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CEsp debaterá contribuição da medicina esportiva para saúde e rendimento físico

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A Comissão de Esporte (CEsp) aprovou nesta quarta-feira (5) a promoção de audiência pública sobre a importância da medicina esportiva. O pedido do debate (REQ 43/2025 – CEsp) é de autoria da senadora Leila Barros (PDT-DF).

O objetivo é discutir como essa especialidade contribui para a saúde de atletas e não atletas e de que forma se insere nas políticas públicas voltadas ao esporte e à promoção da qualidade de vida. Ainda não há data prevista para o debate na comissão. 

De acordo com o requerimento, a medicina esportiva atua na avaliação e acompanhamento de praticantes de atividades físicas antes, durante e após os exercícios. A senadora destaca que a disciplina vai além do esporte de alto rendimento e beneficia também pessoas que utilizam o exercício físico como ferramenta de prevenção e tratamento de doenças. 

Para o encontro, deverão ser convidados o médico José Kawazoe Lazzoli, secretário-geral da Federação Internacional de Medicina do Esporte, além de representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, do Ministério da Saúde e do Ministério do Esporte. 

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Segundo Leila, a audiência será uma oportunidade de analisar o papel da medicina esportiva no desenvolvimento saudável do esporte em todos os níveis e manifestações, a fim de reforçar a relevância histórica e a consolidação como especialidade reconhecida pela AMB e pelo Conselho Federal de Medicina. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets

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O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor. 

Os crimes previstos no texto são:

  • explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
  • divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
  • usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
  • facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
  • fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
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O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida. 

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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