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Procuradora do MPAC participa de capacitação no MPRO sobre centralidade da vítima e perspectiva de gênero
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A coordenadora do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, participou, nesta quinta-feira, 14, de uma capacitação interna promovida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) sobre atuação com perspectiva de gênero e centralidade da vítima. Atendendo a convite do Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) do MPRO, a procuradora proferiu palestra para membros, servidores e estagiários da instituição rondoniense, em Porto Velho, com transmissão para todas as comarcas do interior.

Com o tema “A experiência do Centro de Atendimento à Vítima do MPAC”, Patrícia Rêgo apresentou o projeto desenvolvido pela instituição acreana desde 2016, voltado ao atendimento prioritário de vítimas de violência com motivação de gênero, como violência doméstica, violência obstétrica, crimes sexuais contra mulheres maiores de 18 anos e crimes contra pessoas LGBTQIAPN+, além de outras vítimas em situação de vulnerabilidade.
Ela detalhou a metodologia de atuação do CAV, que inclui acolhimento, escuta ativa, prestação de informações qualificadas e combate à revitimização, ressaltando a importância do trabalho em rede e da articulação com promotorias de Justiça. “A vítima é um sujeito de direitos e isso precisa ser respeitado”, afirmou.
A procuradora destacou que a proteção integral e a prevenção são elementos fundamentais para reduzir índices de violência. “O feminicídio é um crime evitável. Estudos mostram que 90% das mulheres assassinadas não tinham medida protetiva. Nós, do Ministério Público, não podemos dormir sabendo que a cada seis horas uma mulher é vítima de feminicídio”, ressaltou.

O evento integrou o Projeto Agosto Lilás – Ciclo de Diálogos da Lei Maria da Penha 2025, iniciativa executada pelo Navit em parceria com a Escola Superior do MPRO (Empro), e contou ainda com palestras da procuradora de Justiça do MP de Goiás, Ivana Farina Navarrete Pena, e da promotora de Justiça do MP do Espírito Santo, Cláudia Santos Garcia, membra auxiliar da Corregedoria Nacional do Ministério Público.
Com informações e fotos da Gerência de Comunicação Integrada (GCI) do MPRO.
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC participa de reunião para alinhar ações voltadas à segurança nas escolas públicas estaduais
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Ouvidoria-Geral, participou, nesta terça-feira, 9, de uma reunião na Secretaria de Estado da Casa Civil (SECC) para discutir o alinhamento de ações relacionadas à segurança no ambiente escolar da rede pública estadual.
Representaram o MPAC a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, e o coordenador-adjunto do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor de Justiça Júlio César de Medeiros.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Secretaria de Estado de Comunicação (Secom), Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Polícia Civil do Acre (PCAC) e Casa Civil.
A reunião teve como objetivo fortalecer a articulação institucional e alinhar estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência no ambiente escolar, além de aprimorar o fluxo de informações entre os órgãos envolvidos.
No encontro, a procuradora de Justiça Kátia Rejane destacou a importância da atuação integrada entre as instituições para a construção de soluções voltadas à proteção de crianças e adolescentes. Ela enfatizou que o MPAC instituiu, em maio deste ano, o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e o Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ).
“Temos um grupo multidisciplinar no Ministério Público para lidar com essa temática. Também estamos trabalhando na criação de uma procuradoria-geral adjunta específica para tratar dessas questões, fortalecendo o diálogo e a articulação com os promotores de Justiça da capital e do interior. Acredito muito na interação entre as instituições, porque é dessa forma que construímos soluções e estratégias para nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
O promotor de Justiça Júlio César de Medeiros ressaltou que a segurança escolar exige atuação coordenada entre os órgãos públicos e o aperfeiçoamento contínuo das medidas preventivas, especialmente diante de situações relacionadas ao ambiente digital. Segundo o promotor, o MPAC já vem acompanhando casos envolvendo ameaças, divulgação de conteúdos violentos, cyberbullying e compartilhamento indevido de informações nas redes sociais, além de ter expedido recomendações sobre medidas de prevenção e controle no ambiente escolar.
“A sociedade espera uma resposta articulada das instituições diante desse cenário. Precisamos discutir e alinhar as melhores formas de atuação, observando a legislação e as particularidades de cada situação. Esse trabalho passa pelo enfrentamento ao cyberbullying, à disseminação de ameaças e de notícias falsas, além da definição de protocolos claros para atuação preventiva. É fundamental que essas medidas sejam construídas de forma conjunta, com a participação dos órgãos envolvidos e diálogo permanente com a sociedade”, afirmou.

O coordenador da Casa Civil, Ítalo de Medeiros, destacou que uma das necessidades identificadas pelo governo estadual é o alinhamento entre as instituições para evitar a circulação de informações desencontradas e contribuir para a adoção de medidas mais assertivas.
“Uma das necessidades que identificamos foi buscar esse alinhamento para evitar desinformações ou informações desencontradas. O objetivo é fortalecer essa articulação com o Ministério Público para que possamos tomar decisões cada vez mais assertivas”, disse.
O subchefe da Casa Civil, Cristovam Moura, enfatizou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na gestão da crise e na construção de estratégias preventivas.
“Nosso objetivo foi plenamente atingido ao alinharmos essa parceria com o Ministério Público. Também reafirmamos que todas as nossas equipes estão à disposição para manter esse diálogo”, afirmou.
Texto:Marcelina Freire
Fotos: Clovis Pereira
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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