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MPAC vence categorias de boas práticas e tem teses aprovadas no XXVI Congresso Nacional do MP
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) participou, entre os dias 11 e 14 de novembro, do XXVI Congresso Nacional do Ministério Público, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Ao longo da semana, o evento promoveu conferências, painéis temáticos, apresentações de teses e o Concurso de Boas Práticas.
Nesta edição, que trouxe o tema “O MP do Futuro: Democrático, Resolutivo e Inovador”, o MPAC apresentou teses jurídicas e concorreu no Concurso de Boas Práticas com quatro iniciativas, todas classificadas entre as melhores do congresso.
Boas práticas
A promotora de Justiça Marcela Cristina Ozório apresentou três iniciativas. O TranscreveAI, desenvolvido pela Secretaria de Planejamento Institucional e Inovação (Secplan), recebeu o 1º lugar na categoria Inovação, Tecnologia e Eficiência. A ferramenta utiliza inteligência artificial para realizar a transcrição automática e segura de áudios e vídeos de audiências, reuniões e depoimentos, otimizando o trabalho interno e ampliando a eficiência administrativa.

Também premiado com o 1º lugar, na categoria Democracia, Estado de Direito e Direitos Fundamentais, o Observatório de Políticas Públicas (OPP), ferramenta do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), realiza o monitoramento e a análise de políticas públicas estaduais e municipais. A partir de dados orçamentários, fiscais e sociais, o observatório fornece subsídios técnicos à atuação ministerial e fortalece a transparência e o controle social.

O Feminicidômetro e Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero) alcançou o 2º lugar na categoria Inovação, Tecnologia e Eficiência. A iniciativa reúne dados e indicadores sobre feminicídios e outras formas de violência contra a mulher no Acre, apoiando a formulação de políticas públicas e o aprimoramento da atuação institucional no enfrentamento à violência de gênero.
Fechando a participação do MP acreano nas boas práticas, o Projeto TXAI: Atuação do MPAC na Defesa dos Direitos Fundamentais dos Povos Indígenas, apresentado pelo promotor de Justiça Luã Brito Barbosa, conquistou o 3º lugar na categoria Democracia, Estado de Direito e Direitos Fundamentais. A iniciativa visa fortalecer a proteção dos direitos das populações indígenas e promover maior resolutividade nas políticas públicas voltadas a essas comunidades.

Teses
O evento contou ainda com a apresentação de teses jurídicas de membros da instituição. A tese do procurador de Justiça Celso Jerônimo de Souza, intitulada “Intervenção do Ministério Público no mandado de segurança: natureza imperativa e consequências processuais”, abordou a obrigatoriedade da intervenção ministerial como custos legis.

Na área ambiental e climática, a promotora de Justiça Joana D’Arc Dias Martins apresentou duas teses. A primeira examinou o direito fundamental ao clima seguro à luz do Direito Internacional dos Direitos Humanos, destacando o controle de convencionalidade climático. A segunda analisou os riscos do PL 2.159/2021, tema da tese “PL da devastação e o papel do Poder Judiciário e do Ministério Público na defesa do direito fundamental ao meio ambiente e ao clima saudável”, diante das mudanças propostas ao licenciamento ambiental.

A procuradora de Justiça Meri Cristina Amaral Gonçalves aprofundou a discussão sobre prevenção à violência e proteção de meninas com a tese “Zero gravidez na infância: o papel do Ministério Público e a Agenda 2030 – um compromisso com o futuro”. Além da apresentação, ela presidiu a mesa do Painel 2, dedicado ao tema “MP resolutivo e justiça negociada”.

A promotora de Justiça Juliana Hoff também integrou a programação, atuando como integrante da comissão julgadora do 1º Concurso de Boas Práticas da Conamp e como secretária do Painel 5, sobre “10 Anos do CPC – Processo Estrutural e Tutela Democrática dos Direitos Fundamentais”.
Fotos: Conamp e MPAC
* Com informações da Conamp
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de homenagem aos sete anos da Patrulha Maria da Penha
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), representado pela procuradora de Justiça Gilcely Evangelista, participou, nesta quinta-feira, 15, de uma sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), em homenagem aos sete anos de atuação da Patrulha Maria da Penha no estado.

A solenidade reuniu autoridades, representantes de instituições que integram a rede de proteção às mulheres e profissionais da Polícia Militar do Acre (PMAC). Durante o evento, foram prestadas homenagens aos integrantes da Patrulha Maria da Penha pelo trabalho desenvolvido na prevenção e no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
A sessão solene abordou a importância da integração entre as instituições de segurança pública, o sistema de Justiça e os demais órgãos responsáveis pelo atendimento às mulheres, especialmente para prevenir novos episódios de violência e assegurar o acesso aos serviços de assistência e proteção.
Em sua fala, a procuradora de Justiça Gilcely Evangelista destacou a importância da atuação da Patrulha Maria da Penha para garantir a proteção efetiva das mulheres, ressaltando que o trabalho dos profissionais vai além do acompanhamento das decisões judiciais e contribui para interromper o ciclo da violência.
“Não basta a Justiça conceder a medida protetiva. É preciso fiscalizar, acompanhar e proteger de verdade. É o Estado dizendo para a mulher: ‘Você não está sozinha’. No Acre, a Patrulha Maria da Penha tem sido fundamental para reduzir a reincidência da violência e, principalmente, para salvar vidas. Porque, quando falamos de violência doméstica, falamos de um ciclo e, se não for interrompido, pode terminar em feminicídio”, afirmou.

A procuradora também ressaltou que a proteção das mulheres exige uma atuação firme, integrada e permanente das instituições envolvidas e parabenizou a Assembleia Legislativa pela iniciativa de reconhecer o trabalho dos profissionais que atuam diariamente no atendimento às vítimas.
Criada para ampliar a proteção às mulheres em situação de violência, a Patrulha Maria da Penha atua no acompanhamento de vítimas, na verificação do cumprimento de medidas protetivas de urgência e no encaminhamento de demandas aos órgãos da rede de atendimento.
Ao longo dos sete anos, o serviço ampliou sua presença no estado, passando a contar com oito núcleos, além da coordenadoria localizada em Rio Branco. A atuação também inclui a Patrulha Maria da Penha Itinerante, que realiza atendimentos nos 22 municípios acreanos, facilitando o acesso das mulheres aos serviços de proteção e acolhimento.
Fotos: Diego Negreiros
Fonte: Ministério Publico – AC
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