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CAE retoma atividades com projetos sobre emprego e fundos regionais

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A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) retoma os trabalhos legislativos de 2026 nesta terça-feira (3), a partir das 10h, com uma pauta composta por sete projetos de lei. A primeira reunião do ano concentra propostas nas áreas de desenvolvimento regional, mercado de trabalho, previdência e política tributária. Dois dos textos — PL 2.697/2023 e PL 1.130/2025 — têm decisão terminativa, o que significa que, se aprovados, encerram a tramitação dentro da própria comissão.

Fundos constitucionais e inovação

De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e com relatoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o PL 5.451/2019 autoriza o uso de recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO) para atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A proposta já passou pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) e segue em análise na CAE antes de avançar para a Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR).

Regulamentação da profissão de cuidador

O PL 76/2020, do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), relatado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), integra um conjunto de propostas (apensadas) que tratam da regulamentação da profissão de cuidador de pessoas idosas, crianças, pessoas com deficiência e com doenças raras. Em análise conjunta na CAE, o texto segue posteriormente para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS), responsável pela decisão terminativa.

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Exame toxicológico pago pelo empregador

De autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e com relatoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), o PL 1.075/2022 assegura que o exame toxicológico obrigatório para motoristas profissionais seja custeado pelo empregador. Após a análise econômica na CAE, o projeto segue para a CAS.

Cota mínima de jovens nas empresas

Apresentado pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA) e relatado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), o PL 2.921/2022 estabelece percentual mínimo de contratação de jovens entre 18 e 24 anos em empresas com mais de 50 empregados. A proposta tramita na CAE antes de seguir para a CAS, que dará a palavra final.

Salário-maternidade sem carência

De autoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), o PL 1.117/2025 elimina a exigência de carência para a concessão do salário-maternidade a todas as seguradas do Regime Geral de Previdência Social. Após a análise do colegiado, o texto segue para decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais.

Benefício fiscal em áreas de livre comércio

O PL 2.697/2023, do senador Randolfe Rodrigues, relatado pelo senador Alan Rick (Republicanos-AC), equipara à exportação às operações de compra e venda realizadas por empresas instaladas em áreas de livre comércio da Região Norte. A proposta é analisada em decisão terminativa na CAE.

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Loterias esportivas e instituições de idosos

De autoria do senador Jayme Campos (União-MT) e com relatoria da senadora Damares Alves, o PL 1.130/2025 destina parte da arrecadação das loterias esportivas ao financiamento de instituições de longa permanência para idosos. A matéria também tem decisão final na comissão.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Comissão aprova proibição de incentivo público a obras que incitem violência contra a mulher

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A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4027/25, do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), que veda o incentivo público a obras, produtos ou eventos que incitem a violência contra as mulheres.

O texto também impede o recebimento de recursos por proponentes com condenação judicial definitiva por crimes de violência contra a mulher. A proposta altera a Lei Rouanet.

Os parlamentares acolheram o parecer da relatora, deputada Denise Pessôa (PT-RS), pela aprovação com ajustes de redação. Ela substituiu, por exemplo, a expressão “artistas, grupos ou empresas” por “proponentes” com condenação judicial.

Denise Pessôa destacou que as manifestações culturais influenciam a construção da realidade social e podem gerar efeitos negativos ao veicular imagens distorcidas de grupos vulneráveis.

“Não se pode aceitar que recursos públicos sejam utilizados para financiar, mesmo que indiretamente, projetos culturais que promovam a violência de gênero”, afirmou.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker

Fonte: Câmara dos Deputados

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