Atendendo a requerimento da Câmara Municipal de Rio Branco realizou na terça-feira, 2, a Tribuna Popular com o tema “A importância da doação de órgãos e a situação atual dos transplantes do Acre”, proposta pelo vereador Augusto Aiache.
O parlamentar destacou que o tema é suprapartidário e deve unir toda a sociedade, já que trata diretamente de vidas salvas por meio da solidariedade. “Esse assunto não tem cor partidária. É uma política de Estado que precisa avançar, porque quando colocamos na disputa política quem paga é quem está na fila do transplante”, disse Aiache, lembrando ainda de experiências pessoais de familiares que aguardavam por um transplante.
A sessão contou com a participação de três convidadas Celiane Medeiros, coordenadora da Central Estadual de Transplante; Valéria Monteiro Aguiar, coordenadora do Serviço de Transplante da Fundacre; Sayonara Figueiró, paciente transplantada que relatou sua experiência de vida após o procedimento.
Durante a exposição, Celiane Medeiros ressaltou os avanços da Central Estadual de Transplantes, criada em 2006, que já realizou mais de 560 procedimentos no Acre. Ela destacou os desafios enfrentados, como as altas taxas de recusa familiar e a logística para viabilizar doações.
Já Valéria Monteiro enfatizou a relevância da Fundacre como referência regional em transplantes de fígado, rim, córnea e tecido ósseo. Ela informou que o Acre tem índices de sobrevida acima da média nacional, com taxa de 95%, e defendeu maior conscientização para ampliar o número de doadores locais.
A paciente Sayonara Figueiró emocionou os presentes ao relatar sua trajetória. “A doação de órgãos é um ato de amor que ultrapassa a vida. Eu sou a prova viva de que doar salva. Se você puder, seja essa ponte, porque alguém em algum lugar está esperando por um milagre como eu esperei”, afirmou.
Vereadores reforçam apoio à causa
O debate mobilizou parlamentares de diferentes bancadas, que destacaram a relevância do tema e colocaram seus mandatos à disposição para fortalecer campanhas de conscientização.
Matheus Paiva afirmou que a discussão precisa sensibilizar toda a sociedade. “Quando a gente fala de transplante de órgãos, falamos de vida, falamos de dar uma nova chance a pacientes que muitas vezes já tinham perdido a esperança.”
Elzinha Mendonça lembrou o início dos transplantes no Acre e destacou sua experiência pessoal. “Eu sou doadora de órgãos e sei que ainda existe um tabu, mas precisamos pensar que, em uma fatalidade, podemos salvar vidas.”
André Camargo ressaltou que a política deve ser suprapartidária. “Essa é uma política pública que salva vidas e que não pode entrar na disputa política, porque quem paga é quem está na fila do transplante.”
Lucilene Vale se emocionou com o relato da paciente Sayonara. “Me emocionei muito com o testemunho dela e quero dizer que é gratificante saber que nosso Estado já tem capacidade de salvar tantas vidas.”
Felipe Tchê defendeu que o parlamento abrace o tema como bandeira conjunta “O transplante é uma conquista da medicina moderna e precisa ser tratado como uma causa suprapartidária, acima de diferenças políticas.”
Para garantir o bem-estar e o desenvolvimento de aproximadamente 21 mil crianças, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Municipal de Educação, coordena diariamente uma complexa operação de abastecimento da merenda escolar nas zonas rural e urbana do município. Este esforço contínuo visa assegurar a regularidade alimentar nas instituições de ensino, sendo respaldado por equipes técnicas que elaboram os cardápios e preparam estoques para atenuar eventuais impactos de logística.
A logística de distribuição obedece a um planejamento estratégico e descentralizado. Na zona rural, a própria Secretaria viabiliza a entrega dos produtos perecíveis e não perecíveis diretamente nas unidades educacionais. Já na rede urbana, a gestão fornece os itens não perecíveis, como feijão, arroz e óleo, enquanto os produtos perecíveis chegam às escolas diretamente por meio das fornecedoras contratadas. Há ainda o fornecimento de pães, conforme o cardápio, garantido por panificadoras locais credenciadas via chamada pública.
A distribuição dos alimentos é organizada conforme a localização das escolas, com entregas feitas pela Secretaria na zona rural e pelas fornecedoras na área urbana. (Foto: Secom)
Todo o fluxo de abastecimento segue critérios estritamente técnicos. Conforme os dados da coordenadora da Divisão de Alimentação Escolar DAE, Sthefanne Henry Fidelis Pinto Carvalhar, a Pauta Alimentar é construída sempre no ano anterior à sua respectiva execução. O planejamento baseia-se no Censo Escolar, considerando o quantitativo de alunos matriculados e a cobertura dos 200 dias letivos previstos.
Segundo as diretrizes do setor a Pauta Alimentar é feita com base nos cardápios planejados por modalidade de ensino e aprovados pelo Conselho de Alimentação Escolar- CAE.
A área técnica de nutrição elabora os cardápios, e a coordenação da DAE executa as frentes administrativas, que englobam a logística de distribuição, o recebimento dos alimentos e a gestão de contratos.
Para assegurar a regularidade nas refeições, a Prefeitura atua de maneira preventiva diante de desafios estruturais inerentes ao poder público, como a oscilação de preços e os prazos legais necessários para processos licitatórios e trâmites de reequilíbrio financeiro.
O diretor de gestão da Secretaria Municipal de Educação, Adauto Góes, destacou que a rede se prepara para manter a sua autonomia e o atendimento aos estudantes. “Todas as escolas de Rio Branco possuem uma mini mercearia no seu interior, o que garante o suprimento constante de itens não perecíveis nas despensas das unidades”, disse.
“A alimentação escolar mantém sempre uma fonte de proteína, com substituições planejadas conforme o cardápio e as necessidades de cada faixa etária”, esclarece Adauto. (Foto: Mateus Machado/Secom)
Outro ponto fundamental para manter a pontualidade das refeições diárias são as adequações de cardápio diante de imprevistos na entrega de empresas parceiras. O diretor explicou que as eventuais substituições ocorrem de forma técnica e estruturada.
“A criança vai, come sardinha, come ovos, come frango. Mas nunca as escolas ficam sem uma proteína. É uma substituição estratégica”, esclareceu. Ele ainda reforçou também que, algumas variações nos pratos servidos refletem o planejamento nutricional previamente estabelecido, respeitando, por exemplo, a restrição ao consumo de peixe nas creches para evitar acidentes com espinhas.
O abastecimento da alimentação escolar é planejado com antecedência, com base no Censo Escolar, no número de alunos matriculados e nos 200 dias letivos. (Foto: Secom)
Fortalecendo as diretrizes de alimentação saudável, a gestão municipal celebrou recentemente a ampliação da parceria com a agricultura familiar. Com a conclusão do credenciamento, o município já está adquirindo alimentos cultivados diretamente por associações e produtores rurais locais. Itens frescos, a exemplo de banana, mamão, mandioca, abóbora e cheiro-verde, já estão compondo as refeições diárias nas escolas.
Destacando que a rede municipal de ensino alcançou a posição de segunda melhor capital do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o diretor de gestão reafirma o compromisso permanente e cuidadoso com os alunos enquanto estão sob a responsabilidade do município nas unidades escolares.
“A nossa secretaria trabalha, resumindo, diuturnamente, no afã de dar tudo que essas crianças precisam”, finalizou o diretor.
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