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Arns destaca Olimpíadas das Apaes no Paraná

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Em pronunciamento nesta quarta-feira (27), o senador Flávio Arns (PSB-PR) saudou as Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) do Paraná e entidades parceiras que promovem, em Foz do Iguaçu, a 23ª Olimpíada das Apaes do estado. Ele ressaltou a dimensão histórica do evento, que ocorre há quase 50 anos, e sua expansão nacional, com etapas estaduais e a realização de uma olimpíada nacional no fim do ano, em Brasília.

— Mostrando a competência, a capacidade, o talento dos alunos, a qualificação dos professores, a participação social — disse.

O parlamentar lembrou que as Apaes atendem pessoas com deficiência intelectual e múltipla e que a educação deve ser pensada de acordo com as necessidades de cada indivíduo. Arns destacou que o conceito de educação é “conduzir de dentro para fora” e que, no caso dessas pessoas, pode significar tanto a participação em competições esportivas quanto a conquista de autonomia em tarefas simples do cotidiano. 

— Elas participam de olimpíadas, mas, ao mesmo tempo, se a gente puder utilizar a palavra espectro, que vem da área do autismo, no outro lado do espectro, temos pessoas com deficiência intelectual que estão aprendendo a lavar as mãos, a escovar os dentes, a tomar banho, a se vestirem sozinhos para serem incluídos na vida da família, na vida da sociedade, enfim, para todas as necessidades — destacou.

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Arns chamou a atenção para a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizada há 60 anos, e para a necessidade de atendimento personalizado para essa parcela da população. Ele defendeu que a decisão sobre o tipo de escola mais adequada deve caber à família, conforme garantem a Constituição, a Lei Brasileira de Inclusão e convenções internacionais. E citou a Declaração de Salamanca, que prevê a inclusão “sempre que possível”, reforçando que o sistema educacional deve oferecer alternativas. Para ele, tanto as escolas comuns quanto instituições especializadas devem estar disponíveis, respeitando o direito das famílias de escolher.

O senador também lembrou que o debate sobre o tema está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF), mas reiterou sua convicção de que a legislação brasileira garante a pluralidade de opções.

— Toda legislação favorece para que haja alternativas, não um único lugar para colocar todo mundo; e que haja alternativas em que a família seja a autoridade máxima dentro das alternativas legais e constitucionais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Entra em vigor lei que estabelece política de recuperação da Caatinga

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A Caatinga contará com um programa nacional para recuperação de sua vegetação. A lei que trata do assunto foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (11).

Já em vigor, a Lei 15.430/26 institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria um programa nacional com o mesmo nome.

O texto teve origem no Projeto de Lei (PL) 1990/24, apresentado pela ex-senadora Janaína Farias, atual prefeita de Crateús (CE), município na área da Caatinga. Após aprovação no Senado, a proposta foi aprovada na Câmara em 2025 com modificações, o que levou o projeto a nova análise no Senado.

A Caatinga é um bioma localizado exclusivamente no Brasil, abrangendo quase 11% do território do país, cobrindo áreas de diversos estados nordestinos. É caracterizada por condições climáticas extremas, com baixos índices de chuva e longos períodos de seca, tornando a região suscetível à desertificação e gerando vulnerabilidade ambiental e social.

O que diz a lei
Entre outras diretrizes, a nova lei prevê a atuação articulada entre União, estados, municípios e atores não governamentais na formulação e implementação de políticas públicas para a recuperação e uso sustentável dos recursos ambientais da região.

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Ações de combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca, além de prevenção e controle de desmatamento, estão entre os instrumentos da Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, em âmbitos nacional e estadual.

São previstos ainda a capacitação de recursos humanos e o desenvolvimento tecnológico voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos ambientais, e a participação da comunidade local na recuperação das áreas degradadas do bioma, entre outros instrumentos de ação.

Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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