante a Reunião Ordinária do Eixo de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília.

Participaram das discussões o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, presidente da COPEDH; o promotor de Justiça Thalles Ferreira, membro do grupo; e o procurador-geral adjunto Institucional, Sammy Barbosa Lopes. A agenda integra a preparação dos grupos que compõem o Eixo de Direitos Humanos do CNPG para o encontro nacional.

Entre os temas definidos como prioritários pela COPEDH estão o direito à moradia e à cidade, no marco dos 25 anos do Estatuto da Cidade; democracia e direitos humanos; clínicas de internação compulsória e comunidades terapêuticas; discursos de ódio, extremismo nas redes sociais e proteção de grupos vulnerabilizados; além da defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, tendo a educação como eixo estratégico.

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As discussões deverão subsidiar propostas e encaminhamentos para a atuação do Ministério Público nessas áreas. Entre as questões que serão aprofundadas estão o enfrentamento às desigualdades urbanas e à precariedade habitacional; a proteção dos direitos fundamentais e da convivência democrática; as políticas de cuidado em saúde mental; a prevenção aos discursos de ódio e à violência; e a proteção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Para o procurador-geral de Justiça e presidente da COPEDH, Oswaldo D’Albuquerque, o encontro permitirá avançar na construção de respostas conjuntas para questões presentes em diferentes realidades do país. “São temas que exigem do Ministério Público diálogo, articulação e capacidade de construir respostas conjuntas. O encontro será uma oportunidade para reunir experiências de diferentes estados e estabelecer caminhos que contribuam para uma atuação cada vez mais efetiva na proteção dos direitos humanos”, destacou.

O promotor de Justiça Thalles Ferreira ressaltou a relação entre as pautas selecionadas e a necessidade de uma abordagem integrada. “Os debates sobre direito à moradia e à cidade, democracia e direitos humanos, políticas de cuidado em saúde mental, enfrentamento aos discursos de ódio e proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais não são questões isoladas, mas elementos constitutivos de um compromisso institucional com a dignidade humana em todas as suas expressões”, afirmou.

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Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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