POLÍTICA NACIONAL
Aprovado requerimento de sessão para comemorar os 30 anos da TV Senado
POLÍTICA NACIONAL
Foram aprovados na sessão plenária desta terça-feira (24) 12 requerimentos. Entre eles estão pedidos de sessão especial para comemorar os 30 anos da TV Senado e de comissão externa para averiguar os impactos de ocupações indígenas no terminal portuário da Cargill, em Santarém (PA).
Apresentado pelo vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL-TO), o RQS 32/2026 pede que seja feita uma sessão especial para comemorar os 30 anos da TV Senado, inaugurada em 5 de fevereiro de 1996. Para o senador, a TV Senado “consolidou-se, ao longo de três décadas, como um dos mais relevantes instrumentos de transparência do Poder Legislativo e de fortalecimento da democracia no país”.
A aprovação do pedido foi defendida pelos senadores Flávio Arns (PSB-PR) e Humberto Costa (PT-PE).
— Acho que seria um momento importante de nós homenagearmos o trabalho desses funcionários do Senado Federal que constroem a TV Senado, um modelo de canal público que constrói, sem dúvida, não só uma imagem do Senado, mas a nossa cultura também — disse Humberto Costa.
Também aprovado pelos senadores nesta terça-feira, o RQS 107/2026, da senadora Margareth Buzetti (PP-MT) prevê a criação de uma comissão temporária externa com três senadores. Eles devem fazer diligência externa no terminal portuário da Cargill,em Santarém (PA) e áreas adjacentes para averiguar efeitos das ocupações indígenas recentes e o impacto sobre a cadeia de escoamento de produção agropecuária.
Veja os outros requerimentos aprovados |
| RQS 884/2025, do senador Izalci Lucas (PL-DF) — sessão especial para celebrar o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (2 de abril) |
| RQS 885/2025, do senador Izalci — sessão especial para comemorar o aniversário de Brasília (21 de abril) |
| RQS 886/2025, do senador Izalci — sessão especial para celebrar o Dia do Contabilista (25 de abril) |
| RQS 1002/2025, da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) — sessão especial do Dia Internacional da Mulher (8 de março). |
| RQS 14/2026, da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) — sessão especial para a celebrar o Centenário do Movimento Pestalozziano no Brasil (26 de outubro) |
| RQS 39/2026, da senadora Teresa Leitão (PT-PE) — sessão especial em homenagem à profissão de bibliotecário e os Conselhos de Biblioteconomia |
| RQS 47/2026, do senador Paulo Paim (PT-RS) — sessão especial para comemorar o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro) |
| RQS 48/2026, do senador Paim — sessão especial sobre o Dia de Zumbi e da Consciência Negra (20 de novembro) |
| RQS 63/2026, da senadora Damares — sessão especial para a celebrar os 32 anos de criação da Agência Espacial Brasileira (10 de fevereiro) |
| RQS 75/2026, da senadora Daniella Ribeiro — sessão especial para comemorar os 60 anos da TV Borborema, de Campina Grande- PB (14 de março) |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
POLÍTICA NACIONAL
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto
O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.
Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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