Política
Haddad escolhe secretários do Tesouro, da Receita e de Reformas
O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, nesta quinta-feira (22), mais três secretários de sua pasta.
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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou, nesta quinta-feira (22), mais três secretários de sua pasta. Dois deles já trabalharam com o petista quando ele foi prefeito de São Paulo (2013-2016).
No comando do Tesouro Nacional estará Robinson Barreirinhas; na Receita Federal, Rogerio Ceron; e na Secretaria das Reformas Econômicas, Marcos Barbosa Pinto, conforme antecipado pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Barreirinhas é advogado e foi Secretário de Assuntos Jurídicos da cidade de São Paulo. Ele será responsável pelo controle do caixa da União.
Próximo ao vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, o atual secretário da Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, chegou a ser cotado para o cargo, mas perdeu força diante da ideia de Haddad de ter secretários com os quais já trabalhou.
Agora, é possível que Salto vá para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que será chefiado por Alckmin.
Ceron é auditor de carreira e, recentemente, se despediu da presidência da SP Parcerias, órgão de concessões e PPPs (parcerias público-privadas) do governo paulista.
Foi Secretário de Finanças da prefeitura paulista, sucedendo a Marcos Cruz, outro nome para integrar o time da Fazenda.
Terá papel fundamental nas discussões da reforma tributária –uma das promessas de campanha de Lula que Haddad levará adiante.
Sua missão será aliviar o peso do imposto para quem ganha menos e apertar a cobrança sobre os mais ricos. Lula prometeu isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês.
À frente da recém-criada Secretaria de Reformas Econômicas estará Marcos Barbosa Pinto, que foi sócio do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, na Gávea Investimentos.
Haddad e Barbosa Pinto trabalharam juntos no Ministério do Planejamento no primeiro mandato de Lula.
Em 2019, ele foi o pivô da demissão de Joaquim Levy da presidência do BNDES, após receber a indicação para ocupar uma diretoria do banco -o que irritou Bolsonaro devido à ligação dele com o PT. Ambos acabaram deixando o governo.
À época, Haddad postou em suas redes sociais elogios ao executivo. “me assessorou na formação de 2 projetos de lei: Prouni e PPP. Sua contribuição técnica foi inestimável para o sucesso destas iniciativas. Bozo não conseguiria conviver com tanto talento”.
Haddad não anunciou o Secretário de Política Econômica (SPE). Guilherme Mello é o candidato mais forte. Ele foi o economista responsável pelo plano de governo de Lula na campanha.
Esse time será coordenado pelo ex-presidente do Banco Fator, Gabriel Galípolo, anunciado secretário-executivo da pasta na semana passada.
Além de seu braço direito no ministério, Haddad também escolheu Bernard Appy para a secretaria especial da reforma tributária e Anelize Lenzi Ruas para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
Essas secretarias são o carro-chefe do ministério na definição e condução da política econômica e, na avaliação de analistas de mercado, a escolha dos nomes reflete a disposição de Haddad em buscar na sua experiência à frente da prefeitura paulistana modelos de gestão para o ministério.
Haddad deixou a prefeitura sob críticas de João Doria, que o acusou de ter gastado demais e deixado o caixa sem recursos. O petista, no entanto, se defendeu dizendo que foi o responsável pelo maior volume de investimentos na cidade em três décadas e por ter conseguido o grau de investimento dado pela agência Fitch Ratings.
O futuro ministro já disse que dará prioridade a reformas, especialmente a tributária, e que vai trabalhar na proposta de uma nova âncora fiscal, um mecanismo de controle de gastos para evitar o crescimento desenfreado da dívida pública como proporção do PIB.
A indefinição causou turbulência no mercado e os investidores ainda aguardam essa definição para definir se deixam seus recursos aplicados no país. Para eles, o arcabouço fiscal dará os rumos da política econômica: se o governo Lula 3 aumentará demais os gastos sem controle do endividamento.
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Prefeitura de Rio Branco recebe doação de roupas do Tribunal de Justiça do Acre
A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, recebeu, nessa terça-feira (23), uma doação de roupas destinadas ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop).
A entrega foi realizada pela juíza Isabelle Sacramento, que representou a presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari. Os donativos foram recebidos pelo secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, em nome da gestão municipal.
As peças fazem parte do projeto Bazar Solidário, iniciativa realizada anualmente pelo Poder Judiciário acreano com o objetivo de contribuir com instituições e ações de assistência às pessoas em situação de vulnerabilidade social.
O secretário Ivan Ferreira destacou a importância da parceria institucional para o fortalecimento dos serviços oferecidos pelo município.
“É uma honra contar com o apoio do Tribunal de Justiça do Acre como parceiro em nossas ações de atendimento às pessoas em situação de rua. O prefeito Alysson Bestene valoriza parcerias que contribuam para o aprimoramento dos serviços e beneficiem diretamente a população rio-branquense”, afirmou.
As roupas passarão por um processo de triagem e serão organizadas em kits para distribuição às pessoas em situação de rua atendidas pelo Centro Pop. A iniciativa busca, especialmente, amenizar os impactos provocados pela queda brusca das temperaturas registrada na capital acreana.
De acordo com o coordenador do Centro Pop, Gabriel Ferreira, a doação contribuirá diretamente para o atendimento das pessoas mais vulneráveis.
“Os itens doados ajudarão as pessoas que mais precisam neste período de baixas temperaturas. Agradecemos ao Tribunal de Justiça pelo apoio às nossas ações de fortalecimento da assistência social e de promoção dos direitos humanos”, ressaltou.
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