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Câmara homenageia os 20 anos do Ligue 180 na defesa das mulheres; assista

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Um marco na política pública de enfrentamento à violência contra as mulheres no Brasil, a central “Ligue 180” teve seus 20 anos de existência homenageados em sessão solene na Câmara dos Deputados, na quinta-feira (27).

O serviço é gratuito e mantém em segredo a identidade de quem denuncia. A central telefônica oferece acolhimento, orientação e encaminha as mulheres em situação de violência a redes de proteção e à Justiça.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que o “Ligue 180” é peça fundamental para construir uma sociedade melhor.

Nós estamos aqui para dizer que todas as mulheres têm direito de viver sem violência. É estruturante a construção de uma sociedade mais justa e mais igualitária”, declarou.

A coordenadora-geral do “Ligue 180”, Hellen Costa, comentou que a central, desde 2005, evoluiu de acordo com as demandas da coletividade.

“Antes, ela era principalmente uma central de informação e prevenção. Hoje, também é um disque-denúncia. O ‘Ligue 180’ tem a função de proteger as mulheres e encaminhá-las para uma rede de atendimento”, afirmou.

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, acrescentou que o “Ligue 180”, além de ser um dos instrumentos mais importantes para a defesa das mulheres, faz parte de uma visão de país sem violência de gênero.

Reportagem – Dourivan Lima
Edição – Marcelo Oliveira

Fonte: Câmara dos Deputados

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POLÍTICA NACIONAL

Comissão aprova cadastramento presencial prioritário no CadÚnico para famílias de baixa renda

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família aprovou proposa que garante às famílias de baixa renda o cadastramento presencial prioritário para o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Conforme o texto, o atendimento pessoal em unidades públicas de assistência social deverá ser assegurado como um direito, mesmo que a inscrição por meio eletrônico continue sendo uma opção.

A versão aprovada foi o substitutivo da relatora, deputada Meire Serafim (União-AC), para o Projeto de Lei 2058/22, do ex-deputado Geninho Zuliani. A justificativa para a proposta é que a digitalização total do cadastro pode excluir pessoas com pouco acesso à internet, telefones celulares de baixa performance ou baixo nível de instrução.

A relatora defendeu a importância da estrutura física de assistência social, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas). “Propomos estabelecer, como um direito a ser garantido, o acesso ao atendimento pessoal, para fins de inscrição ou atualização de informações no Cadastro Único”, afirmou.

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A deputada também observou que o contato direto com as equipes de referência permite identificar vulnerabilidades que vão além dos dados básicos informados no sistema eletrônico.

Simplificação
O substitutivo simplificou o texto original, que obrigava as famílias a atualizar suas informações todos os anos. A proposta inicial também estabelecia um prazo de dez dias úteis para o governo compartilhar dados eletrônicos do cadastro após solicitação.

No texto aprovado, essas regras foram descartadas. A relatora explicou que a atualização anual obrigatória seria excessiva e desnecessária, já que o sistema federal já realiza o cruzamento automático de informações com outras bases de dados, como o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), para manter os registros fidedignos.

Meire Serafim também considerou que o prazo de dez dias para compartilhamento de dados era vago e poderia colocar em risco o sigilo das informações privadas das famílias.

O projeto altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742/93).

Próximos passos
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado a seguir pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e, depois, ser sancionado pela Presidência da Republica.

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Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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