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MPAC participa de reunião no TCE-AC para fortalecer política de proteção aos órfãos do feminicídio

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, nesta quarta-feira (4), de uma reunião no Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) para discutir o fortalecimento de ações integradas de enfrentamento à violência de gênero e de proteção aos órfãos das vítimas de feminicídio. O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, esteve no encontro acompanhado da coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV), promotora de Justiça Bianca Bernardes.

A reunião, que contou também com a presença de representantes dos poderes e da rede de proteção à mulher, abordou os avanços e os desafios na aplicação da Lei nº 4.065/2022, que instituiu a Política Estadual de Proteção e Atenção Integral aos Órfãos e Órfãs de Feminicídio.

Durante o encontro, foram apresentados dados indicando que, entre 2021 e 2025, foram identificados 111 menores de 18 anos que perderam suas mães em decorrência desse crime no Acre. As informações são resultado de estudos do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero) do MPAC, que subsidiaram a criação da lei.

A presidente do TCE-AC, Dulcinéia Benício, e a conselheira Naluh Gouveia explicaram que a iniciativa de reunir diferentes órgãos busca alinhar esforços para garantir a efetividade da norma, especialmente quanto à concessão de auxílio financeiro e à organização do fluxo de atendimento especializado às crianças e adolescentes filhos das vítimas letais de violência contra a mulher.

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Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, afirmou que o MPAC está à disposição para colaborar no acompanhamento e no aperfeiçoamento da política. Ele também mencionou iniciativas adotadas pela gestão para fortalecer a rede de proteção às mulheres e a outros públicos vulneráveis. Entre as ações previstas estão a instalação da Ouvidoria da Mulher e a implantação da Procuradoria-Geral Adjunta de Proteção à Infância.

“Nossa intenção é somar esforços para que a legislação se converta em presença real, em proteção efetiva, especialmente diante da dura realidade do nosso estado, que ainda convive com índices elevados de feminicídio. Temos a consciência de que, frente à brutalidade desses crimes e aos desafios que eles impõem, a resposta deve ser firme, organizada e profundamente humana”, afirmou.

A coordenadora do CAV, promotora de Justiça Bianca Bernardes, ressaltou que, além do atendimento humanizado, o órgão desenvolve projetos específicos voltados aos familiares das vítimas de violência de gênero. “Temos o projeto Amparador, que realiza a busca ativa dos filhos das vítimas de feminicídio para inseri-los na rede de proteção, com assistência psicológica e acompanhamento educacional. Esse trabalho é fundamental para compreender e acolher a vivência dessas crianças após a tragédia”, destacou.

Produção de dados qualifica o enfrentamento ao feminicídio

A produção e a análise sistemática de dados são pilares da atuação do MPAC no enfrentamento ao feminicídio. Por meio do Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero), a instituição estruturou levantamentos que dimensionam o impacto da violência letal contra mulheres no estado.

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Os estudos, conduzidos pela servidora Beth Oliveira, ao lado da então coordenadora do órgão auxiliar, procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, foram utilizados na criação da Lei Estadual nº 4.065/2022, aprovada após articulações do MPAC com o Legislativo e o Executivo estaduais. Mais do que quantificar ocorrências, as informações levantadas pelo OBSGênero traçam o perfil das vítimas, identificam contextos de vulnerabilidade e analisam a dinâmica dos crimes.

Durante a reunião, Beth Oliveira destacou que a produção de dados qualificados é determinante para transformar diagnósticos em políticas públicas efetivas. Ela ressaltou que, em dois estudos sobre feminicídios no Acre, foi constatado o elevado número de órfãos deixados pelas vítimas, que estavam desassistidos pelo Estado.

“A partir dessa constatação, pensamos: o que o Estado pode fazer para minimizar essa perda? Não havia outra resposta para uma mãe que não fosse proteger e cuidar dos seus filhos. Então, propusemos a ideia da proteção integral dos órfãos, reunindo informações que pudessem subsidiar políticas públicas nesse sentido. Também pensamos no pagamento de um valor, porque há necessidades materiais que exigem recursos financeiros”, explicou.

Texto: Hudson Castelo
Fotos Diego Negreiros

Fonte: Ministério Publico – AC

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Promotor de Justiça Glaucio Oshiro é eleito presidente de associação nacional de defesa da saúde

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O promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) Glaucio Ney Oshiro foi eleito presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (Ampasa) para o biênio 2026–2028. A entidade reúne membros do Ministério Público de todo o país que atuam na defesa da saúde pública e do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta quinta-feira, 1º, o promotor esteve reunido com o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, para falar sobre a nova função e as perspectivas de atuação à frente da associação. Também participaram da reunião o procurador-geral adjunto Jurídico, Celso Jerônimo; a procuradora-geral adjunta da Criança do Adolescente e da Educação, Kátia Rejane; e o secretário dos Órgãos Colegiados, promotor de Justiça Lucivan Nery.

Durante o encontro, o procurador-geral parabenizou Glaucio Oshiro pela eleição e destacou a importância da presença do MPAC em espaços nacionais de discussão e articulação na área da saúde.

“Recebemos com muita satisfação a eleição do promotor Glaucio Oshiro para presidir uma entidade de alcance nacional e dedicada a uma área tão importante para a sociedade. É um reconhecimento à sua trajetória e à sua atuação na defesa da saúde pública. Desejo pleno êxito nessa nova missão, com a certeza de que levará também a experiência e a contribuição do Ministério Público do Acre para esse espaço de diálogo e articulação”, disse Oswaldo D’Albuquerque.

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Para Glaucio Oshiro, assumir a presidência também representa a oportunidade de ampliar a presença do Acre em um espaço nacional dedicado às discussões sobre a defesa da saúde. “É bastante significativo ter essa representação na associação nacional. Esperamos representar bem tanto o Ministério Público na defesa da saúde quanto o Ministério Público do Estado do Acre”, afirmou.

Titular da 1ª Promotoria Especializada de Defesa da Saúde do MPAC, Glaucio Oshiro é doutor e mestre em Direito, na área de concentração “Direito, Estado e Constituição”, pela Universidade de Brasília (UnB). A eleição que o conduziu à presidência da associação foi realizada no dia 18 de setembro.

Atuação nacional

Criada em 2004, durante o I Encontro Nacional do Ministério Público em Defesa da Saúde, a Ampasa atua na promoção e defesa do direito à saúde, na observância dos princípios e diretrizes do SUS e na articulação entre membros do Ministério Público que trabalham na área.

Ao longo de sua trajetória, a entidade tem participado de debates relevantes sobre políticas públicas de saúde no país. Entre eles está a audiência pública realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2009, sobre o direito à saúde e a judicialização de demandas relacionadas ao SUS, incluindo questões como fornecimento de medicamentos, financiamento e gestão do sistema.

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A associação também promove encontros periódicos que reúnem membros do Ministério Público e outros atores da área. Em novembro deste ano, Fortaleza (CE) receberá o XI Encontro Nacional da Ampasa.

Texto: Hudson Castelo
Fotos: Tiago Teles
Secretaria de Comunicação do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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