POLÍTICA NACIONAL
Câmara homenageia mulheres nas Forças Armadas e debate ampliação da participação feminina
POLÍTICA NACIONAL
A Câmara dos Deputados realizou sessão solene nesta terça-feira (17) para homenagear a participação de mulheres nas Forças Armadas. Atualmente, uma em cada dez integrantes é mulher, o que representa cerca de 37 mil militares.
Do total, 13 mil estão no Exército, 8 mil na Marinha e a Aeronáutica concentra a maior participação proporcional, cerca de um quinto do efetivo é feminino.
A cerimônia reuniu militares das três Forças, parlamentares e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.
A coronel engenheira Ana Maria Abreu Jorge Teixeira, diretora de projetos de engenharia do Exército, lembrou que as mulheres passaram a ingressar na instituição em 1992, na área administrativa, e em 1997, nas áreas de saúde e engenharia.
Ela afirmou que ingressou como engenheira militar em 1997 e destacou que teve acesso a todas as funções da carreira.
Ana Maria Abreu também foi professora do Instituto Militar de Engenharia por 15 anos, além de ter concluído mestrado e doutorado. Atualmente, coordena grandes projetos do Exército.
Na Aeronáutica, a reitora da Escola Superior de Defesa, major-brigadeiro Carla Lyrio Martins, destacou o avanço das mulheres na carreira militar.
Ela afirmou ser a primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general de três estrelas na área médica e lembrou que foi a primeira a comandar uma organização militar da Força Aérea Brasileira, em 2015.
Após 35 anos de serviço, disse ter acompanhado a ampliação da presença feminina e ressaltou o respeito dentro da corporação.

Desafios na carreira
A juíza corregedora do Superior Tribunal Militar (STM), Safira Maria de Figueiredo, disse que a presença feminina ainda é baixa, especialmente nos cargos mais altos.
Segundo ela, faltam mulheres nos postos mais elevados das Forças Armadas, o que limita o acesso ao STM, já que a escolha de ministros ocorre entre oficiais-generais de quatro estrelas.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse que considera justa a ampliação da participação feminina e destacou avanços recentes.
Ele citou mulheres em cargos estratégicos, como a secretária-geral do ministério e oficiais que ocupam funções de comando e direção. Também lembrou a entrada de novas turmas femininas na Marinha, incluindo marinheiras em 2023 e fuzileiras navais em 2024.
Investimentos
A sessão foi presidida pela deputada Soraya Santos (PL-RJ), que defendeu mais investimentos para ampliar a presença feminina nas Forças Armadas.
Segundo ela, é necessário prever recursos no Orçamento para adaptar instalações, como alojamentos e banheiros, às necessidades das mulheres.
Participação na política
A coordenadora-geral da Secretaria da Mulher da Câmara, deputada Jack Rocha (PT-ES), destacou a desigualdade histórica na política.
Em cerca de 200 anos de Câmara, foram 14.431 homens e 499 mulheres no exercício do mandato. Atualmente, há 99 deputadas, responsáveis por 44% da produção legislativa, além de presença na Mesa Diretora e na presidência de comissões.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto
O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.
Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.
O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.
O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.
Agosto
Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.
— Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.
As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).
— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.
Defesa
Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.
— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.
Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.
Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.
— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.
Eleições
Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral.
— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.
No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.
— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.
Outras propostas
Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia. Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.
— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.
A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.
Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.
Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco lança projeto que fortalece identidade e pertencimento entre estudantes da rede municipal
-
FAMOSOS6 dias atrásAngélica reflete sobre prioridades e destaca importância do autocuidado na rotina
-
FAMOSOS7 dias atrásCarol Leite mostra álbum de férias em família com Kaká e as filhas na Disney
-
AGRONEGÓCIO6 dias atrásCálculo bovino que vale mais que ouro ganha acesso ao mercado chinês
-
SEM CATEGORIA6 dias atrásPrefeitura de Rio Branco participa da entrega de kits esportivos do Projeto Esporte Total
-
MP AC7 dias atrásAssis Brasil: MPAC acompanha preparativos para o 20º Festival de Praia
-
FAMOSOS7 dias atrásJuju Salimeni entra em trend, compara fotos antigas e revela mudança física
-
POLÍTICA NACIONAL4 dias atrásCongresso tem 32 medidas provisórias para serem votadas