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Promotora do MPAC publica artigos sobre mudanças climáticas e atuação institucional na Revista do CNMP

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A promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Joana D’Arc Dias Martins, teve dois artigos publicados na 13ª edição da Revista do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). As produções integram a seção temática ambiental do periódico e abordam, sob diferentes perspectivas, a relação entre mudanças climáticas, riscos socioambientais e o papel institucional do Ministério Público.

No artigo “Riscos, vulnerabilidades e desastres ambientais: as mudanças climáticas como evento de potencialização dessas ameaças e o papel do Ministério Público no seu enfrentamento”, a promotora apresenta uma análise sobre como o agravamento dos eventos climáticos intensifica desastres e expõe populações vulneráveis. O estudo discute a necessidade de políticas públicas capazes de prevenir e mitigar danos, destacando a importância da atuação ministerial na fiscalização, na exigência de planejamento estatal e no acompanhamento de ações voltadas à proteção do meio ambiente e das comunidades afetadas.

A autora observa que a intensificação dos riscos ambientais demanda respostas estruturadas e baseadas em evidências, reforçando o papel do Ministério Público na promoção de medidas que assegurem o cumprimento de normas ambientais, a redução de vulnerabilidades e a responsabilização quando houver omissão ou descumprimento de deveres legais.

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Já no segundo artigo, “A integridade do sistema climático como um direito humano e fundamental: dever do Estado e atuação do Ministério Público na sua proteção”, a promotora analisa a estabilidade climática sob a ótica dos direitos humanos. O texto ressalta que a integridade do sistema climático constitui condição essencial para a vida digna, impondo ao Estado o dever de adotar ações eficazes de prevenção, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O estudo aborda, ainda, os fundamentos jurídicos que vinculam o poder público à proteção do clima, destacando normas constitucionais e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Joana D’Arc discute a atuação do Ministério Público nesse cenário, especialmente no uso de instrumentos jurídicos voltados à tutela coletiva, no acompanhamento de políticas públicas e na promoção da responsabilidade estatal frente a violações ambientais que impactem direitos fundamentais.

Sobre a Revista do CNMP

A 13ª edição da Revista do CNMP reúne estudos de membros e especialistas de diversas unidades do país, com enfoque especial nas mudanças climáticas e nos desafios contemporâneos da atuação ministerial. Publicada em 2025, ano em que o CNMP completa duas décadas de instalação, a edição destaca temas que refletem a complexidade das demandas sociais, ambientais e jurídicas, em contexto marcado pela realização da COP 30 no Brasil.

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Ao todo, são 28 artigos que apresentam pesquisas e reflexões voltadas ao aprimoramento da atuação ministerial. A Revista busca fomentar o debate qualificado sobre temas relevantes para o Ministério Público brasileiro, incentivando a produção acadêmica e fortalecendo a atuação institucional na defesa do meio ambiente e na proteção de direitos.

Clique aqui para acessar a revista.

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC promove palestra sobre atuação do CNJ para o fortalecimento do sistema de Justiça

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, na manhã desta quinta-feira, 30, na sala das sessões, uma palestra com o tema “Atuação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o fortalecimento do sistema de Justiça”, ministrada pelo conselheiro do CNJ, Silvio Amorim Junior. A atividade foi aberta a integrantes da instituição e contou também com a participação dos promotores de Justiça que tomarão posse nesta noite, oriundos do XIII Concurso Público para ingresso na carreira do MPAC.

O evento teve como objetivo discutir a relevância da atuação do Ministério Público e dos órgãos nacionais de controle para o fortalecimento e o aperfeiçoamento do sistema de Justiça, promovendo a reflexão sobre práticas institucionais e o alinhamento entre as instituições.

Na abertura, o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, ressaltou o propósito do encontro e o papel das instituições na atualidade. “Vivemos um tempo em que a legitimidade das instituições não se sustenta apenas naquilo que a lei lhes confere, mas sobretudo na forma como se fazem presentes na vida das pessoas. É nesse contexto que o papel de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público ganha especial relevância. Mais do que instâncias de controle, eles devem ser compreendidos como espaços de construção de alinhamento institucional e de permanente aperfeiçoamento das práticas que sustentam a Justiça”, afirmou.

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Atuação institucional e fortalecimento do sistema de Justiça

Em sua palestra, o conselheiro Silvio Amorim Junior abordou a evolução da atuação dos conselhos nacionais e o papel desempenhado no aprimoramento das instituições. Ao tratar da transformação dessas instâncias ao longo do tempo, ressaltou a ampliação de suas funções. “Os conselhos ultrapassaram aquela ideia original de serem unicamente fiscalizadores”, disse.

Ao discorrer sobre esse processo, destacou a mudança de enfoque para além do controle, com ênfase na indução de boas práticas. “Houve um movimento de fomento e propagação de boas práticas, indicando caminhos para a atuação dos Ministérios Públicos, deixando aquela atuação eminentemente fiscalizatória para também exercer um papel de facilitador da atuação institucional”, frisou.

O palestrante também enfatizou a importância de uma atuação orientada à resolutividade, destacando a necessidade de o Ministério Público buscar a solução dos problemas e evitar sua repetição, com uma atuação efetiva e voltada à melhoria concreta da vida da população.

Outro ponto abordado foi a relação entre os conselhos e os membros das instituições, destacando a necessidade de compreendê-los como parceiros institucionais, cuja atuação, além do controle, também envolve o fortalecimento das instituições e a difusão de boas práticas.

Ao se dirigir aos promotores de Justiça que serão empossados, o conselheiro destacou aspectos relacionados à atuação profissional e à postura institucional. “Vocês vão ser líderes das suas promotorias e precisam se revestir desse papel, que não é apenas de ordenar, mas sobretudo de ouvir. É preciso tratar a todos com respeito, porque o Ministério Público é a porta aberta da sociedade.”

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Ao final, o conselheiro colocou o Conselho Nacional de Justiça à disposição para o diálogo institucional e ressaltou a importância da cooperação entre as instituições para o aprimoramento contínuo do sistema de Justiça.

Agência de Notícias do MPAC

Fotos: Diego Negreiros

Palestra: Atuação do CNJ e do CNMP para o Fortalecimento do Sistema de Justiça

Fonte: Ministério Publico – AC

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